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	<title>Conselho SteamPunk ~ Loja São Paulo &#187; Romances Gráficos</title>
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	<description>Joguem mais carvão para a caldeira!</description>
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		<title>O Capitão America</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 23:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romeu Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão America]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro tempo, outro mundo   Em 1941, Joe Simon e Jack Kirby criaram um personagem que, mais do que um novo super-herói, era a verdadeira encarnação policrômica de um conceito: os Estados Unidos lutando na Segunda Guerra Mundial. O conflito durou oficialmente de 1939 a 1945, mas para aquele país, ele começou de fato naquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><em>Outro tempo, outro mundo</em></h2>
<p> </p>
<p>Em 1941, Joe Simon e Jack Kirby criaram um personagem que, mais do que um novo super-herói, era a verdadeira encarnação policrômica de um conceito: os Estados Unidos lutando na Segunda Guerra Mundial. O conflito durou oficialmente de 1939 a 1945, mas para aquele país, ele começou de fato naquele mesmo ano em que <span style="color: #800000;"><em>Captain America</em> #1</span> chegou às bancas. Essa ligação entre personagem e fato histórico era tão grande que ele desapareceu dos planos da editora – então chamada Timely Comics –  com o fim das movimentações das tropas na Europa e na Ásia e só voltou décadas mais tarde, quando a renovada Marvel Comics resolveu dar uma segunda chance aos super-heróis, que na década de 60 passaram a ser escritos por um tal de Stan Lee.</p>
<p>Mas e se ao invés de ser o representante ficcional de seu país no maior dos eventos bélicos o personagem tivesse surgido bem antes, durante outra guerra, aquela que forjou a identidade do país cujas cores enfeitam seu uniforme? Essa foi a proposta por trás da revista<em> <span style="color: #800000;">What if featuring Captain America</span></em><span style="color: #800000;"> #1</span>, de 2005, na qual o escritor Tony Bedard e o desenhista Carmine Digiandomenico retiraram o protagonista de seu contexto para jogá-lo ao combate durante a Guerra da Secessão (1861-1865). Com isso, temos aqui um outro caso de anacronismo em cenário típico de histórias steampunk, a exemplo de quadrinhos feitos pela DC com as estrelas da casa Superman e Batman, já resenhados por aqui (links mais abaixo <img src='http://sp.steampunk.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>Se na editora concorrente tais histórias foram planejadas como parte do selo Elseworlds – Túnel do Tempo, no Brasil –, a iniciativa da Marvel surgiu em uma retomada de um projeto semelhante chamado “What if” nos EUA e de <em>“O que aconteceria se”</em> por aqui. Originalmente, as HQs feitas naquele conceito apresentavam versões alternativas para acontecimentos importantes da cronologia de seus personagens. Por exemplo, <em>“O que aconteceria se o Capitão América tivesse aceitado concorrer à Presidência dos EUA?”</em>. Na reformulação dessa linha de histórias, promovida na metade da década, os pontos de divergência se ampliaram podendo variar no tempo, como neste caso, ou no espaço, como em HQs que imaginaram o Quarteto Fantástico como cosmonautas russos ou o Demolidor como um guerreiro do Japão feudal. Uma outra mudança que se apresenta surge na figura do narrador dessas novas tramas contadas no futuro do pretérito.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/whiteskull.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1178" title="whiteskull" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/whiteskull-655x1024.jpg" alt="" width="519" height="840" /></a></p>
<p>Originalmente, Vigia era o nome de Uatu, o alienígena cabeçudo que de seu posto de observação, na área azul da Lua, decifrava os acontecimentos possíveis nas vidas dos heróis Marvel. Agora, este é o nickname do adolescente Hector Espejo, autoproclamado “príncipe dos hackers” que com seu computador turbinado consegue acessar a Internet dos mundos alternativos. É o caso do site do jornal <em>The New York Timespost</em> por onde ele descobre a história do General América, maior herói daquele mundo paralelo. O personagem em questão aparentemente é o bisneto do verdadeiro protagonista da aventura, Stephen Rogers, o homem que veio a ganhar o título de Capitão América no século XIX. O Vigia passa a ler o histórico do herói do passado por meio de um documento histórico que aquele jornal resgatou, o diário do então cabo Rogers que começa a narrar os acontecimentos desta forma: <em>“Agosto de 1863. Chegamos ao campo de Jayhawkers, na divisa Kansas-Missouri. Finalmente vou ver ação!”</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/interior_whatif_captainamerica.jpg"><img class="size-full wp-image-1176  aligncenter" title="interior_whatif_captainamerica" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/interior_whatif_captainamerica.jpg" alt="" width="414" height="670" /></a></p>
<p>Naquele lugar, o rapaz engaja-se no regimento conhecido como Redlegs – “Pernas Vermelhas”, na tradução literal publicada na revista <span style="color: #800000;"><em>Wizard Brasil</em> #36</span>, por onde a HQ saiu em nosso país, em setembro de 2006 –, denominação devida às chamativas botas rubras que aqueles soldados nortistas utilizavam, complementando o uniforme azul. O rapaz magricelo, que ganha um ar especialmente aparvalhado com a arte ligeiramente caricata de Digiandomenico, rapidamente passa a ser alvo das piadas dos veteranos por declarar sua fé quanto aos supostos ideais de liberdade e igualdade que estariam por trás da origem da guerra civil americana. Quem vem salvá-lo do deboche dos companheiros de armas é o líder daqueles homens: <em>“Coronel Buck Barnes, comandante de campo do Regimento Pernas Vermelhas, conhecido por suas tropas leais como ‘Bucky’”.</em> Pelo nome e pelo apelido, estaríamos diante da versão alternativa do jovem ajudante do Capitão, conforme o conhecemos das HQs ambientadas na II Guerra. Porém, o roteiro de Bedard guardaria para ele mais surpresas que apenas essa suposta inversão hierárquica.</p>
<p>De fato, a situação do cabo Rogers rapidamente começa a se complicar dali para a frente. A primeira missão que lhe cabe já é o suficiente para ele reveja a confiança que ele depositava no idealismo do exército da União: o massacre de toda a população civil, mulheres, velhos e crianças incluídos, da cidade de Osceola, acusada de colaborar com os Casacas-Cinzas, os soldados separatistas do Sul. A desilusão é tamanha que, ao final daquele dia, após ser furado por um forcado, alvejado pelo tiro de uma pistola .44 e arrastado durante horas por cavalos, ele faz um desabafo em uma cama que poderia se tornar seu proverbial leito de morte: <em>“Depois do que vi hoje, eu nem me importo com que lado vai vencer. Azuis, cinzas&#8230; é tudo a mesma coisa. Todos vamos pro inferno quando isso acabar”.</em></p>
<p>Quem ouve aquelas palavras desesperançadas é uma singular tropa de voluntários, formada basicamente por soldados indígenas de várias etnias – cherokees, osages, delawares, quapaws e shawnees – e por pelo menos um negro, outra referência a um antigo parceiro de lutas do Steve Rogers que conhecemos. Neste cenário, na iminência de um novo desastre anunciado, é que ocorre a transformação do cabo magricelo na figura heróica que os leitores já esperavam desde o início. Ao contrário do que ocorre com o personagem tradicional, em <em>“O que aconteceria se o Capitão América tivesse lutado na Guerra da Secessão”</em>, o gatilho de tal transformação não se dá pela tecnologia. Saem o soro do supersoldado e os raios Vita da década de 40 para entrar em seu lugar uma solução mística na formação desta contraparte ambientada no século XIX.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cover_whatif_captainamerica.jpg"><img class="size-full wp-image-1177  aligncenter" title="cover_whatif_captainamerica" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cover_whatif_captainamerica.jpg" alt="" width="458" height="552" /></a></p>
<p>Infelizmente, <span style="color: #800000;"><em>What if featuring Captain America</em> #1</span> não é um álbum especial ou uma graphic novel. Trata-se de uma revista dentro do padrão normal de apenas 24 páginas de quadrinhos adotado pelo mercado americano. Isso é bem pouco para apresentar a origem reformulada da Sentinela da Liberdade e de seu principal algoz e ainda dar uma ideia de como poderiam se desenvolver suas histórias a partir dali. As últimas duas páginas, por exemplo, apresentam um resumo do que o hacker Vigia encontrou naquele site de “uma realidade quântica separada”: sobre as movimentações do já nomeado Capitão América nos anos finais da guerra, sobre como ele poupou milhares de vidas com suas ações, evitando entre outras coisas o incêndio de Atlanta e o assassinato de Abrahan Lincoln, e de como ele talvez tenha dado a uma linhagem heróica, a exemplo do Fantasma, de Lee Falk. Ou seria ele, na verdade, um personagem imortal, disfarçando sua longevidade com esses alegados descendentes? Só descobriríamos ao certo se esta HQ algum dia ganhar alguma continuidade, o que seria bastante interessante.</p>
<h3 style="text-align: right;"><em>Por Romeu Martins</em></h3>
<h2 style="text-align: left;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/08/06/mais-poderoso-que-uma-locomotiva/#comment-596"><em>Mais Poderoso que uma locomotiva</em></a></h2>
<h2 style="text-align: left;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/07/13/o-azul-o-cinza-e-o-morcego/"><em>O Azul, o Cinza e o Morcego</em></a></h2>
<p style="text-align: left;"> </p>
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		<title>Fantástica Jornada Steampunk</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/09/10/fantastica-jornada-steampunk/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 04:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcandido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Fantástica Jornada Noite Adentro” Há muito tempo, vários de nossos confrades tem sentido a falta de um evento que elenca-se as várias formas de manifestação da cultura steampunk, atrações que convergissem no objetivo do Conselho Steampunk em divulgar este gênero. Assim, Silvio Alexandre, organizador do Fantasticon (Simpósio de Literatura Fantástica) e o Conselho têm a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>&#8220;Fantástica Jornada Noite Adentro”</strong></em></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"><span style="font-size: x-large;"><em><strong> </strong></em></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/bUV5sVjXy2JRu26UicazaQ?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sqh0V0jw71I/AAAAAAAAElE/1_LFcaBex34/s800/JornadaSteam.jpg" alt="" width="577" height="360" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;">H</span></span></span></span></em><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">á muito tempo, vários de nossos confrades tem sentido a falta de um evento que elenca-se as várias formas de manifestação da cultura steampunk, atrações que convergissem no objetivo do Conselho Steampunk em divulgar este gênero. Assim, Silvio Alexandre, organizador do Fantasticon (Simpósio de Literatura Fantástica) e o Conselho têm a honra de anunciar a “Fantástica Jornada Noite Adentro Steampunk”!</span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">A Jornada é um evento promovido pela Biblioteca Pública Viriato Corrêa (Temática de Literatura Fantástica) e entre os conspiradores estão, também, os membros da Confraria das Idéias! O evento atravessa a madrugada apresentando esquetes de teatro, bate-papo, exibição de filmes e RPG live-action. </span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">A Jornada começará às 22 horas, no dia 27 de novembro, com um desfile de moda Steampunk, e segue entre braços mecânicos, goggles, lasers e vários intervalos para o chá até às 6 da manhã, quando será servido um suculento café da manhã. O evento é gratuito! Caros confrades, não percam esta oportunidade! Este também é o momento para adquirir o livro “Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário” da Tarja Editorial.</span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"><strong><span style="color: #ff0000;"><em><span><span style="font-size: large;">Programação</span></span></em></span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Desfile (Dia 27, às 22h)</strong></em></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Um desfile de moda Steampunk composto por modelos feitos a partir de tecidos antigos que quase não se usam mais como o morin, cambraia de linho, juta, fibras vegetais, sendo alguns de seda misturados com alguns elementos feitos artesanalmente como luvas e chapéus.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">A estilista Lili Angelika busca a união do romantismo com elementos de uma realidade pós-apocalíptica, inspirado em filmes Cyberpunks, Steampunks e de Fantasia como &#8220;Van Helsing&#8221;, &#8220;Blade Runner&#8221;,  &#8220;Cavaleiro sem Cabeça&#8221;, &#8220;Stardust&#8221;, &#8220;A Liga Extraordinária&#8221;, entre outros.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><strong>Teatro (Dia 27, às 22h30)</strong></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">A atriz Cristiana Gimenes, da Cia Em Cena Ser, apresenta textos Steampunk, selecionados por Karl F.</span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Bate-papo: Saiba tudo sobre Steampunk (Dia 27, às 23h)</strong></span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Gerson Lodi-Ribeiro, Bruno Accioly e Karl F. falam sobre os princípios, e o que é Steampunk, sua presença na literatura, no cinema e como sub-cultura. A mediação será de Silvio Alexandre. </span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Exibição de filmes(dia 27, às 24h; dia 28, às 2h e 4h)</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">RPG live-action Steampunk (dia 27, a partir da meia-noite)</span></span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/jWCCsitF-SeI9hssPbLS1g?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SYUNjMHnMcI/AAAAAAAAC2U/gE_Aee4aYHE/s400/Castle_Falkenstein_Cover.jpg" alt="" width="202" height="270" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">D</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">urante a madrugada acontecerá o RPG live-action steampunk,  <em>&#8220;O Magnífico&#8221; nos céus do amanhã</em><br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Coord.: Confraria das Idéias.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">INSCRIÇÔES ABERTAS! – </span></span></strong><em><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">para se inscrever, escreva para <a href="http://br.mc566.mail.yahoo.com/mc/compose?to=contato@confrariadasideias.com.br" target="_blank">contato@confrariadasideias.com.br</a>.</span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">O Quê:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> Fantástica Jornada Noite Adentro<br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Quando:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> Sexta, 27/11, com início às 22h<br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Quanto:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> gratuito<br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Onde:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> Biblioteca Pública Viriato Corrêa (temática em Literatura Fantástica)<br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Endereço:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> R. Sena Madureira, 298. Vila Mariana, zona sul.<br />
</span></span><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Telefone:</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> (11) 5573-4017.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Obs.: </span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">É necessário retirar ingresso, sujeito à lotação da sala (101 lugares), no dia 27, a partir das 21h. </span></span><span style="font-size: medium;">Durante os intervalos das projeções, ocorrem esquetes teatrais. Após a meia-noite, você pode assistir aos filmes no auditório ou acompanhar o jogo de RPG /Live-action no andar térreo. Para participar do jogo é preciso se inscrever antecipadamente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.bibliotecas.sp.gov.br/" target="_blank">www.bibliotecas.sp.gov.br</a></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.bibliotecas.sp.gov.br/" target="_blank"></a></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/kd7fPmarwcovvRma6Y06RA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sqh0VuMD7sI/AAAAAAAAElA/LIf41Dv_3HQ/s288/logo%2520viriato%2520correa_1227620895%20c%C3%B3pia.jpg" alt="" width="309" height="87" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: TTF_TATTOEF;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span>HHHHHHHHHHHH</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER"><em><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><strong>&#8220;Como vai sua coleção Steampunk?&#8221; </strong></span></span></span></span></span></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="CENTER">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="LEFT"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span>O</span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span>lhe para sua estante, como vai sua coleção Steampunk? <a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/07/10/steampunk-historias-de-um-passado-extraordinario/">“</a></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/07/10/steampunk-historias-de-um-passado-extraordinario/"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="text-decoration: none;"><span>Histórias de um Passado Extraordinário”</span></span></em></span></span></span></span></a><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span> é a única publicação do gênero no país até o momento que reúne diversos autores brasileiros que fizeram um grande trabalho de pesquisa e releitura do SteamPunk em uma cenário nacional. </span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="LEFT"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span>O Conselho SteamPunk conquistou uma <a href="http://steamcon.com.br/steampunk-primeira-publicacao-brasileira/">parceria com a Tarja Editorial</a> para distribuição da obra com preço abaixo do oferecido nas livrarias! Trazendo-a a um custo mais baixo que o proposto pelas livrarias e deixando a obra mais próxima do principal público do gênero, os membros do Conselho.</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="LEFT">
<p align="LEFT"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span>Por enquanto disponíveis na <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outgoing/rj.steampunk.com.br');" href="http://rj.steampunk.com.br/">Loja Rio de Janeiro</a> e na <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outgoing/sp.steampunk.com.br');" href="../">Loja São Paulo</a> do <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outgoing/steampunk.com.br');" href="http://steampunk.com.br/">Conselho SteamPunk</a>, os exemplares podem ser pedidos pelo endereço <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/mailto/ conselho@steampunk.com.br');" href="mailto:%20conselho@steampunk.com.br">conselho@steampunk.com.br</a>.</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p align="LEFT"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/Gep2l9-J7JGLiyVZTVqc2Q?feat=embedwebsite"><img class="alignleft" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SqfMIK_vX6I/AAAAAAAAEk4/LicI_yO25ec/s144/ex_ocidente.jpg" alt="" width="162" height="174" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"> </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"> No caso do Rio de Janeiro, é possível ainda adquirir os livros na <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outgoing/ocidentelivrosusados.blogspot.com/');" href="http://ocidentelivrosusados.blogspot.com/">Ocidente</a>, que dá apoio ao movimento SteamPunk no estado. A Ocidente fica dentro de uma galeria entre as ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães, o endereço é </span></span><strong><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Rua Barata Ribeiro 502 loja 5 – Copacabana -</span></span></strong><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"> e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 10 às 20hrs e sábado, de 10 às 18hrs.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O Momento ideal para aquirir a coletanea é durante a </span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">“Fantástica Jornada Noite Adentro” com o Conselho Steampunk.</span></span></span></span></em></p>
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium;"><em><strong><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Por Cândido Ruiz</span></strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;" align="RIGHT"><span style="font-size: medium;"><em><strong> </strong></em></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/6xy6Xj_QJwE74iZV_M1wcA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SlT6ILZWjYI/AAAAAAAAESM/HDBlqcf11vc/s800/capa-steam.JPG" alt="" width="407" height="611" /></a></p>
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		<title>Mais poderoso que uma locomotiva</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 14:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romeu Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Locomotiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Provavelmente a capa de gibi de super-heróis mais famosa de todos os tempos mostrava a imagem do protagonista daquela revista exibindo sua força ao levantar um carro com as mãos nuas, para espanto das pessoas que observavam a cena. Passados 60 anos daquela estréia no primeiro número de Action Comics, Superman repetiu a cena em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/BpAIBefGyuyoDrYblx5DhA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snst4H_PpnI/AAAAAAAAEfg/dQE65WiWudU/s400/Superman_A_Nation_Divided.jpg" alt="" width="441" height="678" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Provavelmente a capa de gibi de super-heróis mais famosa de todos os tempos mostrava a imagem do protagonista daquela revista exibindo sua força ao levantar um carro com as mãos nuas, para espanto das pessoas que observavam a cena. Passados 60 anos daquela estréia no primeiro número de <em>Action Comics</em>, Superman repetiu a cena em uma edição do selo Elseworlds, mas desta vez com o toque de deslocamento temporal que caracteriza aquele projeto da DC Comics. Em <em>A Nation Divided</em>, lançada em 1999, o personagem aparece num campo de batalha da Guerra da Secessão, bandeira esfarrapada da União de um lado, dos Confederados do outro, erguendo sobre a cabeça um canhão do modelo empregado naquele conflito que marcou o século XIX.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Com roteiro do experiente Roger Stern e desenhos de Eduardo Barreto, aquela era apenas a primeira de uma série de homenagens e referências de uma revista que pode ser mais bem aproveitada por aqueles que gostam de histórias envolvendo as alternativas cronológicas que caracterizam o gênero steampunk. No Brasil, a revista foi publicada pela editora que mais trabalhou com o selo Elseworlds em nosso país – que havia sido anteriormente mal traduzido como Túnel do Tempo pela Abril – a Mythos, que lançou <em>Superman – Uma nação dividida </em>em seu formato econômico – pouco menor que o formato comics original – em 2001. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A história é praticamente uma versão em quadrinhos da chamada literatura epistolar, ou seja, daquela que é narrada por meio de cartas trocadas por seus personagens. Ela já abre com um exemplo desse recurso, quando vemos o jovem recruta nortista Atticus Kent escrever uma carta para seus pais, de Kansas, Josephus e Sarah – versão do século retrasado de nossos conhecidos Clark, Jonathan e Martha Kent.</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Queridos pai e mãe, não sei quando terei condições de remeter esta carta, mas eu queria registrar meus pensamentos, antes que o tempo os apague. Tem sido uma longa marcha. Embora eu não me sinta cansado, ando ouvindo queixas de outros homens. Desconfio que amanhã entraremos em combate. Eu não queria enfrentar os rebeldes. Sei que é preciso, pra encerrar esta guerra e preservar a União. No entanto, o preço será alto demais. Nós já vimos o resultado de batalhas preliminares. Homens mutilados e tão enfaixados que não vêem nada. Como crianças, eles são levados pela mão.”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A correspondência continua, com o soldado relembrando a vez em que seus pais deram abrigo à família Johnson, um casal e seus três filhos, negros, que fugiam de um grupo de escravistas. Pelas reminiscências do rapaz, podemos perceber que não se cansar nos deslocamentos não é a única evidência do quanto ele é diferente das demais pessoas. Os três homens armados que perseguiam os fugitivos foram expulsos do Rancho Kent por pedras lançadas por Atticus, em uma uma demonstração de força no mínimo incomum. Obviamente, isso seria apenas um aperitivo do que estava pra vir nas próximas páginas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A próxima anotação que ajuda a conduzir a narrativa foi tirada do diário de um dos mais importantes oficiais do exército do Norte, Ulysses S. Grant (1822 – 85). </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/uyMx4-yiFeVwz3tFziMqkA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SnsxHobWsfI/AAAAAAAAEfk/sV-lro0Fr14/s288/guerra_sescecao.jpg" alt="" width="438" height="333" /></a></p>
<p>&#8220;<span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>22 de maio de 1863.</em></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Hoje, nós sitiamos Vicksburg, mas receio que esta será uma longa e sangrenta campanha. Nossa infantaria foi reforçada por um grupo de voluntários do Kansas. Muitos destes jovens, alguns dos quais não passam de garotos, estão marchando para a morte. Contudo, não há opção. Se pretendermos dominar o Mississippi, Vicksburg tem de cair.”</em></span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Claro que o receio de Grant, ao contrário do que ocorreu em nossa linha do tempo, não se confirma, pois como já sabemos, entre os voluntários do Kansas há um Superman. Algo que fica claro para todos quando, para salvar seu companheiro de batalhão Jeremiah – curiosamente usaram aqui uma versão de Jimmy Olsen e não algum vizinho de Kent nos tempos pré-Metrópolis, como Pete Ross – Atticus é atingido por uma bala de canhão.</span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/wgqRiwTD1dM7ZRvB0-17sw?feat=embedwebsite"><br />
</a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">O que ocorre a seguir é descrito por Jeremiah em carta para seu único parente vivo, na qual ele faz referência a uma imagem da HQ que repete quase fielmente o desenho da capa:</span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Caro tio Ezra, toda a infantaria ficou atônita, tio. Eu nunca tinha visto um homem levar um tiro de canhão&#8230; e jamais esperava ver alguém sobreviver a isso! Mas Atticus não apenas se recuperou em segundos como ficou <span style="text-decoration: underline;">furioso</span>! Antes que pudesse ser detido, ele saiu em disparada colina acima. E os tiros dos rebeldes só o deixaram ainda <span style="text-decoration: underline;">mais</span> furioso! Tivemos de correr como coriscos pra chegar lá, mas Atticus escancarou as fileiras inimigas pra nós. De repente, quando Atticus ergueu um <span style="text-decoration: underline;">canhão</span>, eu percebi que ele <span style="text-decoration: underline;">não precisaria</span> de ajuda. Com um impulso Kent arremessou o canhão pelo céu! Dias depois, eu soube que ele cruzou toda a Vicksburg, até cair no meio do rio Mississippi!”</em></span></span></p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/ZwKc72aoNXQUx-vNN9uCtg?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snri2GwunCI/AAAAAAAAEek/8a3-u8ENXpk/s400/General-William-Sherman.jpg" alt="" width="227" height="276" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Desta forma, </span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">mais rápido que uma</span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"> bala,</span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"> </span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">vemos</span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"> Atticus Kent apressar os rumos da Guerra Civil na forma de uma vitória </span></span><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">arrasadora das forças da União. Após a tomada daquela cidade e da captura do general confederado John Cliford Pemberton (1814 – 81) ele e seu amigo Jeremiah são recebidos por dois oficiais nortistas: o já citado Grant e outro general, William Tecumseh Sherman (1820 – 1891). Os militares constatam o que àquela altura já está óbvio para os leitores: os Estados Unidos da América contam com uma poderosa arma secreta para vencer a rebelião dos separatistas do Sul.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A estréia de Kent neste papel se dá, segundo uma nova carta enviada aos pais, por volta do dia 10 de junho daquele ano de 1863. Usando um uniforme negro com uma faixa vermelha na cintura e empunhando o pavilhão listrado que simboliza aquele país, a arma secreta mostra que, como diz o bordão clássico, “é mais poderoso que uma locomotiva”. Ele surge em plena corrida para interceptar um trem dos Confederados. É então que, em meio à nova batalha, dois novos poderes se manifestam na interminável lista que caracteriza o personagem. Um é a visão de calor; o outro foi mencionado por Grant em uma carta ao presidente Abrahan Lincoln que chega a duvidar de seu oficial, conhecido por apreciar bebidas alcoólicas: <em>“ele agora </em><em><span style="text-decoration: underline;">voa</span></em><em>, Sr. Presidente! Não à mercê dos ventos, como um balão, mas livre e </em><em><span style="text-decoration: underline;">voluntariamente</span></em><em>.”</em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em> </em></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/C0A_tcp-R5m37NujQtPNEQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snri1xeIGBI/AAAAAAAAEeU/-SHW2cy0v6g/s288/abraham_lincoln.jpg" alt="" width="384" height="504" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Apesar da dúvida, Lincoln e um visitante da Casa Branca, o abolicionista Frederick Douglass (1818 – 1895), o mais importante líder negro da América, em seu tempo, têm a oportunidade de conferir a verdade daquela carta quando Atticus, agora promovido a sargento, chega em Washington para dar um recado de Sherman. Atlanta, a cidade Sulista que tanto trabalho deu aos homens da União para ser pacificada segundo a história que conhecemos, naquela realidade ficcional foi tomada dos rebelados sem o disparo de um tiro.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">O clima de festa só é afetado por uma observação feita por</span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/jHja6PRHtrSlwinetil9IQ?feat=embedwebsite"><img class="alignleft" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snri17W48NI/AAAAAAAAEeY/P_iP9Tj8Cyk/s400/4fred16b.jpg" alt="" width="213" height="243" /></a><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"> Douglass que levantou uma questão raras vezes tratada nos quadrinhos de Superman. Com ar contrariado, ele comenta com o supersoldado: <em>“Sargento, eu empenho minha vida no combate à </em><em><strong>escravidão</strong></em><em>. Enquanto meus irmãos são rotulados inferiores eu prego igualdade. Receio que sua mera </em><em><strong>existência</strong></em><em> possa </em><em><strong>fortalecer</strong></em><em> aqueles que nos degradam.”</em> O pensador se referia, obviamente, à aparência caucasiana daquele ser que, como sabemos, é um alienígena. Infelizmente, a revista não aprofunda o assunto que poderia ter rendido bem mais e foi concluído com uma resposta de Superman e um elogio de Lincoln. Perdeu-se a chance de dar mais relevância a um tema que está totalmente ligado ao contexto daquela história e causa da guerra que serve de pano de fundo para a trama. Uma pena.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Neste ponto, a trama continua em um crescendo das façanhas de Kent, com aparições de mais personalidades históricas, de ambos os lados do front. Eduardo Barreto tem a oportunidade de desenhar oficiais como o nortista George Armstrong Custer (1839 – 76), que em carta à sua esposa demonstra sentir inveja daquele homem que de certa forma usurpou a glória que lhe era destinada naquele conflito, J. E. B. Stuart (1833 – 64) e Robert Edward Lee (1807 – 70), sulistas capturados diretamente de suas montarias pelo soldado –na verdade, a esta altura seu posto é de capitão – alado que passou a usar um uniforme de super-herói, com capa vermelha e a insígnia rubro-amarela do peito com as letras USA. Nas páginas centrais de <em>A Nation Divided, </em>Barreto ilustrou um belo quadro representando a batalha de Gettysburg deste universo cuja arte assinou e dedicou “to Joe”, certamente Joe Kubert, um quadrinista célebre por suas histórias que retrataram outro cenário bélico: a II Guerra Mundial.</span></span></p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/gulyev9nFn0bft75L-6y7g?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snri2Ijl1nI/AAAAAAAAEeg/KeaVcqW1Kj4/s288/General-George-Custer-001.jpg" alt="" width="195" height="250" /></a><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/26ZAg064mdd7lNZQbOnSsA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SnrjSclpTWI/AAAAAAAAEeo/d7tK1f6rKtw/s288/Jeb_stuart.jpg" alt="" width="194" height="249" /></a><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/WBC2A3W1YgHvoMZU4-YIWw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Snri2DVzI0I/AAAAAAAAEec/VSR46cm4qcU/s288/Gen.%20Lee.jpg" alt="" width="173" height="248" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Um ponto interessante do álbum é que nem a presença de Kent foi capaz de impedir verdadeiras chacinas cometidas na Guerra Civil, mesmo diminuindo drasticamente as baixas. O exemplo perfeito é a já citada batalha de Gettysburg. Na nossa realidade, historiadores divergem se as vítimas somadas chegam a 46 mil ou a 51 mil. Naquele mundo, a tragédia se limitou a menos de mil mortos. Mesmo assim, o conflito motivou nos dois universos aquele que certamente é a mais famosa peça de oratória de todos os tempos, o breve e enérgico discurso proferido por Abrahan Lincoln que ficou marcado pelas palavras <em>“que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais pereça na terra”</em>. Este trecho da HQ e um mais adiante, no qual Superman salva o presidente do atentado que em nossa linha do tempo foi fatal, virou um vídeo de quatro minutos disponível no YouTube. A trilha sonora é da Marcha Fúnebre que marcou a despedida do político americano.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="541" height="396" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fvp.video.google.com%2Fvideodownload%3Fversion%3D0%26secureurl%3DqAAAAHfApvOOOB_WlESfHfM9b01pUqpgirTIFibH5u4pRJ5u42YX3f9SuIl1LYEFP2cjzC2uDIWmRlIRfe3cOVD48vJRxuHEBmWdp0lN1QUBQ5y-EO0z9yCiEB7t9TN4MUU90L0LS_dw1pewen2lytaUU-fXW8lMo8maJ-19v3pbJDt1yaPwvUaE0GShJuRsKTwT0hvz4YW_f8imQ0zIqkdLv8gdiE3oCA3gmaNbww3ZQ6DN%26sigh%3Dg4W6c2AQ494cY4SI9lTB1DC48zI%26begin%3D0%26len%3D86400000%26docid%3D0&amp;nogvlm=1&amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D7346aea628b5be01%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3DVxQiMkRQ-A2V9Px8vXtK_ijUr1w&amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="541" height="396" src="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fvp.video.google.com%2Fvideodownload%3Fversion%3D0%26secureurl%3DqAAAAHfApvOOOB_WlESfHfM9b01pUqpgirTIFibH5u4pRJ5u42YX3f9SuIl1LYEFP2cjzC2uDIWmRlIRfe3cOVD48vJRxuHEBmWdp0lN1QUBQ5y-EO0z9yCiEB7t9TN4MUU90L0LS_dw1pewen2lytaUU-fXW8lMo8maJ-19v3pbJDt1yaPwvUaE0GShJuRsKTwT0hvz4YW_f8imQ0zIqkdLv8gdiE3oCA3gmaNbww3ZQ6DN%26sigh%3Dg4W6c2AQ494cY4SI9lTB1DC48zI%26begin%3D0%26len%3D86400000%26docid%3D0&amp;nogvlm=1&amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D7346aea628b5be01%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3DVxQiMkRQ-A2V9Px8vXtK_ijUr1w&amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A HQ se encaminhava para seu final, dentro do esperado no cenário montado, com a Guerra da Secessão encerrada anos antes do que aconteceu em nosso mundo, com um Abrahan Lincoln capaz de assumir um segundo mandato, com a nação novamente unida. Mas Roger Stern preparou uma reviravolta nas últimas páginas de sua trama, ocorrendo em 1865, no mesmo momento em que o agora major descobre sua verdadeira origem alienígena e o que de fato planejavam para ele seus pais biológicos, os kryptonianos Jor-El e Lara, vistos aqui com a mesma concepção criada por John Byrne na grande reformulação que Superman teve em meados da década de 80. Roteirista habilidoso, Stern guardou seu trunfo e conseguiu criar um interesse renovado por sua visão de um Superman em ambientação típica do gênero steampunk. Vale notar que, à exemplo do que ocorreu na aventura Elseworlds de Batman em cenário semelhante, e resenhada neste site, aqui também ocorre uma homenagem ao Cavaleiro Solitário. Basta prestar atenção no derradeiro uniforme utilizado por Atticus Kent, uma reprodução da vestimenta de Lone Ranger. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Por Romeu Martins</em></span></span></p>
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		<title>O Azul, o Cinza e o Morcego</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 02:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romeu Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://sp.steampunk.com.br/?p=649</guid>
		<description><![CDATA[O Azul, o Cinza e o Morcego “Em 1861, os Estados Unidos da América mergulharam em uma sangrenta guerra civil que fez mais de seiscentos mil mortos. Naquele ano, os estados sulistas – retrógrados e escravagistas – rebelaram-se contra a União e iniciaram uma empreitada para se separar do resto do país. Abrahan Lincoln, presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cidadephantastica.blogspot.com/2009/07/conselheiro-honorario.html"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>O Azul, o Cinza e o Morcego</strong></em></span></span></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong></strong></em></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/itM6pheIQGJYgyHpGhrQMw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Slvo1Nm2B8I/AAAAAAAAEa8/uvx8sKDqi2g/s800/btbtgatb_large.jpg" alt="" width="442" height="673" /></a></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Em 1861, os Estados Unidos da América mergulharam em uma sangrenta guerra civil que fez mais de seiscentos mil mortos.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Naquele ano, os estados sulistas – retrógrados e escravagistas – rebelaram-se contra a União e iniciaram uma empreitada para se separar do resto do país.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Abrahan Lincoln, presidente dos EUA na época, se opôs duramente aos rebeldes e liderou os aliados nortistas – democratas e industrializados – na luta para manter a nação coesa.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Esse conflito, que duraria quatro violentos anos, tornou-se mundialmente conhecido como A Guerra da Secessão.</em>”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>ssa foi a introdução de uma das famosas edições especiais de luxo que a Editora Abril dedicou ao Batman em 1993, mais um exemplar da série Túnel do Tempo, tradução local para os Elsewolrds da DC Comics. Em formato americano, com a figura do Homem-Morcego carregando um chicote nas mãos, pistolas na cintura, montado em um cavalo negro contra um fundo branco, a revista levou o nome de <em>A Guerra da Secessão</em>, uma adaptação do original, publicado nos EUA no ano anterior, <em>The Blue, the Grey and The Bat</em>, título que fazia referência às cores dos uniformes dos soldados envolvidos naquele conflito – azul para os nortistas da União, cinza para os confederados do Sul.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O ano em questão é 1863, um período delicado da Guerra Civil. Os primeiros quadrinhos abrem com cenas da cidade de Washington, obras inacabadas do que um dia viria a ser o Capitólio e um preocupado e amargurado presidente Abrahan Lincoln na sede do poder executivo, a Casa Branca. O texto faz uma análise pessimista da situação para o Norte, dando conta de que são os homens do Sul que contam com os melhores oficiais naquele momento. A vantagem da União reside no número de soldados e na riqueza de suas terras. Mas uma descoberta feita por um garimpeiro de má fama, chamado Henry T. P. Comstock, no território de Nevada, pode pôr fim ao equilíbrio de forças: um depósito de ouro e prata de dimensões e qualidade que mal podem ser imaginadas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Apesar de nominalmente o controle da região estar com o Norte, aquele terreno representa uma encruzilhada de forças. Cercado por tribos de índios hostis, por mexicanos que pretendem recuperar terras perdidas para o vizinho duas décadas atrás, por mercenários atrás de riqueza fácil, além de agentes da Confederação separatistas infiltrados entre esses grupos, aquela fortuna em minério pode significar o futuro de um país. A vitória ou a derrota de um projeto de nação simbolizado pelos sonhos abolicionistas de Lincoln, um presidente que não conta com nenhuma companhia de infantaria para mandar àquela terra sem lei e tomar posse de fato das tais minas.</span></span></p>
<p style="text-align: center;">“<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Esta é a história de como Abrahan Lincoln enviou um Homem-Morcego para assegurar a maior fonte de riqueza encontrada por esta geração para as forças da União e de como, no auge do mais agudo conflito da história dos Estados Unidos, um novo estado se ergue do nada</em>.”</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O Homem-Morcego em questão é, como não poderia deixar de ser, o Tenente-Coronel Bruce Wayne, da Décima-Terceira cavalaria de Massachusetts. Ao contrário da maioria de suas contrapartes na versão oficial ou nos Batmen de mundos paralelos como este, O protagonista de <em>The</em> <em>Blue, the Grey and The Bat</em> aparentemente não tem uma história trágica, como o assassinato dos pais a servir como gatilho para sua obsessão. O oficial nortista apenas diz que escolheu se fantasiar para manter a identidade em sigilo, como foi determinado por seu presidente. A escolha do seu avatar animal se deu simplesmente porque um morcego voou por sua janela na noite em que o mensageiro de Lincoln o procurou para convocá-lo para a missão: ir a Nevada, encontrar-se com um misterioso homem identificado apenas por uma inicial, “A gente H”, e recuperar os milhões em ouro e prata, destinados aos esforços de guerra, que desapareceram.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Mesmo que sem a carga dramática que caracteriza o personagem, este Batman tem algumas outras semelhanças com o original. Sua identidade pública é a de um janota, falastrão, mulherengo e um tanto desastrado, servido por um criado de nome Alfred, que o ajuda a pegar uma carruagem em St. Joseph que deve levá-lo até Virginia City. Wayne segue viagem acompanhado da jovem, linda e loira Margaret Barensaver e de sua tutora, velha e rabugenta Mary Louise Pilchard. A oportunidade para ele exercitar seus dotes de conquistador são interrompidas por uma presença que assusta a matrona: do lado de fora cavalga um garoto índio, com pinturas de guerra em volta dos olhos, rifle na mão e conduzindo dois cavalos velozes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Trata-se da versão Elseworld da vez de Robin, o garoto-prodígio, transmutado em um similar de Tonto, o ajudante do Cavaleiro Solitário. Uma brincadeira com a incial que o identifica se perdeu com a tradução. Ele seria o Agent R, de Red Bird, mas que poderia ser confundido com nome do alter ego original. Como a tradução optou por um literal Pássaro Vermelho no lugar de tentarem algum nome com R no início, ele virou Agente P no Brasil. Este Robin tem o passado trágico que faltou a seu parceiro, mestiço de branco com indígena, o garoto diz não tirar a pintura de guerra enquanto não encontrar e se vingar do homem que o transformou em órfão. Quando tinha sete anos, um soldado matou seu pai e arrancou o escalpo loiro de sua mãe na sua frente. Ele só se salvou porque a irmã do pai enfiou um pano na boca e o manteve escondido em um cobertor, enquanto Pássaro Vermelho assistia ao morticínio.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">No meio de um ataque de ladrões de diligências, liderados por Robert Arnold “Bloody Bob” Armstrong – um bandido que se veste com o uniforme dos separatistas –, a Dupla Dinâmica do Oeste se reúne. E não apenas Batman e Robin, vemos ainda a contraparte do Batmóvel: o garanhão negro da capa, com arreios, sela e outros paramentos com emblema de morcego, Agente A, ou Apocalypse. Montado na versão em negativo de Silver, e agora portando o capuz de Batman, Wayne salva as donzelas em perigo dando mostras de sua pontaria inacreditável que, num clichê do pulp comportado, o permite acertar as pistolas dos adversários, desarmando-os sem derramamento de sangue. Se o Cavaleiro das Trevas oficial não porta armas de fogo, este até maneja os revólveres que carrega no coldre duplo da cintura, mas mantém o código de ética que o impede de matar e garante que o gibi seja vendido livremente para menores. Pelo menos na maioria das vezes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Finalmente em Virginia, novamente com sua identidade militar de Tenente-Coronel da União, Bruce Wayne começa a fazer seus contatos. A primeira parada é no jornal local <em>Territorial Enterprise</em>, onde ele encontra o repórter, gráfico, entregador e piloto de vassoura em meio período, Sam L. Clemens. Sim, ele mesmo, figurinha fácil nas obras steampunk focadas no Oeste americano, o escritor que se tornou célebre com o pseudônimo Mark Twain. Em poucos quadros e balões, o jornalista e ainda futuro ficcionista desmotiva Wayne de sua intenção de alistar um regimento entre os cowboys da cidade. “Está numa missão estúpida, ainda não sabe? Não há um homem ou família por aqui interessado em enfiar o nariz nessa escaramuça do Leste”, ele comenta antes de dar o exemplo de sua própria biografia. “Eu fui soldado confederado por duas semanas antes de perceber que não era minha luta. As pessoas não vêm a Nevada por ouro ou aventura, soldado&#8230; elas vêm pela prata.”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Mesmo com este aviso, o oficial resolve tentar a sorte no saloon da cidade e convocar homens para o exército da União. Como previu Mark Twain, a proposta não só é mal recebida, como ainda serve de pretesto para uma clássica briga de bar. A confusão aumenta ainda mais quando surgem no local as companheiras de viagem de Bruce Wayne, que encabeçando uma tropa de mulheres portando cartazes com dizeres do tipo “Seus filhos sabem onde está o pai deles?” e “Abaixo o rum do demônio” se proclamam o Conselho Feminino de Temperança de Virginia City. Em meio ao caos generalizado, socos, gritos e vidros quebrados, Wayne faz contato com o Agente H, pessoa da confiança de Lincoln: James Butler Hickok, o famoso Wild Bill.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">É Hickok quem leva o bem intencionado mas inexperiente Wayne, de quem ele conhece a identidade mascarada, ao encontro de sua verdadeira milícia. Escondidos em um estábulos esperavam homens que, ao contrário dos cowboys locais, tinham interesse real no sucesso da missão dos agentes de Abrahan Lincoln. Nas palavras de Wild Bill: “Eles trabalham nas minas de prata. Cozinham ou fazem faxina na cidade. Cuidam de ranchos. Escravos foragidos, todos eles.” Aqui, outro trocadilho que fica melhor no original, o exército de homens negros é chamado pelo Agente H e pelo Agente R de Dark Knights, uma alusão a um dos apelidos mais famosos de Batman. Cavaleiros das Trevas é a tradução que ficou consagrada no país desde a famosa minissérie de Frank Miller (aliás, que pode ser considerada a primeira e mais célebre aventura Elseworld do personagem, o retratando em um futuro possível, aos 50 anos), mas perde um tanto na referência a cor da pele escura, dark, daqueles homens.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Com seus parceiros arregimentados, contando com a cobertura jornalística favorável do <em>Territorial Enterprise</em> Batman pode dar início a sua cruzada, atacando os ladrões, piratas, mercenários, traficantes de escravos e confederados, com o objetivo de revelar a conspiração que rouba os minérios de Nevada e ameaçam os interesses da União. Como não poderia deixar de ser, e tal como previsto naquela primeira conversa entre Wayne e Lincoln, reviravoltas do roteiro e a ação das diversas forças antagônicas naquele território semisselvagem levam o protagonista mascarado a realizar feitos espetaculares. Flechas indígenas, tiroteios em vagões de trem, disparo de um canhão, carroças explodindo, exércitos se enfrentando na paisagem panorâmica do Oeste americano. Tudo na melhor tradição das histórias de heróis do faroeste, como o já citado Cavaleiro Solitário – há até uma citação explícita, quando em um momento de despedida, Wild Bill solta um velho jargão das aventuras daquele personagem ao perguntar “Quem é esse mascarado?”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O que fica ao fim da história criada em parceria por Elliot S. Maggin e Alan Weiss, com arte-final de José Luis Garcia-Lopez, é a certeza de que a criação de Bob Kane, com suas características atemporais, é um dos personagens mais maleáveis para experimentos da série Elseworlds. Batman casa tão bem no seu cenário comum da Gotham City nossa contemporânea quanto em ambientações próprias do West Steampunk, como a vista em <em>The Blue, the Grey and The Bat</em>. O maior problema da aventura são suas poucas páginas. O potencial seria para um álbum maior que o de 68 páginas que chegou às bancas, ou mesmo para uma minissérie em dois ou três capítulos. Como tantas outras versões alternativas do Cruzado de Capa, este seu gêmeo cowboy poderia ter rendido mais, indo além do cenário da Guerra da Secessão.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Por <a href="http://terrorcon.blogspot.com/2009/07/steampunk-o-convite.html">Romeu Martins</a></strong></em></span></span></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos – Parte II" rel="bookmark" href="../2008/10/25/steampunk-nos-quadrinhos-%e2%80%93-parte-ii/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte II</a></h2>
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<span class="sfforumlink"><a href="http://sp.steampunk.com.br/forum/alfarrabios/o-azul-o-cinza-e-o-morcego"><img src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/plugins/simple-forum/styles/icons/default/bloglink.png" alt="" /> Join the forum discussion on this post</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
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		<title>O grande Alan Moore fala sobre Steampunk</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 18:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O grande Alan Moore fala sobre Steampunk Sobre a obra “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, que ajudou a popularizar a estética steampunk talvez mais do que qualquer outro livro, e como o livro surgiu. Por incrível que pareça, ele não cresceu de uma estética steampunk – ele talvez cresceu até se tornar uma. Eu li [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>O grande Alan Moore fala sobre Steampunk</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Sobre a obra “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, que ajudou a popularizar a estética steampunk talvez mais do que qualquer outro livro, e como o livro surgiu.</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;">P</span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">or incrível que pareça, ele não cresceu de uma estética steampunk – ele talvez cresceu até se tornar uma. Eu li alguns interessantes exponentes do gênero steampunk, pessoas como Tim Powers, K.W. Jetter, e alguns dos mais novos – Eu não sei se </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>The Diamond Age </em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">de Neil Stephenson se qualificaria, ou se é um nanopunk -, </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Eu sempre estive interessado e aprecio várias destas histórias. Mas quanto a </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Liga dos Cavalheiros Extraordinário</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">s e de onde veio, ela saiu de </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Garotas Perdidas</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">. </span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/FcVUo4NCN0P0m4h_GQtLzQ?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qAPM7dvI/AAAAAAAADi4/O_4Ae64hJPA/s400/n28758.jpg" alt="" width="286" height="400" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Estavamos nos divertindo tanto, eu e Melinda Gebbie, fazendo pornografia com três personagens literários clássicos, que subitamente veio a mim “hey, você poderia fazer isso com um livro de aventuras” Você tem o homem invisível, e você tem o Sr. Hyde, e você tem o Capitão Nemo, e eventualmente, após muita escolha, chegando a Mina Murray [de Dracula] como personagem feminina principal. Então nos sentamos para fazer o livro, e começamos com essa simples, até simplista, idéia de um tipo de Liga da Justiça da Inglaterra Vitoriana. Mas quando Kevin [O'Neill] começou a se aproximar com a arte – e começou a fazer coisas como projetar uma versão mais fiel e exótica do nautilus – ele começou a sentir como se essa história fosse apresentada em um mundo onde várias fantasias e ficções vitorianas realmente aconteceram. Isso levou a colorir o tipo de arquitetura que Kevin mostrou, o tipo de tecnologia, em termos de automóveis e outros veículos do período.<br />
Eu acho que foi provavelmente na metade da primeira edição quando eu me toquei que havia feito o Sr. Hyde de Stevenson assassinar Nana de Emile Zola na Rua Morgue de Edgar Alan Poe, que eu percebi que havia uma possibilidade fantástica para fazer deste livro algo sem precedentes; se fizéssemos cada personagem do livro um personagem tomado de uma ficção pré-existente, então o livro se tornaria esse amalgama insano de quase todo mundo ficcional que existiu.</span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/qoK4s8d6NsoEETdpCDKrtA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p_pU9aPI/AAAAAAAADi0/Sz2w0IxBPNY/s400/LOEG%20-%20Black%20Dossier%20j01_02.jpg" alt="" width="566" height="329" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Com o segundo volume nos ocorreu que poderíamos expandir isso apresentando esse almanaque de lugares fictícios, no que tentamos unir e amarrar todos os lugares nesse mundo imaginário. No volume seguinte de A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários (o ultimo do odiado eixo DC/Wildstorm), O Dossiê Negro, nos fornecemos uma linha do tempo, vindo de antes da origem na humanidade até os dias atuais, nos damos uma linha temporal para todo esse planeta fictício. A maior parte disto vem na forma da da vida de Orlando, uma personagem imortal que vem de Tebas do século XII antes de Cristo. Isso ajuda a construir esse incrível mundo, extremamente tridimensional, em que cada história fantástica e não fantástica que você já leu, provavelmente co-existem. </span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/KaCx3Tu4whpI8eo9a1Jx-Q?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p-7T2u_I/AAAAAAAADiw/wMxDBwmQzIw/s800/LOEG%20-%20Black%20Dossier%20i02.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">E isso não é uma idéia nova; desde a história de Jasão e os Argonautas, pessoas pensam “o que aconteceria se meus heróis de ficção favoritos se reunissem?” Certamente no século XIX  isso foi proeminente, com Jules Verne escrevendo a sequência da Narrativa de A. Gordon Pym, de Edgar Alan Poe. Temos um enorme numero de crossovers; tudo o</span></span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/LDr_t6SXUMzd1U2nDRLibg?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qBsWq9NI/AAAAAAAADjA/JAqAQDkELs8/s288/Cover.jpg" alt="" width="261" height="367" /></a><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">que fizemos com A Liga é levar ao seu extremo, onde tudo é potencialmente combinado </span></span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">com outra coisa nas páginas de A Liga. E é daí que a idéia veio e no que ela se tornou. Os primeiros dois volumes são provavelmente os que os entusiastas do steampunk  irão responder mais, porque no Dossiê Negro, e no volume seguinte em que eu e Kevin estamos trabalhando, nós nos movemos da era Vitoriana. O Dossiê Negro, apesar de ter material que começa na aurora dos tempos e vem até os dias atuais, as seções narrativas são em sua maioria ambientadas em 1958, o que achamos ser um tempo tão peculiar e distante quanto a era Vitoriana quando nós pensamos sobre o assunto. O Volume 3, por outro lado, é composto de três partes: três capítulos de 72 páginas situados cada um em diferentes épocas. A primeira parte é situada em 1910, e tem vários eventos que revolvem ao redor da opera, temos Mack the Knife, e Pirate Jenny (da Opera de três vinténs, de Bertold Bretch) aparecendo, junto com alguns outros personagens pós-Vitorianos e Eduardianos. No terceiro capítulo tudo ocorre em 1958, e no terceiro nos dias atuais. Não quisemos fazer de tudo um fetiche da era Vitoriana. Podemos ter outra histórias ambientadas na era Vitoriana, e certamente teremos algumas ambientadas no passado, antes da era Vitoriana. Embora seja um período incrivelmente rico para se embrenhar, eu acho que depois de Do Inferno, A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, e Garotas Perdidas, que eu suponho ser mais Eduardiano, eu senti que corria o risco, por mais que eu ame esses períodos, de ser tachado como algum maluco pelas eras Vitoriana e Eduardiana. Na verdade eu sou igualmente interessado por quase todo período histórico, todos tem algo a oferecer.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/2tXT8feBke013eJubDbzEA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qDVTGw1I/AAAAAAAADjE/zabFUj-GQJo/s400/Digitalizar0150.JPG" alt="" width="573" height="523" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Pensamentos sobre steampunk como estética e sobre seu potencial como cultura.</strong></em></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;">B</span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">em, eu acho que steampunk, se não estou equivocado, é um tipo de manifestação </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>ethos</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> que tem se tornando mais predominante na cultura contemporânea. Me parece que a essa altura do século 21 nós estamos mais conscientes de nós mesmo – mais conscientes de nosso passado – do que a cultura jamais foi antes. Por causa da internet, por causa dos tremendos arquivos que reunimos, a cultura do passado nos está disponível. E conforme a olhamos, podemos ver que é um fabuloso deposito de idéias que poderiam ter sido lindas – e que poderiam ter ainda uma imensa quantidade de vida ainda dentro delas – e que foram descartadas pelo rígido avanço da cultura e nossa insistência em coisas novas todos os dias. Creio que nós estamos agora em uma posição onde podemos olhar para trás, para esses maravilhosos e gloriosos restos de nossas culturas prévias – nossos prévios estados da mente – e podemos usar elementos dessa arca do tesouro para criar coisas apropriadas ao nosso futuro.</span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/sPcRSLVUo4C0wYVSK1ilWg?feat=embedwebsite"><img class="alignleft" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p9uaCz9I/AAAAAAAADis/1lRoAcuQI9g/s400/DSC00488-765957.JPG" alt="" width="323" height="364" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Creio que em muitos aspectos é essa a definição de “decadência” como foi dada pelo escritor decadentista Théophile Gautier que disse que o escritor decadentista deveria se sentir livre de pegar emprestado o mais belo e suntuoso das lendas antigas, e, ao mesmo tempo deveria se apropriar do vocabulário das mais recentes peças de escrita, trazendo assim, o passado, o futuro e o presente para um tipo glorioso de ensopado. E na minha opinião, em seu melhor, é isso que o steampunk tenta fazer. Ele pega esses elementos abandonados; que provavelmente não tem nada de errado neles, e que eram perfeitamente funcionais, mas foram simplesmente deixados de lado; de nossa cultura do passado, e reunindo-os de uma forma nova, para assim criar idéias que ajudarão a nos levar ao futuro. O que quero dizer é que é isso que o steampunk está fazendo, de forma consciente ou não.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Acho que a arte, a tecnologia, a mídia, estão todas mudando a forma básica que vemos o tempo. Acho que até recentemente nós víamos o progresso dos tempos como um tipo de correia, onde eramos arrastados do passado para o futuro; não há nada que possamos fazer quanto a isso, e a paisagem de nosso passado – uma vez que a correia é deixada para trás – se vai para sempre. Mas isso não é verdade: todas as idéias do passado ainda estão inteiramente ao nosso alcance. E eu penso que algumas pessoas, como, talvez, os escritores steampunk, se tornaram cientes que é possível incorporar o passado como um meio de avançar para o futuro. Isso não é nostalgia. Isso nos enjoaria rapidamente. É essencial haver um aspecto mais progressivo, que olhe além do modo que utilizamos esses brilhantes fragmentos de uma cultura passada. Vendo da minha perspectiva, seja eu conscientemente steampunk ou não, eu creio que é provavelmente esse o ponto.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Por Karl</strong></span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>[Tradução e adaptação]<br />
</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em>Conteúdo originalmente publicado na edição numero 3 da Steampunk Magazine, disponível para download gratuito em:<br />
</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><a href="http://www.steampunkmagazine.com/">http://www.steampunkmagazine.com/</a></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
e em breve disponível em sua versão em português, traduzida pela equipe do Conselho Steampunk.</em></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="right"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em></em></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/I_mF8XjnBwW_meBS_3V50A?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qBBLlxeI/AAAAAAAADi8/BnRlLVUpwFQ/s800/0002.jpg" alt="" width="498" height="800" /></a><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>The Somnambulist</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 03:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Barnes]]></category>
		<category><![CDATA[Magica]]></category>

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		<description><![CDATA[The Somnambulist de Jonathan Barnes “Esteja alertado. Este livro não possui valor literário algum. É um pálido pedaço sem sentido, enrolado, implausível, povoado por personagens pouco convincentes, escrito em uma prosa medonha e pedestre, frequentemente ridícula e patéticamente bizarra. Não preciso dizer que, eu duvido que você venha a acreditar em uma palavra dele” Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="color: #000000;"><span style="font-size: x-large;">The Somnambulist</span></span></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/ONkejCLEnfFJfqaPO0kPmQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg4UUII0VvI/AAAAAAAADgc/bbL-lH-wrec/s400/books_readings2.jpg" alt="" width="387" height="653" /></a></p>
<p><strong>de Jonathan Barnes</strong></p>
<p>“<span style="font-size: medium;"><em>Esteja alertado. Este livro não possui valor literário algum. É um pálido pedaço sem sentido, enrolado, implausível, povoado por personagens pouco convincentes, escrito em uma prosa medonha e pedestre, frequentemente ridícula e patéticamente bizarra. Não preciso dizer que, eu duvido que você venha a acreditar em uma palavra dele”</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>ste alerta é o início da novela de estréia de Jonathan Barnes. Tanto um tributo as raízes da tradição pulp, onde se pede a indulgência do leitor ao apresentar eventos fantásticos, quanto um gancho intrigante para ocorrências improváveis que possam vir a ser narradas. Em adição, a abertura de <em>O Sonambulista</em> estabelece que estamos lidando com um “narrador não-confiável”, de fato, o próprio narrador atesta que mentirá ao leitor mais de uma vez durante a história <em>“ Em que, então, devem acreditar? Como irão distinguir a verdade da ficção?”</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-size: medium;"><em>Naturalmente eu deixo para o seu discernimento”. </em></span></span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Rainha Victoria morreu “alguns meses atrás” quando a história se inicia, então nos situamos no ano de 1901, um momento pivô do novo século. Velhos modos estão desaparecendo, e novas tendências e movimentos estão acelerando. Por isso é fácil imaginar que um não-mais-tão-jovem mágico de palco vitoriano chamado Edward Moon se sinta como uma relíquia. Seus números [repletos de magia real, aliás] não mais atraem vastas multidões como já fizeram um dia, e até mesmo sua outra ocupação resolvendo crimes insolúveis perdeu seu brilho, sua reputação foi arruinada por um ultimo caso mal-sucedido. Todos os malfeitores que representam um desafio estão presos.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/2ZvwhKGNIh8dP_JTRASHQQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg44Gky0wCI/AAAAAAAADhw/iaqX838-GFo/s400/meia.jpg" alt="" width="548" height="389" /></a></p>
<p><span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Não, esse novo século não é hospitaleiro a um indivíduo da natureza de Moon, nem de seu parceiro, o Sonambulista</span>, um homem imenso e careca sem nenhum outro nome, completamente silencioso e invulnerável, que se comunica por palavras[mal] escritas em uma pequena lousa&#8230;  e que se alimenta apenas de leite.<span style="color: #000000;"> Leal, misterioso, e lento de raciocínio ele é indispensável para Moon, tanto quanto seu vício em prostitutas com deformidades físicas.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Moon já viu tempos melhores; seu auge já passou, seus cabelos estão rareando e suas roupas estão fora de moda. Ele pertence a um tempo anterior, uma Londres mais velha onde existiam grandes casos e crimes para ocupar sua mente e o teatro estava cheia todas as noites quando ele apresentava suas ilusões com o Sonambulista. Esses tempos se foram. Um novo século começou e parece que Edward Moon irá desaparecer no passado.</span><img src="http://johnlarroquetteproject.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/london-fog.jpg" alt="http://johnlarroquetteproject.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/london-fog.jpg" width="578" height="381" /><br />
<span style="font-size: medium;">Mas quando os cadáveres de ricos começam a surgir, e o detetive Merryweather pede a ajuda de Moon. O mágico sente um caso digno de suas habilidades, então, desesperado e entediado, Moon se agarra a chance de provar que ainda pode agir, e junto com o Sonambulista toma parte na investigação. Mas como qualquer outra novela de mistério <em>The Somnambulist</em> é um distorcido e sinuoso conto que te indica várias direções ao mesmo tempo. E enquanto a resposta no final é uma constante, a questão durante o livro muda. Os assassinatos são só a ponta de um iceberg, e Moon logo está tentando desmascarar uma conspiração para um ramo secreto do governo, uma conspiração que poderia destruir a cidade.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Os personagens são únicos e maravilhosos, </span><img class="alignright" src="http://willienorthway.com/photo/vert-2/00_03_08_LOND.jpg" alt="http://willienorthway.com/photo/vert-2/00_03_08_LOND.jpg" width="271" height="406" /><span style="font-size: medium;">assim como doentes e depravados, surgindo da névoa Londrina como espectros: Uma dupla mortal, alegres mensageiros da morte e destruição, os <em>Prefects,</em> e a partir do momento em que eles atravessam um coração com um guarda-chuva e então o abrem você tem certeza que estes dois homens, um grande e um pequeno, sempre vestidos em uniforme escolar, são parte de um muito imaginativo e deturpado elenco. Elenco que inclui personagens como <span style="color: #000000;">Mr. Cribb, que clama ser tão velho quanto a cidade e que viaja no tempo de sua vida de trás para frente; Ned Love, que conheceu o poeta Coleridge; Madame Innocenti, uma médium que pode realmente contactar os mortos;</span> Mina a prostituta barbada; um ambulante que carrega um cartaz onde se lê: “Certamente Eu Logo Chegarei. Revelações 22:20” e um albino com um problema relacionado a arsênico.</span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Barnes emprega o artifício de um esperto, mas não-confiável, narrador que pode passar a narrativa por níveis frenéticos. Novos personagens são introduzidos quase a cada três páginas, assim como novas reviravoltas no enredo. A conspiração suprema tem certamente uma qualidade lunática digna de Chesterton. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Nos capítulos finais o narrador invisível é revelado e a história que até aquele ponto era um mistério policial de época com elementos fantásticos se torna uma fantasia completa, tendo se construído de uma maneira que quando a mudança ocorre faz completo sentido, e você não pode imaginar a história como tomando outra direção a não ser uma inundação surrealista.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Na fina linha entre o humor e a paródia, a obra de Barnes está sempre se equilibrando na beirada.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Uma história de alguém que ao resolver um mistério, quer resolver a si mesmo. Moon é um homem que é assombrado por  casos mal sucedidos, e amizades mal-sucedidas do passado, preso a uma carreira decadente como mágico. Ele não precisa resolver o mistério porque é a coisa certa a se fazer, ele precisa desvendá-lo porque é o único gesto que pode reconectá-lo com a pessoa que ele pensa que deve ser. Moon é um personagem moderno preso em um mundo Vitoriano por assim dizer.</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><br />
</span></p>
<p align="right"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Por Karl</strong></span></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><br />
</span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>“A foggy day, in London town<br />
It had me low, and it had me down” </em></span></p>
<p style="text-indent: 1.91cm; text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/QkiYOyo7L-C8JSOqi-mA4A?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg4UVv7bqAI/AAAAAAAADgg/_rTI6ZBeu6k/s400/somnambulist.JPG" alt="" width="379" height="608" /></a></p>
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		<title>Ciclo e debates de literatura fantástica</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/03/24/ciclo-e-debates-de-literatura-fantastica/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 04:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcandido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[O Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Fantástica]]></category>

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		<description><![CDATA[2º Ciclo e debates de literatura fantástica &#8211; Ficção científica Dia 4 de abril às 17h, sábado, a OPELF (Oficina de Produção e Estudos de Literatura Fantástica) estará na Livraria Cultura para mais um ciclo de debates de literatura fantástica, em que serão apresentadas novas idéias para o segmento e as novas produções literárias. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>2º Ciclo e debates de literatura fantástica &#8211; Ficção científica</strong></em></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong></strong></em></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/cd9I6HgIYUav-FWKp_gCyw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/ScheFtMkOXI/AAAAAAAADSE/sAlbd1CGlw8/s800/opelf_cartaz_mrlf_sci-fi_4001.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">D</span></span>ia 4 de abril às 17h, sábado, a <strong>OPELF</strong> (Oficina de Produção e Estudos de Literatura Fantástica) estará na Livraria Cultura para mais um ciclo de debates de literatura fantástica, em que serão apresentadas novas idéias para o segmento e as novas produções literárias. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">A edição de 2009 terá diversas atrações preparadas especialmente para os fãs da literatura fantástica e mês a mês, uma mesa-redonda explorando os subgêneros de Ficção Científica, Fantasia e Terror, com sorteios, lançamentos de livros, novidades e workshops.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">O Ciclo tem seu início no sábado, 4 de abril, às 15h00, na unidade Bourbon Shopping Pompéia, confira abaixo a programação:</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>15h00</strong> &#8211; Palestra &#8211; O que é Literatura Fantástica? com Janaina Azevedo</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Nesta palestra a linguísta formada pela USP, <a href="http://janazevedo.tudoteca.com.br/">Janaina Azevedo</a>, irá apresentar temas como gênero, subgêneros e a construção da escrita na literatura fantástica.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>17h00</strong> &#8211; Mesa-Redonda de Ficção Científica</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Neste ano a mesa-redonda terá a mediação da <a href="www.opelf.org">OPELF</a>, representada por <a href="http://horaciocorral.tudoteca.com.br/">Horacio Corral</a> e Janaina Azevedo. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Os participantes da mesa são:</span></span></p>
<ul>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/01/28/pos-estranho-e-literatura/">Fábio 	Fernandes</a> &#8211; blogueiro, tradutor e autor de A Construção do 	Imaginário Cyber</span></span></p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/2008/11/30/octavio-aragao-e-a-mao-que-cria/">Octávio 	Aragão</a> &#8211; criador do Intempol e autor de A Mão Que Cria</span></span></p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.universotaikodom.com.br/cronicas">Gérson 	Lodi-Ribeiro</a> &#8211; autor de Taikodom: Crônicas</span></span></p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-clinton-davisson">Clinton 	Davisson</a> &#8211; autor de Hegemonia: O Herdeiro de Basten</span></span></p>
</li>
<li>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.outracoisa.com.br/2008/11/16/cristina-lasaitis/">Cristina 	Lasaitis</a> &#8211; autora de Fábulas do Tempo e da Eternidade</span></span></p>
</li>
</ul>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Além do debate com os participantes da mesa e as perguntas do público, o evento terá atrações multimídias que visam divulgar a produção nacional e debater sobre o alcance da Ficção Científica no Brasil.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>20h00</strong> &#8211; Lançamento do livro &#8220;Taikodom: Crônicas&#8221; de Gérson Lodi-Ribeiro</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Em parceria com a Hoplon e a Devir, a <a href="www.opelf.org">OPELF</a> faz o lançamento de um dos melhores autores de Ficção Científica do Brasil, Gérson Lodi-Ribeiro. Seu mais novo livro faz parte do universo ficcional do jogo online de grande sucesso, Taikodom.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Local: </strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Livraria Cultura Bourbon Shopping Pompéia &#8211; Rua Turiassú, 2100 &#8211; São Paulo/SP</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Contatos:</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">contato@opelf.org ou pelo telefone (11) 2212-7539</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">Mais informações, consulte o site da <a href="www.opelf.org">OPELF</a></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><a href="www.opelf.org"></a></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/hPuNmuXxuwI2kChOXr1YQw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgnjXbDV-I/AAAAAAAACg4/U4yfrCVoZm8/s400/old-stump-texture.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;">O Pessoal do Conselho Steampunk vai estar sendo representado por alguns de seus membros e convida a todos os fãs do Steampunk, Literatura Fantástica e Ficção Cientifica em geral a estar presente também. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Por Cândido Ruiz</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-family: Times New Roman Eo,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>(Quem não gostaria de estar presente?)</em></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Steampunk nos Quadrinhos &#8211; Transformers: Corações de Aço</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 21:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[IDW Publishings]]></category>
		<category><![CDATA[John Henry]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Verne]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Twain]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>
		<category><![CDATA[Transformers]]></category>

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		<description><![CDATA[Transformers: Hearts of Steel Terra pré-histórica, início da Era Glacial. Os Autobots e os Decepticons travam sua guerra em nosso planeta usando dinossauros e insetos gigantes como altmodes. Logo a baixa temperatura e falta de energia força ambos os lados a recuarem e procuraram abrigos, cavernas onde se põem em um estado dormente, conservando energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>Transformers: Hearts of Steel</strong></em></span></span></p>
<p align="center">
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYKIVaxZI/AAAAAAAADJU/Eu_UrWSGx1M/s800/aaacvra.jpg" alt="" width="338" height="512" /><br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">T</span></span>erra pré-histórica, início da Era Glacial. Os Autobots e os Decepticons  travam sua guerra em nosso planeta usando dinossauros e insetos gigantes como altmodes. Logo a baixa temperatura e falta de energia força ambos os lados a recuarem e procuraram abrigos, cavernas onde se põem em um estado dormente, conservando energia e esperando que as condições externas se alterem.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Milhões de anos transcorrem. A Era de Gelo que forçara os Transformers ao seu estado de animação suspensa termina, e uma nova espécie gradualmente tomam conta da superfície do planeta.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Em algum ponto durante a revolução industrial, o ruído das marretas dos trabalhadores da ferrovia despertam um conhecido Autobot amarelo. Aventurando-se fora da caverna, ele se depara com a nova forma de vida dominante, os humanos. É século XIX, e um dos trabalhadores é ninguém menos que o mítico John Henry, que com suas marretas e cravos, ajuda a estabelecer os trilhos para a nova maravilha moderna, a ferrovia; os Autobots ficaram adormecidos por um <em>longo</em> período&#8230; </span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYXsDoStI/AAAAAAAADKU/JbQyDt2Hm8s/s800/blz11.jpg" alt="" width="583" height="285" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Enquanto isso, na baía de São Francisco, a bordo do navio à vapor Enterprise, Mark Twain e Júlio Verne se preparam para testemunhar uma “exibição espetacular”. O S.S. Vicuna, um proto-submarino, emerge das aguas do rio, tripulado por seu próprio inventor, Tobias Muldoon, que de pé sobre ele, exalta suas virtudes&#8230; até o momento em que o mesmo afunda sob ele, atingindo o fundo da baía. E é no fundo da baía onde vemos, dentro de um domo de vidro submerso, o Decepticon Viajante (Skywarp), despertando de seu estado de animação suspensa.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Muldoon está financeiramente arruinado; Verne inspirado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYTmNU8KI/AAAAAAAADJ8/7XXmqSZnujM/s800/blz14.jpg" alt="" width="560" height="321" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Durante a noite, enquanto John Henry e seus homens descansam e fazem uma refeição, ele atesta sua aversão pelas maquinas que estão roubando os empregos dos trabalhadores, e jura que irá para o túmulo batendo seu martelo. Mais dois Autobots despertaram, e observam isso; Ratchet e Prowl; e para eles, o melhor plano é voltar a dormir e esperar mais um século antes de entrar em contato com os humanos, mas seu amigo amarelo discorda, e ao invés disso se aproxima do campo para inspecionar uma das locomotivas. Henry e Cletus, outro membro de seu grupo, vão investigar os sons que ouviram, e se deparam com uma misteriosa locomotiva amarela. É pequena e não tem cabine de condutor, e concluindo ser alguma inovação vinda do leste, John Henry imediatamente desenvolve uma aversão ao aparato.</span><br />
<img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYU1rsfhI/AAAAAAAADKE/og6tuEeqP4U/s800/blz19.jpg" alt="" width="560" height="414" /><br />
<span style="font-size: medium;">Na mesma noite, Muldoon se vê na difícil situação de reportar seu fracasso ao seu principal investidor, Stanford Merriwether, que coincidentemente é pai do interesse romântico do jovem inventor. Sem perspectiva do que fazer, Muldoon vagueia pelas docas, resmungando sobre o quão baixas são suas esperanças de alcançar sucesso financeiro ou amoroso, e enquanto se queixa para a noite, uma voz vinda de algum lugar questiona se ele realmente quer desistir tão fácil; e antes que ele possa responder o encouraçado ao seu lado se transforma, e Shockwave informa Muldoon que ele o auxiliará a moldar o novo futuro da Terra.</span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYgtUc0yI/AAAAAAAADKs/jmY8ND4cAGA/s800/transformers-evolutions-hos-02a.jpg" alt="" width="450" height="593" /><br />
<span style="font-size: medium;">Ao inspecionar a pequena locomotiva amarela mais uma vez, John Henry declara como o aço nunca substituirá o músculo. Ao escutar isso, a locomotiva se transforma, e Bumblebee dirige-se a John Henry, assegurando que não está ali para substituir a humanidade, mas apenas para ajudar. Percebendo que Bumblebee é um ser vivo e não um aparelho, e um ser vivo com uma tarefa a cumprir. Henry responde que respeita qualquer um que só está atrás de um dia honesto de trabalho.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYQ0BZaUI/AAAAAAAADJs/n0Fgyto7_gY/s800/TF%20Evolutions%20%232%2010.jpg" alt="" width="560" height="419" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Despertos, os Decepticons deram início a planos de dominação mundial. Starscream, comandando enquanto Megatron está adormecido e planeja destruí-lo enquanto está indefeso. E enquanto Shockwave se aproxima do inventor fracassado para que ele os auxilie com a tecnologia do período, os Decepticons Kickback, Bombshell e Shrapnel (aqui não Insecticons mas usando a forma aternativa de trens de batalha) assaltam linhas ferroviarias para levantar fundos para os serviços de Muldoon. John Henry descobre sobre os assaltos e informa Bumblebee que passa a informação para os outros Autobots despertos.</span><br />
<img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYWfACltI/AAAAAAAADKM/xoXMxIce2WM/s800/TF%20Evolutions%20%232%2020.jpg" alt="" width="470" height="560" /><br />
<span style="font-size: small;">&#8220;- Logo, com seu auxílio, a Terra será como nosso mundo natal <em>Cybertron</em> – uma <em>tecnocracia </em>governada pela eficiência, lógica, matemática e ciência.”</span></p>
<p>“<span style="font-size: small;">- E lucro. Não devemos ignorar os benefícios do<em> lucro</em>”.</span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-size: small;"><strong>Starscream</strong> e <strong>Jacob Lee Bonaventure</strong></span></dd>
</dl>
<p><span style="font-size: medium;">Ao descobrir as verdadeiras intenções de Starscream, Muldoon consegue o auxílio do escritor Mark Twain, após este ser atacado pelo Decepticon Ravage. Muldoon, Twain e Merriwether então se dirigem a Nova York para tentar impedir os Decepticons (agora com o apoio do empresário Jacob Lee Bonaventure) de roubarem um gerador elétrico experimental que Starscream planeja usar para destruir Megratron. E é claro, que no caminho se encontram com o grupo de John Henry. Logo, humanos  e Autobots partem para frustrar os planos de Starscream.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYSeUcn2I/AAAAAAAADJ0/cw9xjYS27eE/s800/blzk08.jpg" alt="" width="560" height="299" /><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;">&#8220;Se ver Leões da Montanha mecânicos é um sinal de demência, então todos nós estamos condenados senhor”</span></span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Mark 	Twain</strong> após ser atacado por Ravage.</span></span></dd>
</dl>
<p><span style="font-size: medium;"><em>Transformers: Hearts of Stee</em>l é uma minissérie em quadrinhos publicada pela IDW Publishing em 2006. Roteirizada por Chuck Dixon, e com arte de Guido Guidi  (que também desenvolveu o design das novas aparências dos Transformers enquanto no Século XIX); é a primeira (e até o momento única) história da série <em>The Transformers: Evolutions</em>, cuja linha segue de perto a idéia da série <em>Túnel do Tempo</em> (Elseworlds) da DC Comics; a premissa de Evolutions é cada série criar uma nova continuidade em diferentes eras em que os Transformers existirão. Possibilitando que os Transformers existam em locais e pontos no tempo que não seriam possíveis devido a linha temporal oficial da IDW.<em> Hearts of Steel</em> situa-se em uma continuidade alternativa da Geração I, onde o primeiro contato dos Transformers com a humanidade ocorre no fim do século XIX ao invés do século XX.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYQQY-_gI/AAAAAAAADJk/54OmMifXIrY/s800/HeartsofSteel_Megatron.jpg" alt="" width="560" height="392" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Uma reedição da história foi lançada mais tarde. A edição incluía capas diferentes e amostras de artes conceituais extras, feitas pelo artista Guido Guidi. Um fato curioso, é o fato de que essa galeria inclui designs não utilizados para Optimus Prime e Megatron, embora nenhum deles apareça em Hearts of Steel. Prime é mostrado como se transformando em uma locomotiva, enquanto Megatron tem dois diferentes desenhos, mostrando que se transformaria ou em um canhão, ou um rifle gigante.</span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Modos Alternativos</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong></strong></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/9w3zQu20LaGJAJwMiUOjCw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYjgh_n8I/AAAAAAAADK0/kUoe6RpUucI/s800/acvrba.jpg" alt="" width="560" height="423" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>m adição aos seus Altmodes de feras pré-históricas, os Transformers adotam mais tarde, disfarces apropriados para a Era em que despertaram, adotando também seu nível tecnológico. Como foi mencionado, Bumblebee se torna uma locomotiva batedora de cravos de trilho, e usa carvão como combustível. Os Decepticons mostram uma grande variedade, embora muitos deles se tornem carros de trem. Shockwave se torna um encouraçado de guerra, Starscream se transforma em um biplano primitivo. Os Insecticons se combinam em um só trem de batalha. Scourge tem um grande balão inflável que o permite se tornar um dirigível.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/im4j-CYGjbGBmY2mGfw6-g?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYPWelyfI/AAAAAAAADJc/ccqSf15ueMg/s800/blzf10.jpg" alt="" width="363" height="560" /></a></p>
<p>“<span style="font-size: small;">[Máquinas] alimentadas pela pressão contida de <em>água</em> aquecida. Simples, mas&#8230; <em>eficaz</em>&#8220;</span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-size: small;"><strong>Prowl</strong></span></dd>
</dl>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: large;"><strong>Linha Temporal e Continuidade</strong></span><br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">N</span></span>ão é exatamente possível estabelecer com exatidão absoluta quando a história se passa. A Guerra Civíl não é mencionada diretamente, então a data mais provável seria pouco depois de 1865. Mark Twain viveu em São Francisco de 1864 até 1866, e na época da história ele parece lá viver. Entretanto, na edição 4, ele menciona ter uma filha, o que colocaria a história em algum lugar entre 1872 (quando nasceu Susy Clemens) e 1874 (quando nasce Clara Clemens). A data arbitrária escolhida em descrições situa a história proximo a 1867.</span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/JnWJ1yM27FyEVwkqF-c9kQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYZ-JCyOI/AAAAAAAADKc/GGYiS5eRx9c/s800/blkz18.jpg" alt="" width="560" height="380" /></a></p>
<p>“<span style="font-size: medium;">Hearts of Steel” contradiz em certos pontos o universo G1 dos desenhos e quadrinhos, por exemplo, na existência de Scourge, que nunca existiu na continuidade das animações até depois de 2005, tendo sido formado dos restos de Thundercracker, assim como os Insecticons, que de acordo com a série animada, foram mantidos separados dos outros Decepticons na nave de Megatron. Mas apesar desses fatos, não significa que a narrativa está deslocada na continuidade da Geração 1;  a G1 da IDW é separada da G1 dos desenhos e quadrinhos Marvel, e não apresenta Scourge como um Thundercracker reformado (E certamente não apresentaria, já que nas publicações da IDW, Galvatron e Megatron são entidades separadas e Unicron não é mencionado).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/0cy9AnU027OXyEQvQL2TNg?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYFpmkFII/AAAAAAAADJI/W_xfZr8_K4s/s800/blz13.jpg" alt="" width="366" height="560" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;">Outra inconsistencia está no fato de que em “Hearts of Steel” fica implícito que a grande guerra entre Autobots e Decepticons não foi travada em Cybertron, mas na Terra. Outro detalhe é que a ARCA, a espaçonave em que os Autobots deixaram Cybertron e chegaram à Terra na continuidade G1, está completamente ausente na história, parecendo não existir em “Hearts of Steel”.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">De acordo com o roteirista Chuck Dixon, ele deliberadamente escreveu a história de uma maneira em que possa ser considerada parte da continuidade da Geração 1 dos Transformers. E como apenas alguns dos Transformers despertaram da hibernação durante a história.e todos retornaram ao sono no fim, ela pode ser considerada um “conto perdido” que simplesmente nunca foi mencionado em narração alguma.</span></p>
<h2 style="text-align: right;"><span style="font-size: large;"><strong>Por Karl</strong></span></h2>
<p align="right"><em>&#8220;Bumblebee was an engine forged from Pittsburgh iron<br />
Had a furnace for a heart and a bellyful of coal<br />
And he&#8217;d win or he&#8217;d die tryin&#8217;<br />
Lawd Lawd<br />
He&#8217;d win or he&#8217;d die tryin&#8217;&#8221;</em><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/rMtKzRNKBxAMx6yZr_kQ6Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYfu36NwI/AAAAAAAADKk/11zzZVsjJIs/s800/blkz23.jpg" alt="" width="449" height="661" /></a></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos – Parte II" rel="bookmark" href="../2008/10/25/steampunk-nos-quadrinhos-%e2%80%93-parte-ii/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte II</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos - Transformers: Corações de Aço" rel="bookmark" href="../2009/02/24/steampunk-nos-quadrinhos-transformers-coracoes-de-aco/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte I<br />
</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos - The Five Fists of Science" rel="bookmark" href="../2008/11/17/steampunk-nos-quadrinhos-the-five-fists-of-science/">Steampunk nos Quadrinhos &#8211; The Five Fists of Science</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to O Azul, o Cinza e o Morcego" rel="bookmark" href="../2009/07/13/o-azul-o-cinza-e-o-morcego/">O Azul, o Cinza e o Morcego</a></h2>
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		<title>Steampunk nos Quadrinhos &#8211; The Amazing Screw-On Head</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/01/12/steampunk-nos-quadrinhos-the-amazing-screw-on-head/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 06:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinematografia animada]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Graphic Novels]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Mignola]]></category>
		<category><![CDATA[Sci-Fi Channel]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbís]]></category>

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		<description><![CDATA[The Amazing Screw-On Head OK, creio que a esta altura posso afirmar que somos todos fãs de idéias malucas por aqui, portanto começando uma cabeça parafusável ambulante, passando por cães empalhados que farejam o mal, ciência insólita, romances entre zumbís e vampiros, universos paralelos dentro de nabos, demônios vindos de universos paralelos dentro de nabos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>The Amazing Screw-On Head</strong></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoRvZ3pcI/AAAAAAAACkc/sayv0Tu4eb4/s800/ng-Screw-On_Head_c01.jpg" alt="" width="517" height="800" /><br />
</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">O</span></span><span style="font-size: medium;">K, creio que a esta altura posso afirmar que somos todos fãs de idéias malucas por aqui, portanto começando uma cabeça parafusável ambulante, passando por cães empalhados que farejam o mal, ciência insólita, romances entre zumbís e vampiros, universos paralelos dentro de nabos, demônios vindos de universos paralelos dentro de nabos, velhotas horríveis e um macaco armado, esse especial em quadrinhos tem de tudo que poderíamos querer para uma revista.; diálogos afiados e espirituosos, enredo simples, mas energético como os dos velhos quadrinhos de aventura, e tudo isso reunido em uma narrativa perfeitamente funcional.</span></p>
<p style="text-align: left;">“<span style="font-size: medium;">The Amazing Screw-On Head” (O espetacular Cabeça-Parafusável) é o título de um especial roteirizado e desenhado por Mike Mignola e publicado pela Dark Horse em 2002.</span><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPyBubyI/AAAAAAAACj0/QnmOT0OT6rI/s800/Screw%20On%20Head%202.JPG" alt="" width="636" height="330" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Segundo Mignola, a idéia para o personagem veio dos bonecos de super heróis, particularmente os do Batman, que pareciam ser todos exatamente iguais, variando somente na pintura das roupas e cabeça. Partindo daí, Mignola imaginou um autômato com uma cabeça que se encaixasse em corpos diferentes dependendo da ocasião.  Embora o tom e o tema do especial seja similar com outro trabalho mais conhecido de Mignola, <span style="font-family: 'Times New Roman'; "><em><span>Hellboy</span></em><span><span>, The Amazing Screw-On Head é uma comédia de humor negro. Em 2006, o Sci-Fi Channel produziu um episódio piloto em animação, baseado na história quadrinhos.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOGsgqUI/AAAAAAAACjE/Z4ws0G9zSQk/s800/amazing_screwon_head2.jpg" alt="" width="600" height="312" /><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O espetacular Cabeça-Parafusável é um agente do Presidente Abrahan Lincoln, que ocupa um papel parecido com o do B.P.R.D. em Hellboy (<em>Bureau for Paranormal Research and Defense</em> – Agência de Defesa e Pesquisa Paranormal), resolvendo problemas de natureza sobrenatural. Ele é literalmente, uma cabeça metálica parafusável; suas orígens são confidenciais mas sabe-se que na época da Guerra Civíl Americana já contava mais de cem anos de idade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPAPv6wI/AAAAAAAACjk/Ko-hkobgc0I/s800/screwhead1.jpg" alt="" width="500" height="325" /><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na história o agente Screw-On Head é convocado por Lincoln para encontrar o Imperador Zumbí, um inteligente e articulado ocultista morto-vivo. O imperador e seus capangas, a Madame Vampira e o cientista Dr. Snap, roubaram um velho manuscrito que lhe dá acesso a tumba de Gung, um antigo senhor da guerra que chegou perto de conquistar o mundo há dez mil ano atrás, com o poder sobrenatural obtido de uma “fabulosa jóia do tamanho de um melão”, que, obviamente, o Imperador planeja usar para seu ganho.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">É citado que o Imperador tornou-se um zumbí por conta própria.</span></p>
<p><img class="alignright" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPdIgmiI/AAAAAAAACjs/yI6zNScn2uo/s800/screwhead2.jpg" alt="" width="325" height="193" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">Citando o agente Screw-On Head:<br />
<em> “ &#8211; É como eu sempre digo, todas as pessoas realmente inteligentes deveriam ser cremadas após a morte&#8230; por razões de segurança pública.”</em></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">Com a ajuda de seu mordomo Mr. Groin (literalmente <em>“Senhor Virilha”,</em> que como qualquer mordomo de super herói, é capaz de fazer praticamente de tudo) e do Sr. Cão (um cachorro empalhado reanimado capaz de farejar o mal em qualquer ponto do planeta), o agente Screw-On Head chega até o imperador Zumbí, mas não antes do vilão e seus comparsas encontrarem o tesouro&#8230; só que ao invés de uma jóia, a tumba guarda um nabo&#8230; um nabo que contem “um pequeno universo paralelo” em seu interior&#8230; e não somente isso. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoQsf9X6I/AAAAAAAACkU/Uf7dL_ssk1c/s800/screwhead7.jpg" alt="" width="500" height="323" /></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A arte é incrível mas era de se esperar tratando-se do Sr. Mignola. Os traços de tinta bem definidos e sérios servem perfeitamente como transporte para o humor da história, e o sépia em que o colorista Dave Stewart banha tudo finaliza a estética de “arquivo secreto” da história.</span><br />
<span style="font-size: medium;">No episódio piloto de 22 minutos produzido pelo Sci-Fi Channel, a principal mudança foi a dos personagens terem um pouco de seu passado desvendado. É revelado que o Imperador Zumbí (dublado por David Hyde Pierce, que deu a voz para o Abe Sapien no primeiro filme do Hellboy) fora o primeiro mordomo do agente Screw-On Head (Paul Giamatti), mas que se virou para o mal, mesmo com os conselho do agente. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Por vingança pela sua primeira derrota ele assassinou sete dos mordomos que o sucederam (Mr. Groin, dublado pelo comediante Patton Oswalt, é o nono mordomo) em diversas maneiras grotescas (o que ele s e refere a certo ponto como um “mesquinho fetiche vingativo para com mordomos”). A amante vampira do Imperador Zumbí, agora nomeada Patience, é bem mais falante; um flashback revela que ela foi um dia a amante mortal de </span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoP7DIYbI/AAAAAAAACj8/VGWrwpBdlqk/s800/the-amazing-screw-on-head-20070212024323138_640w.jpg" alt="" width="370" height="284" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Screw-On Head, até ter  sido seqüestrada por um servo vampiro do Imperador. Ao invés de apenas o Doutor Snap, os outros servos do Imperador Zumbí são Ricky, um chimpanzé usando uma coroa que tem mira mortal ao usar armas de fogo, uma velha mulher-lobo, e uma canibal idosa que aparentemente toma o lugar do Doutor Snap no papel de cientista de campo. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O piloto começa com os capangas do Imperador Zumbí roubando manuscrito e seqüestrando o único homem capaz de traduzi-lo. Há um interlúdio extra onde Screw-On Head em seu foguete/projétil de canhão rastreia Patience até Marrakesh onde a tortura para descobrir o paradeiro do Imperador Zumbí, e também uma conclusão em que o Imperador Zumbí afunda no rio Mississipi enquanto seus capangas seqüestram o Sr. Cão impalando-o com a âncora de seu balão de fuga; uma outra cena adicional mostra o Presidente Lincoln após assinar a Lei da Propriedade Rural dando a Screw-On Head permissão para lidar com quaisquer criaturas sobrenaturais que espreitem pela fronteira ocidental.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOsb5aUI/AAAAAAAACjU/lHalrDhclyE/s800/amazingscrewonhead2.jpg" alt="" width="675" height="380" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">O enredo pode oscila entre o sombrio e a comédia perversa. Por exemplo quando o curador do museu não revela a informação que o Imperador Zumbí quer, ele simplesmente o fuma (literalmente), adquirindo toda a informação que precisa, por osmose aparentemente. As motivações e características dos protagonistas chegam a ser surpreendentes, como quando o Imperador Zumbí revela não ter ambições típicas dos vilões que querem governar o mundo, mas apenas quer ser o mordomo de alguma grandiosa força do mal.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Um detalhe a se acrescentar, é que nas adaptações</span></p>
<p><img class="alignright" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOcXh2RI/AAAAAAAACjM/T9z4BSEoZOs/s800/amazingscrewonhead1h.jpg" alt="" width="270" height="213" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"> anteriores dos trabalhos de Mike Mignola para animação, eles nunca capturaram o visual dos quadrinhos. No caso dos filmes é compreensível, por tida a mudança de história em quadrinhos para carne e osso (e látex e maquiagem). Entretanto, as animações da série Hellboy, por alguma obrigação contratual bizarra, o estilo dos desenhos teve de ser distanciado do traço dos quadrinhos. Tudo bem, o desenho ainda ficou bom, mas mesmo assim poderia ter sido melhor se esse detalhe fosse diferente. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Já com “The Amazing Screw-On Head”, aparentemente não houve qualquer restrição, pois o traço de Mignola foi foi muito bem capturado e reproduzido pela equipe do diretor Chris Prynoskim o que convenhamos, é algo complicado de se fazer. E não apenas isso, mas a animação não se envergonha de mostrar um pouco de sangue, (breve) nudez, e uma ocasional piada de duplo sentido., deixando a entender que é uma animação não necessariamente para crianças.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoO1k-NTI/AAAAAAAACjc/_LKR2F-j9ro/s800/p06.JPG" alt="" width="691" height="287" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">O episódio foi ao ar em 12 de Julho de 2006 no website do Sci-Fi Channel, junto a uma votação para decidir se seria dada continuidade à série. De acordo com Mike Mignola a série não tem planos de ser continuada no momento (a animação, os quadrinhos são outra história&#8230;). Em 6 de Fevereiro de 2007 o episódio -piloto foi lançado em DVD.</span><br />
<span style="font-size: medium;">O especial The Amazing Screw-On Head ganhou o Prêmio Eisner de melhor publicação de humor de 2003.</span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
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<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium;"><strong>Por Karl</strong></span></p>
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium;">(que descobriu que o feminíno de lobisomem é lobanil)</span></p>
<p><strong><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><br />
</span><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoQeB2ghI/AAAAAAAACkM/kN9MslupsxI/s800/-Screw-On_Head_p27.jpg" alt="" width="360" height="720" /> </strong></p>
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