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	<title>Conselho SteamPunk ~ Loja São Paulo &#187; Literatura</title>
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	<description>Joguem mais carvão para a caldeira!</description>
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		<title>The Somnambulist</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 03:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Barnes]]></category>
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		<description><![CDATA[The Somnambulist de Jonathan Barnes “Esteja alertado. Este livro não possui valor literário algum. É um pálido pedaço sem sentido, enrolado, implausível, povoado por personagens pouco convincentes, escrito em uma prosa medonha e pedestre, frequentemente ridícula e patéticamente bizarra. Não preciso dizer que, eu duvido que você venha a acreditar em uma palavra dele” Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="color: #000000;"><span style="font-size: x-large;">The Somnambulist</span></span></h3>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/ONkejCLEnfFJfqaPO0kPmQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg4UUII0VvI/AAAAAAAADgc/bbL-lH-wrec/s400/books_readings2.jpg" alt="" width="387" height="653" /></a></p>
<p><strong>de Jonathan Barnes</strong></p>
<p>“<span style="font-size: medium;"><em>Esteja alertado. Este livro não possui valor literário algum. É um pálido pedaço sem sentido, enrolado, implausível, povoado por personagens pouco convincentes, escrito em uma prosa medonha e pedestre, frequentemente ridícula e patéticamente bizarra. Não preciso dizer que, eu duvido que você venha a acreditar em uma palavra dele”</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>ste alerta é o início da novela de estréia de Jonathan Barnes. Tanto um tributo as raízes da tradição pulp, onde se pede a indulgência do leitor ao apresentar eventos fantásticos, quanto um gancho intrigante para ocorrências improváveis que possam vir a ser narradas. Em adição, a abertura de <em>O Sonambulista</em> estabelece que estamos lidando com um “narrador não-confiável”, de fato, o próprio narrador atesta que mentirá ao leitor mais de uma vez durante a história <em>“ Em que, então, devem acreditar? Como irão distinguir a verdade da ficção?”</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-size: medium;"><em>Naturalmente eu deixo para o seu discernimento”. </em></span></span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Rainha Victoria morreu “alguns meses atrás” quando a história se inicia, então nos situamos no ano de 1901, um momento pivô do novo século. Velhos modos estão desaparecendo, e novas tendências e movimentos estão acelerando. Por isso é fácil imaginar que um não-mais-tão-jovem mágico de palco vitoriano chamado Edward Moon se sinta como uma relíquia. Seus números [repletos de magia real, aliás] não mais atraem vastas multidões como já fizeram um dia, e até mesmo sua outra ocupação resolvendo crimes insolúveis perdeu seu brilho, sua reputação foi arruinada por um ultimo caso mal-sucedido. Todos os malfeitores que representam um desafio estão presos.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/2ZvwhKGNIh8dP_JTRASHQQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg44Gky0wCI/AAAAAAAADhw/iaqX838-GFo/s400/meia.jpg" alt="" width="548" height="389" /></a></p>
<p><span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Não, esse novo século não é hospitaleiro a um indivíduo da natureza de Moon, nem de seu parceiro, o Sonambulista</span>, um homem imenso e careca sem nenhum outro nome, completamente silencioso e invulnerável, que se comunica por palavras[mal] escritas em uma pequena lousa&#8230;  e que se alimenta apenas de leite.<span style="color: #000000;"> Leal, misterioso, e lento de raciocínio ele é indispensável para Moon, tanto quanto seu vício em prostitutas com deformidades físicas.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Moon já viu tempos melhores; seu auge já passou, seus cabelos estão rareando e suas roupas estão fora de moda. Ele pertence a um tempo anterior, uma Londres mais velha onde existiam grandes casos e crimes para ocupar sua mente e o teatro estava cheia todas as noites quando ele apresentava suas ilusões com o Sonambulista. Esses tempos se foram. Um novo século começou e parece que Edward Moon irá desaparecer no passado.</span><img src="http://johnlarroquetteproject.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/london-fog.jpg" alt="http://johnlarroquetteproject.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/london-fog.jpg" width="578" height="381" /><br />
<span style="font-size: medium;">Mas quando os cadáveres de ricos começam a surgir, e o detetive Merryweather pede a ajuda de Moon. O mágico sente um caso digno de suas habilidades, então, desesperado e entediado, Moon se agarra a chance de provar que ainda pode agir, e junto com o Sonambulista toma parte na investigação. Mas como qualquer outra novela de mistério <em>The Somnambulist</em> é um distorcido e sinuoso conto que te indica várias direções ao mesmo tempo. E enquanto a resposta no final é uma constante, a questão durante o livro muda. Os assassinatos são só a ponta de um iceberg, e Moon logo está tentando desmascarar uma conspiração para um ramo secreto do governo, uma conspiração que poderia destruir a cidade.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Os personagens são únicos e maravilhosos, </span><img class="alignright" src="http://willienorthway.com/photo/vert-2/00_03_08_LOND.jpg" alt="http://willienorthway.com/photo/vert-2/00_03_08_LOND.jpg" width="271" height="406" /><span style="font-size: medium;">assim como doentes e depravados, surgindo da névoa Londrina como espectros: Uma dupla mortal, alegres mensageiros da morte e destruição, os <em>Prefects,</em> e a partir do momento em que eles atravessam um coração com um guarda-chuva e então o abrem você tem certeza que estes dois homens, um grande e um pequeno, sempre vestidos em uniforme escolar, são parte de um muito imaginativo e deturpado elenco. Elenco que inclui personagens como <span style="color: #000000;">Mr. Cribb, que clama ser tão velho quanto a cidade e que viaja no tempo de sua vida de trás para frente; Ned Love, que conheceu o poeta Coleridge; Madame Innocenti, uma médium que pode realmente contactar os mortos;</span> Mina a prostituta barbada; um ambulante que carrega um cartaz onde se lê: “Certamente Eu Logo Chegarei. Revelações 22:20” e um albino com um problema relacionado a arsênico.</span><br />
<span style="color: #000000;"> <span style="font-size: medium;">Barnes emprega o artifício de um esperto, mas não-confiável, narrador que pode passar a narrativa por níveis frenéticos. Novos personagens são introduzidos quase a cada três páginas, assim como novas reviravoltas no enredo. A conspiração suprema tem certamente uma qualidade lunática digna de Chesterton. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Nos capítulos finais o narrador invisível é revelado e a história que até aquele ponto era um mistério policial de época com elementos fantásticos se torna uma fantasia completa, tendo se construído de uma maneira que quando a mudança ocorre faz completo sentido, e você não pode imaginar a história como tomando outra direção a não ser uma inundação surrealista.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">Na fina linha entre o humor e a paródia, a obra de Barnes está sempre se equilibrando na beirada.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Uma história de alguém que ao resolver um mistério, quer resolver a si mesmo. Moon é um homem que é assombrado por  casos mal sucedidos, e amizades mal-sucedidas do passado, preso a uma carreira decadente como mágico. Ele não precisa resolver o mistério porque é a coisa certa a se fazer, ele precisa desvendá-lo porque é o único gesto que pode reconectá-lo com a pessoa que ele pensa que deve ser. Moon é um personagem moderno preso em um mundo Vitoriano por assim dizer.</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><br />
</span></p>
<p align="right"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Por Karl</strong></span></span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><br />
</span><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>“A foggy day, in London town<br />
It had me low, and it had me down” </em></span></p>
<p style="text-indent: 1.91cm; text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/QkiYOyo7L-C8JSOqi-mA4A?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Sg4UVv7bqAI/AAAAAAAADgg/_rTI6ZBeu6k/s400/somnambulist.JPG" alt="" width="379" height="608" /></a></p>
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		<title>La Femme</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 18:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Sexo frágil? Certo&#8230; acredito&#8230; Embora uma considerável parte das damas do mundo vitoriano se contentassem em ser esposas, mães e aristocratas, tais limitações não existem em meio ao universo steampunk. Exploradoras, engenheiras, mercenárias, cientistas [loucas ou só irritadiças], anarquistas, piratas, jornalistas, detetives, ladras, tudo isso é possível em uma ambientação contemporânea, assim como em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: large;"><strong>O Sexo frágil? Certo&#8230; acredito&#8230;</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/upi5bMpZDoHMKl4gINi31Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZufvMZsI/AAAAAAAADWk/-6yQm-ATp8M/s400/steampunk_thumbelina_by_hakubaikou.jpg" alt="" width="495" height="478" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>mbora uma considerável parte das damas do mundo vitoriano se contentassem em ser esposas, mães e aristocratas, tais limitações não existem em meio ao universo steampunk.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/yaI2bS6LIyweXFfr_P5o-Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9Zsfaj2iI/AAAAAAAADWM/DGvy06MbTi8/s400/2b6b4a79b512a50ad5b440f30ed350ee.jpg" alt="" width="447" height="605" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Exploradoras, engenheiras, mercenárias, cientistas [loucas ou só irritadiças], anarquistas, piratas, jornalistas, detetives, ladras, tudo isso é possível em uma ambientação contemporânea, assim como em uma Vitoriana, Neo-Vitoriana, ou qualquer outra alternativa. Mas se você acha que a independência feminina no gênero steampunk não tem nenhuma raiz plantada na época da rainha Victoria você se engana. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/q0soLnm_FdzJT-lNBJr7JA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZpZrT58I/AAAAAAAADV8/nVAaKCK_CmM/s800/Ready_for_Action_by_PReilly.jpg" alt="" width="587" height="552" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O papel da mulher na sociedade Vitoriana era bem diferente dos estereótipos que imaginamos hoje. Havia certamente uma pressão social aplicada para a mulher agir da forma que hoje vemos como “tipicamente Vitoriana”. Mas existiram muitas mulheres que não estavam confinadas a falsa moralidade das altas sociedades e que não apenas agiam independentemente, mas propagavam seus modos de vida que eram tão <em>não-convencionais </em>para a época. Muitas dessas mulheres, de exploradoras à repórteres internacionais, eram não apenas não-repudiadas pela alta sociedade Vitoriana, mas eram, de fato aceitas nas mais exclusivas cerimônias, festas e formalidades; eram idealizadas por muitas jovens, vistas com admiração por mães e filhas, e tinham seus modos e estilo copiados pelas ditas “respeitáveis” damas da alta sociedade.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Essa alta sociedade frequentemente, não apenas não condenava essas mulheres, mas celebrava seus modos audaciosos e não convencionais.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Isso foi refletido na literatura Vitoriana e em uma surpreendente quantidade de ficções de aventura e mistério na qual heroínas, amantes, ou adversárias das protagonistas das histórias eram significantemente mais independentes e menos subservientes do que leitores modernos imaginariam de uma heroína ficcional da Era Vitoriana.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/eDHZI-ZFOg5Yx9t282Zr8w?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZtgUJxnI/AAAAAAAADWc/LVyHgbTiwIA/s400/Irene_Adler_by_Sally_Avernier.jpg" alt="" width="476" height="495" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O exemplo óbvio é Irene Adler, que memoravelmente tapeou nosso querido Sherlock Holmes em “<em>O Escândalo na Bohemia</em>”. Entretanto ela não foi a primeira heroína bem sucedida, &#8220;L____”, a primeira de pelo menos duas duzias de mulheres detetives profissionais na literatura Vitoriana, apareceu em 1837, quatro anos antes de Edgar Alan Poe apresentar Dupin ao mundo em “<em>Os assassinatos na Rua Morgue</em>”; a primeira novela britânica a apresentar uma detetive, <em>Revelations of a Lady Detective</em> de William S. Hayward, apareceu em 1861, vinte e seis anos antes da estréia de Sherlock Holmes.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">A literatura vitoriana teve exploradoras e caçadoras de aventuras como Laura de Guéran apresentada por Adolphe Belot em 1879 na novela <em>A Parisian Sultana</em>. Anarquistas como a formidável Zalma de Pahlen, criação de T. Mullett Ellis no romance de 1895, <em>Zalma</em>. E até gênios do crime como a infernal Madame Sara, de <em>The Sorceress of the Strand</em>, de L. T. Meade em 1903.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">E mesmo fora da literatura os exemplos são infindáveis passando de Anne Bonny e Mary Read, a Calamity Jane e Annie Oakley, passando por Ada Lovelace, Marie Curie, e Amelia Earhart.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/TCH74o31bRdJAmkItLlSnw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9Zs5k3kNI/AAAAAAAADWU/9Z-Cb2TIoBI/s400/girl_robotweb.jpg" alt="" width="474" height="499" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Se você acha que como em tempos idos, as mulheres do meio steampunk estão todas sentadas fazendo seus bordados e esperando que o “mestre da casa” volte da cidade, é melhor você pensar novamente. Com suas espadas, pistolas e engenhos diferenciais em punho, as mulheres do mundo steampunk estão tão, ou mais prontas para o que vier em sua direção do que qualquer distinto cavalheiro, afinal&#8230; Catarina a Grande provou que dominação mundial não é apenas um sonho para os garotos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="font-size: medium;">Por Kar</span>l</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="right"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/p_5hHUPBAX9mQn2AYo78Ig?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZqNg2AWI/AAAAAAAADWE/N8YPVa2VAg8/s400/gallery_02_500h.jpg" alt="" width="411" height="626" /></a></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk em dose dupla!" href="../2011/08/01/steampunk-em-dose-dupla/"> Steampunk em dose dupla!</a></h2>
<h4><em><br />
</em></h4>
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		<title>The Prestige &#8211; Livro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 01:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Priest]]></category>
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		<description><![CDATA[The Prestige [ALERTA: Este artigo contém SPOILERS MONUMENTAIS] A história de dois mágicos de palco presos a uma rixa amarga e trágica que oscila entre os caminhos do horror, fantasia, e ficção científica. Se você viu o filme, e acha que já conhece a história você está errado. Publicado em 1995 The Prestige, escrito pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 class="western" style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>The Prestige</strong></em></span></span></h1>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="center"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: large;">[ALERTA: Este artigo contém SPOILERS MONUMENTAIS]</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="center"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/farPeCihZJKtqYxsaGX3iw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVnwY0Uz6I/AAAAAAAADTU/Gs6VyPmDOHQ/Theprestigecover.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="font-style: normal;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">A </span></span>história de dois mágicos de palco presos a uma rixa amarga e trágica que oscila entre os caminhos do horror, fantasia, e ficção científica.</span></p>
<p style="font-style: normal;"><span style="font-size: medium;">Se você viu o filme, e acha que já conhece a história você está errado.</span></p>
<p style="margin-left: 0.07cm;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Publicado em</span></span> 1995 <em><strong>The Prestige,</strong></em> escrito pelo autor britânico Christopher Priest em uma estrutura epistolar; se passando por uma coleção de diários que foram coletados pelos protagonistas e depois reunidos; o romance acompanha a trajetória de Alfred Borden e Rupert &#8220;Robbie&#8221; Angier  em sua escalada do mundo do espetáculo até se tornarem ilusionistas mundialmente famosos. No início de suas carreiras eles se conhecem brevemente e uma amarga disputa se inicia. Cada um tem uma ilusão que o outro não consegue desvendar, e ambos empregam mais energia e karma do que podem tentando descobrir os segredos e arruinar as apresentações do outro.</span></p>
<p style="margin-left: 0.07cm;">
<p style="margin-left: 0.07cm;"><span style="font-size: medium;">A história é contada através dos bisnetos de Borden e Angier enquanto eles investigam, cada um por conta própria, como suas vidas foram afetadas pelos conflitos de seus ancestrais. Os eventos do passado são revelados em sua maioria através dos diários de cada um dos mágicos. O que inicia-se parecendo ser a busca de um homem moderno por alguma conexão sobrenatural em sua família, se torna a narrativa do diário de Borden, e mais tarde o de Angier.</span></p>
<p style="margin-left: 0.07cm; text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/09h7GHFrcYkwFAQVrv3UDQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVny88vU5I/AAAAAAAADT0/rJoAIhWnkko/s400/33764113.jpg" alt="" width="573" height="320" /></a></p>
<p style="margin-left: 0.07cm;"><span style="font-size: medium;">O título do livro deriva do conceito de que as mágicas de um ilusionista consistem em três estágios: o primeiro, a proposta, onde o artista mostra algo comum e sugere ou que poderá acontecer; o segundo, a performance, onde a história é escrita, o filme produzido, e o leitor segue a história da mesma maneira em que a audiência crê que algo extraordinário está ocorrendo; e o terceiro e o efeito [<em>prestige</em>] que encerra o numero, o coelho que não existia antes de sair do chapéu, a mulher cortada ao meio tendo suas partes reunidas novamente, e no fim o aplauso assombrado da audiência</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">No decorrer do livro vemos ambos os pontos de vista, cenas são recontadas de acordo com a perspectiva de cada um dos rivais, ambos acreditando ser a parte virtuosa da disputa.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Borden, desenvolve um ato chamado <em>O Homem Transportado</em>, e uma versão melhorada chamada <em>O Novo Homem Transportado</em>, que o transporta de uma cabine lacrada em um canto do palco para outra em um piscar de olhos e sem aparentar que passe pelo espaço entre ambas. O ato parece desafiar as leis da física e deixa todos os espetáculos anteriores obsoletos. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Através dos diários aprendemos bem cedo no livro  (diferente da versão cinematográfica que guarda a informação para o fim) que Alfred Borden; filho de um reparador de rodas de carruagem que subiu ao estrelato como ilusionista; na verdade são dois gêmeos idênticos, Albert e Frederick. Ambos vivendo a vida de Alfred, devotados a manter o segredo para assegurar o sucesso com seu truque. Angier; filho deserdado de nobres que recorre ao ilusionismo de palco para satisfazer seu espírito; suspeita que Borden usa um dublê, mas ignora a hipótese quando não consegue encontrar evidências para provar e quando  investiga os registros de nascimento descobre que não há registro de um gêmeo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/CvHHXBcAKvOXFeyniO9qqA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVq1hGPUcI/AAAAAAAADUU/paoXl2aeJhg/s400/teslas.jpg" alt="" width="511" height="393" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;">Incapaz de descobrir o método usado por Borden, Angier desesperadamente tenta superá-lo, e com a ajuda do afamado cientista Nikola Tesla, desenvolve um número chamado <em>Em Um Flash</em>, que tem um resultado similar, mas usa um método totalmente diferente. Para o truque de Angier, Tesla desenvolveu um aparelho realmente capaz de transportar um ser de um local para outro, mas com um surpreendente efeito colateral&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Assim como o aparelho recria o ser transportado no local especificado, o mesmo também é deixado para trás em uma forma espectral. O<span style="font-style: normal;"> que Angier se refere como sendo </span><em>“the prestige materials”</em>. Os tais <em>prestígios</em> não se decompões mesmo depois de um século, e um século após tais acontecimentos, a disputa continua a espantar os descendentes dos mágicos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/nd-0wWBM6KZegZ6l8EGdUw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVnx5yYdZI/AAAAAAAADTk/cLp3Nh3gw9c/s288/TheatreRoyalBristolAuditorium2.jpg" alt="" width="606" height="379" /></a></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: large;"><em>Senhoras e Senhores, foi tudo realizado com fumaça e espelhos; deixe-me revelar a razão real de ter reunido vocês aqui esta noite.”</em></span></span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O novo truque de Angier é igual ao de Borden, e em retaliação, Borden tenta descobrir como Em Um Flash é realizado. Durante uma performance ele invade os bastidores e desliga o aparelho  que Tesla desenvolveu para Angier, embora ele não descubra o que ele faz durante o ato em si. Como resultado o teletransporte fica incompleto, e ambos, o novo Angier e o velho, o Angier “prestígio” continuam a viver, embora o velho sinta-se constantemente fraco, enquanto o novo parece perder suas substância física. O verdadeiro Angier forja a morte de seu alter-ego do truque e retorna as terras de sua família terminalmente doente.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A cópia de Angier, alienado do mundo por sua forma espectral e descobrindo o segredo de Borden, ataca um dos irmãos antes de um espetáculo. Entretanto, a saúde fraca de Borden e o senso moral de Angier intervêm, e Angier não prossegue com o assassinato. Fica implícito que Borden morre alguns dias depois, e que o Angier incorpóreo viaja para encontrar o Angier real, agora vivendo como Lord Colderdale. Eles obtém o diário de Borden e o publicam, após omitir o segredo do truque dos irmãos. Pouco depois o Angier corpóreo morre, e seu gêmeo espectral usa o aparelho para transportar a si mesmo para o corpo, esperando que isso ou o retorne a vida e a ser uma pessoa completa novamente, ou o mate instantaneamente.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O romance recebeu o James Tait Black Memorial Prize de melhor ficção, e o World Fantasy Award de melhor livro. </span></p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/MMSnriOO8pK-syzil-8Ueg?feat=embedwebsite"><img class="alignleft" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVnxJB40DI/AAAAAAAADTc/rx14R57vd-M/prestige1.jpg" alt="" width="216" height="304" /></a><span style="font-size: medium;">A adaptação para cinema do livro, lançada em Outubro de 2006 foi dirigida por Christopher Nolan. Estrelando Christian Bale e Hugh Jackman como Borden e Angier respectivamente, assim como Michael Caine, Scarlett Johansson e David Bowie. O livro foi adaptado por Christopher e Jonathan Nolan.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Embora o tema do filme seja fiel ao do livro, muitas mudanças foram feitas no enredo, mais notavelmente a remoção de todo Espiritualismo do livro, e substituindo o esquema da investigação dos descendentes dos dois mágicos para uma narrativa enquanto Borden aguarda sua execução. O efeito do aparelho de Tesla também foi modificado: no filme o corpo deixado para trás não morre, então tem de ser morto a cada apresentação, afogado em um tanque d&#8217;água abaixo do palco. Adicionalmente, a complexa estrutura de diários do romance foi trasportada para o filme como narrativas em flashbacks espelhando os três atos de um truque de mágica.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Pontos maiores foram completamente mudados: Julia não morre;Sarah não morre; Borden não é enforcado. (Não é nem ao menos condenado, julgado ou acusado de assassinar Angier); Borden e Angier não são ex-colegas; Borden não mata Angier, e Cutter é apenas uma personagem menor que tenta convencer Angier no início do romance de que Borden é na verdade duas pessoas. Outra grande mudança concerne a máquina de Tesla. No livro, a máquina é claramente mostrada como sendo um aparelho de teletransporte, não tendo nenhuma habilidade de duplicação. O item ou pessoa na máquina é teleportado para a nova locação e um resíduo do que é trasportado é deixado para trás. Mas enquanto esses “prestígios” deixados para trás se parecem com Angier, eles não são feitos de restos humanos: não são um “Angier morto” mas um tipo de <em>sombra</em> ou <em>imagem reminiscente</em> dele. A única coisa próxima a uma “duplicação” no romance, é quando Borden desliga a máquina no meio do teletransporte. A maior parte de Angier fica para trás, mas uma pequena massa (vista como uma imagem espectral) é transportada. Se tornando duas mentes distintas (com memorias similares) com dois corpos diferentes.<br />
Perto do fim do romance descobrimos que Angier está de fato ainda vivo, em sua forma fantasmagórica, mesmo após um século dos eventos vitorianos da narrativa. A história também sugere que existe alguma ligação psíquica entre o corpo teleportado e a sombra deixada para trás, sugerindo que não apenas eles pensam e sentem, mas também fazendo uma alusão de que Angier deve ter deixado para trás uma parte de sua alma a cada teleporte, o que deixa a conclusão do romance ainda mais assombroso.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Personagens implacáveis, bem desenvolvidos e vivendo vidas cheias de intrigas. Priest consegue capturar o modo da escrita do século XIX nos diários sem alienar o leitor moderno. Atmosferas que evocam o uso da tecnologia e do misticismo, efeitos que, com sucesso, reúnem ambas as obsessões vitorianas, a ciência e o oculto.</span></p>
<p align="right"><span style="font-size: large;"><strong>Por Karl</strong></span></p>
<p align="right"><span style="font-size: medium;"><span>(Presto</span></span>! <span style="font-size: medium;"><span> Chango!  Abracadabra!)</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="right"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/8GhDl7mpYeOh7cbwfqVz9w?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SdVnyHELrRI/AAAAAAAADTs/acKFDNpkQRw/s288/V_Magician.jpg" alt="" width="322" height="517" /></a></p>
<p style="text-align: center;" align="right"><span style="font-size: medium;"><span> </span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/8GhDl7mpYeOh7cbwfqVz9w?feat=embedwebsite"> </a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pós-Estranho e Literatura</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/01/28/pos-estranho-e-literatura/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 02:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcandido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[O Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Incógnita]]></category>

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		<description><![CDATA[Literatura Steampunk Novelas e contos nacionais ou estrangeiros, Ficção Cientifica, Ficção, Terror e afins&#8230; Onde podemos encontra-los? Todos devem conhecer o Pós-Estranho, uma estranha jornada noite adentro como descrito por Fábio Fernandes. Fábio também é autor do blog Colóquios, editor do Terra Incógnita que é uma revista digital de Ficção Científica da qual pretendo falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>Literatura Steampunk</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="center">
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/v5V_7anGJulEOhttE_YGgw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SYEHZTzI_II/AAAAAAAACvg/lpjUH5Oh8UQ/s800/posestranho.jpg" alt="" width="720" height="414" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;">
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">N</span></span>ovelas e contos nacionais ou estrangeiros, Ficção Cientifica, Ficção, Terror e afins&#8230;</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Onde podemos encontra-los? Todos devem conhecer o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/2008/11/octavio-aragao-escritor-steamp.html"><strong>Pós-Estranho</strong></a>, uma estranha jornada noite adentro como descrito por Fábio Fernandes. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Fábio também é autor do blog </span></span></span></span></span><a href="http://coloquios.wordpress.com/"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Colóquios</strong></span></span></span></span></a><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>, editor do </span></span></span></span></span><a href="http://www.verbeat.org/terraincognita/"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Terra Incógnita</strong></span></span></span></span></strong></a><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> </span></span></span></span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>que é uma revista digital de Ficção Científica da qual pretendo falar mais em outra oportunidade e também escreve o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/pwt/">Post-Weird Thoughts</a> junto do nosso amigo Jacques Barcia.</span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/irGUGjFJmutRcy3Po06xxQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SYEHc1bSJ6I/AAAAAAAACvs/S6mizul6QyY/s800/post.jpg" alt="" width="648" height="373" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Mas vamos direto ao assunto no </span></span></span></span></span><a href="http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/2008/11/octavio-aragao-escritor-steamp.html"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Pós-Estranho</strong></span></span></span></span></a><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> podemos encontrar resenhas de muita literatura Steampunk, Cyberpunk, Sci-Fi e muitos outros como:</span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Victória</span></span></span></span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> de</span></span></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> Paul di Filippo, </span></span></span></span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>The Steam Man of the Prairie and the Dark Rider Get Down: A Dime Novel de</span></span></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> Joe Lansdale, </span></span></span></span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>The God-Clown is Near de</span></span></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> Jay Lake, </span></span></span></span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Minutes of The Last Meeting de</span></span></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> Stepan Chapman, </span></span></span></span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span>Seventy-Two Letters de</span></span></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span> Ted Chiang e Airman</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;"><span> de Eoin Colfer.</span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-style: normal;"><span style="text-decoration: none;">Por Cândido Ruiz</span></span></span></span></strong></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right">
]]></content:encoded>
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		<title>Seguindo o rastro de vapor &#8211; 3° Parte</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 04:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinematografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Gaslight]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>
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		<category><![CDATA[Weird West]]></category>

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		<description><![CDATA[De volta a nossa programação normal Falando sobre variedades do fantástico (puxando assunto através da última frase de um artigo anterior, que descarado heim Karl!), outro elemento, antes uma categoria separada, mas hoje incorporada na vertente steampunk, são os chamados Gaslight Romances (literalmente traduzindo: Romances à Luz de Gás. Sim, eu sei, é estranho…), histórias que se ambientam em uma versão romantizada, enevoada (quero dizer, bem mais enevoada), da Londres do século XIX, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--></p>
<p class="western"><!-- 		@page { margin: 0cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--></p>
<p class="western"><!-- 		@page { margin: 0cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--></p>
<p class="western"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		H3 { margin-bottom: 0.21cm } 	--></p>
<p><em><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>De volta a nossa programação normal</strong></em></span></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">F</span></span><span style="font-weight: normal;">alando sobre variedades do fantástico (puxando assunto através da última frase de um artigo anterior, que descarado heim Karl!), outro elemento, antes uma categoria separada, mas hoje incorporada na vertente steampunk, são os chamados Gaslight Romances (literalmente traduzindo: Romances à Luz de Gás. Sim, eu sei, é estranho…), histórias que se ambientam em uma versão romantizada, enevoada (quero dizer, bem mais enevoada), da Londres do século XIX, mas com enfoque em vários nostálgicos ícones do fim desse século e do início do século XX. Uma combinação de ficção sobrenatural, romance policial, e fantasia histórica, colocando em um mesmo cenário figuras como Jack o Estripador, Sherlock Holmes, Dr. Jekyll &amp; Sr. Hyde, Auguste Dupin, Dracula (o do livro, não o de verdade), Hercule Poirot, Erik O Fantasma da Ópera, Miss Marple, e até mesmo Tarzan.</span></span></span></span></h3>
<h3><span style="font-weight: normal; font-family: 'Times New Roman';"><img src="http://lh3.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQ4j3Y7CjI/AAAAAAAAArA/21hdiBwWZU0/s400/Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde_poster.JPG" alt="" width="519" height="544" /></span></h3>
<h3><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: normal;">Com exceção de alguns trabalhos franceses, essa categorização não é mais usada, mas seus elementos passaram a fazer parte do gênero steampunk sem distinções, o que convenhamos, é mais prático do que ficar sub-categorizando cada elemento, e depois sub-categorizar a sub-categoria, e assim por diante.</p>
<p></span></span></span></span></h3>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span>Ainda nesse campo de «coisas absorvidas pelo steampunk», temos também o Weird West; Weird West é o t<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span>ermo usado para descrever a combinação do Faroeste, </span><em>ou Western</em><span>, com algum outro gênero, seja horror, sobrenatural, fantasia ou ficção científica. Apesar de ter sido um termo criado para definir um cenário de RPG (mais especificamente Deadlands, lançado pela primeira vez pela </span><em>Pinnacle Entertainment Group</em><span>, depois para os sistemas D20 e GURPS), hoje, a denominação é usada mais amplamente, para definir o estilo de obras similares. Boa parte do material Weird West apresenta muitos elementos do horror, cidades-fantasmas, vampiros, feiticeiros, zumbís, maldições e o diabo (esse “e o diabo” que acrescentei, neste caso é literal, não eufemismo para “muito mais coisas que não lembro agora”), trabalhos como o já citado Deadlands, os quadrinhos de Jonah Hex, a série da DC Comics </span><em>Weird West Tales, </em><span>onde Hex apareceu pela primeira vez, High Moon, uma das fases de Doc Frankenstein, o spin-off de Preacher Santo dos Assassinos, The Wicked West, Strangeways, o manhwa (mangá coreano) Priest, o filme Tailandês Dynamite Warrior (Kon fai bin), A casa dos pássaros mortos, Purgatório, ou Gallowwalker, filme que será lançado possivelmente esse ano, e estes são só alguns; o Weird West remonta desde as antigas revistas pulp (lembra da revista Cripta do Horror?), mesmo que não sob o mesmo nome. Já exemplos da combinação Western/Steampunk é que não faltam, e talvez, um dos melhores exemplos seria a antiga série de televisão </span><em>The Wild Wild West.</em></span></span></span></span></span></p>
<p class="western">
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span>Lançada na década de 60, The Wild Wild West conta a história de dois agentes do Serviço Secreto: James West (Robert Conrad), o pistoleiro galã, e Artemus Gordon (Ross Martin) o inventor e mestre dos disfarces. Sua missão principal era proteger o Presidente Ulysses  S. Grant e o país de qualquer ameaça, viajando a bordo de seu próprio trem, </span><em>The Wanderer </em><span>(O Errante), que era equipado com laboratório, armas escondias, entre outras coisinhas.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">A série mesclava Western, espionagem, ciência e comédia. E assim como nos filmes de James Bond (a idéia do autor de Wild Wild West, Michael Garrison, parece que era uma espécie de “007, só que a cavalo”), sempre apresentando belas mulheres, engenhocas inesperadas, e arqui-inimigos cheios de ilusões e planos insanos para dominar o mundo. Na verdade, os roteiristas da série frequentemente começavam criando as nefastas e estilizadas (as vezes absurdas) invenções dos vilões, e depois escreviam o episódio ao redor destes aparelhos. Histórias inspiradas em trabalhos de Edgar Alan Poe, H. G. Wells e Jules Verne também era comuns.</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: 'Lucida Grande';"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://lh5.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQzMSfv0SI/AAAAAAAAAqI/LBaLlVKQiIw/s288/sleeve_gun_device.jpg" alt="" /></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">Um dos aspectos mais interessantes da série, que durou de 65 até 69, tendo por volta de 104 episódios, eram as engenhocas usadas por West e Gordon. Inumeros aparelhos, veículos e armas, sendo que, um dos mais populares e mais usados na série, era o aparelho escondido sob a manga da camisa que fazia deslizar a pistola Derringer de West para a sua mão, ou dependendo da ocasião, um tubo de ácido, lâminas, garras de escalada.</span></span></p>
<p class="western">
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">Compartimentos secretos para armas na sola das botas, chave-mestra na<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><img class="alignright" style="float: right;" src="http://lh5.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQ3gqPS2VI/AAAAAAAAAq4/RaZPzMz_lgM/s400/a_photo1.JPG" alt="" /><span style="font-family: 'Times New Roman';"> lapela do terno, um gancho de alpinismo preso a uma fina, entretanto resistente, corda que podia ser disparada de sua pistola, uma bengala com um molinete motorizado, que usado junto com o gancho de alpinismo e corda, podia subir o usuário automaticamente para um lugar alto, ou desce-lo, uma faca ejetável na frente de sua bota, um fio de metal capaz de cortar barras de ferro escondido na aba do chapéu, bolha de bilhar explosiva, tacos de bilhar com uma espada escondida, ou que podem disparar projéteis, cigarros que são na verdade lança-chamas, uma bengala com um telégrafo escondido, d<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">iversos compartimentos secretos contendo armas a bordo do trem, portas escondidas, e até mesmo um coche com assento ejetável; tudo criado pelo engenhoso Artemus Gordon. Acho que se Jim West era o James Bond do velho oeste, Gordon era claramente seu Q, sempre com aparelhos bizarros novos em folha.</span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">Mas os aparelhos são era exclusivos dos heróis da série, oh, não mesmo, os maléficos, levemente perturbados, vilões da série tinham suas próprias invenções, geradores de terremotos, aparatos de lavagem cerebral, marionetes à vapor do tamanho de pessoas, prostéticos mecânicos, fórmulas capazes de aumentar a velocidade ao ponto em que a pessoa se torna invisível, jarros que conservam <span style="font-family: 'Lucida Grande';"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://lh5.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQzL6WlW3I/AAAAAAAAAp4/KzHzOs9qL4I/s288/el2_11.jpg" alt="" /><span style="font-family: 'Times New Roman';">cérebros vivos e sugam seu conhecimento e força psíquica, formulas encolhedoras, portais para outras dimensões ocultados em pinturas, canhões capazes de destruir cidades inteiras em u<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">m tiro, t<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">orpedos-dragõ<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">es, armaduras que agem como exoesqueletos, implantes que transformam cidadãos comuns em criminosos, tanques de guerra à vapor, campos de força que desintegram quem os toca, e tudo isso, lembre-se, no velho oeste.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">Foram feitos dois filmes da série com o elenco original, um em 79 outro em 80, e em 99 a Warner produziu uma adaptação que… bem, só para manter o nível da conversa, digamos que não foi muito bem sucedida.</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">A série de TV também deu origem a uma série em quadrinhos de sete edições, uma em quatro, livros, e uma seqüência para a TV, em forma de míni-séri<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">e, que envolve uma conspiração para assassinar o President Grant e, adivinhem só, o Presidente do Brasil, para por no poder os Cavaleiros do Círculo Dourado. (só eu que acho estranho isso? O Presidente Grant governou de 1869 até 1877, o primeiro Presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, assumiu o posto em 1889, governando até 1891, as duas<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';"> úni<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">cas opções que eu imagino seriam, ou os conspiradores viajavam no tempo e assassinava o presidente do Brasil mais de dez anos depois de assassinarem o Presidente Grant; ou entããão… eles assassinavam o Presidente Grant e ficavam esperando sentadinhos como conspiradores comportados até 1889).</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><img src="http://lh6.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQzOhx7reI/AAAAAAAAAqQ/yeupwslrjDo/s400/el1_2.jpg" alt="" /></p>
<p class="western"><span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"><span><span> Nos quadrinhos o gênero também tem representantes, com histórias envolvendo viagens no tempo (</span></span><em><span>Billy the Kid&#8217;s Old Timey Oddities</span></em><span><span> ), a adaptação de heróis contemporâneos para aquela época (</span></span><em><span>League of Justice — Age of Wonder, Justice Rider</span></em><span><span>s) e até Transformers. Sim, você leu c<span style="font-family: 'Lucida Grande';"><span style="font-family: 'Times New Roman';">orretamente, Transformers!!!</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">Maaaas… o Tio Karl vai deixar isso para o próximo artigo…</span></span></p>
<p align="right"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: large;">Por Karl</span></span></p>
<p align="right">
<p align="right">
<p><img src="http://lh4.ggpht.com/rcandidoruiz/SPQzLMZTjBI/AAAAAAAAApw/z7n5dky-kGU/s800/a100b.jpg" alt="" /></p>
<p><span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;"> Ah, antes que eu me esqueça, gostaria de agradecer pelos comentários, elogios e outros anabolizantes de ego que recebemos sobre o site (e eu sobre as matérias heheh), para não ter favoritismos, por enquanto não vou citar nomes, mas a vocês que estão apoiando, deixo um sincero agradecimento e ergo minha caneca num brinde.</span></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"><span style="font-size: medium;">E não percam, a seguir, Steampunk nas HQ&#8217;s…</span></span></span></p>
<h2><a title="Permanent Link to Seguindo o rastro de vapor" rel="bookmark" href="../2008/10/07/seguindo-o-rastro-de-vapor/">Seguindo o rastro de vapor</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to Seguindo o rastro de vapor - 2° Parte" rel="bookmark" href="../2008/10/10/seguindo-o-rastro-de-vapor-2%c2%b0-parte/">Seguindo o rastro de vapor &#8211; 2° Parte</a></h2>
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		<title>Pequena pausa para leitura</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 07:24:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[E-book]]></category>
		<category><![CDATA[Jeter]]></category>
		<category><![CDATA[Livros difíceis de encontrar]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>

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		<description><![CDATA[Infernal Devices, de&#160;K.W. Jeter Publicado pela primeira vez em&#160;1987, pela St.&#160;Martin&#8217;s Press, Infernal Devices: A&#160;Mad Victorian Fantasy &#233; talvez, a&#160;obra de&#160;leitura mais acess&#237;vel escrita por Kevin Wayne Jeter (isso incluindo os&#160;romances de&#160;Star Wars e&#160;as&#160;seq&#252;&#234;ncias de&#160;Blade Runner), h&#225; quem diga que o&#160;tom da&#160;narrativa &#233; mais pr&#243;ximo das hist&#243;rias do&#160;Professor Challenger de&#160;Sir Arthur Conan Doyle do&#160;que dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em></p>
<p align="left"><em></em></p>
<p align="left"><em></em></p>
<p><em> </em></p>
<p align="LEFT"><strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p align="LEFT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>Infernal Devices, de&nbsp;K.W. Jeter</strong></em></span></span></span></p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/10/49-6_cover-med.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-30" style="vertical-align: middle;" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/10/49-6_cover-med.jpg" alt="" width="237" height="355" /></a></p>
<p class="western" style="center;">
<p class="western"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>P</strong></span></span>ublicado pela primeira vez em&nbsp;1987, pela St.&nbsp;Martin&#8217;s Press, Infernal Devices: A&nbsp;Mad Victorian Fantasy &eacute; talvez, a&nbsp;obra de&nbsp;leitura mais acess&iacute;vel escrita por Kevin Wayne Jeter (isso incluindo os&nbsp;romances de&nbsp;Star Wars e&nbsp;as&nbsp;seq&uuml;&ecirc;ncias de&nbsp;Blade Runner), h&aacute; quem diga que o&nbsp;tom da&nbsp;narrativa &eacute; mais pr&oacute;ximo das hist&oacute;rias do&nbsp;Professor Challenger de&nbsp;Sir Arthur Conan Doyle do&nbsp;que dos trabalhos de&nbsp;Jules Verne ou&nbsp;H.G. Wells (que seriam caminhos mais &oacute;bvios a&nbsp;se&nbsp;seguir, especialmente quando consideramos que um&nbsp;dos trabalhos de&nbsp;Jeter, &eacute; uma seq&uuml;&ecirc;ncia de&nbsp;A&nbsp;Maquina do&nbsp;tempo, o&nbsp;Morlock Night, qualquer dia eu&nbsp;falo sobre ele por aqui).</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">Tudo come&ccedil;a&nbsp;quando um&nbsp;misterioso homem com a&nbsp;pele de&nbsp;textura parecida com a&nbsp;do&nbsp;couro, um&nbsp;ser com um&nbsp;segredo mais velho que a&nbsp;humanidade, entra na&nbsp;relojoaria de&nbsp;George Dower com um&nbsp;estranho aparelho que precisa de&nbsp;reparo&hellip; um&nbsp;aparelho com as&nbsp;incr&iacute;veis propriedades (pasmem) de&nbsp;um&nbsp;aparelho sem uso, tudo muito bem, at&eacute; que tentam roub&aacute;-lo. Como George poderia saber que este era apenas um&nbsp;dos muitos aparelhos infernais que a&nbsp;genialidade de&nbsp;seu pai constru&iacute;ra,&nbsp;e&nbsp;que ele mesmo, seria logo procurado pelos antigos clientes de&nbsp;seu falecido pai? Pois George sempre fora a&nbsp;insuspeita chave para os&nbsp;incr&iacute;veis planos de&nbsp;seu pai, uma chave que outros, muitos outros, almejam possuir.</span></span></span></p>
<p class="western" style="left;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/10/ist2_4851202-clock-face.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-33" style="float: right;" src="http://steampunksp.site50.net/wp-content/uploads/2008/10/ist2_4851202-clock-face-300x300.jpg" alt="" width="227" height="227" /></a></p>
</p>
<p>
<p class="western" style="left;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">O pai de&nbsp;George Dower era um&nbsp;brilhante relojoeiro, talentoso em&nbsp;todas as&nbsp;formas de&nbsp;mecanismos existentes. George, que havia herdado a&nbsp;loja de&nbsp;seu pai, mas n&atilde;o&nbsp;o&nbsp;talento do&nbsp;mesmo, vivia de&nbsp;pequenos consertos em&nbsp;rel&oacute;gios e&nbsp;outros mecanismos da&nbsp;autoria de&nbsp;seu pai; ainda sim concorda em&nbsp;analisar o&nbsp;aparelho, mesmo sabendo que suas chances de&nbsp;consert&aacute;-lo s&atilde;o&nbsp;microsc&oacute;picas na&nbsp;melhor das hip&oacute;teses. Antes que se&nbsp;d&ecirc; conta, George &eacute; puxado para dentro dos conflitos e&nbsp;intrigas envolvendo os&nbsp;livres-pensadores da&nbsp;Anti-Sociedade Real, os&nbsp;repressivos zelotes do&nbsp;Ex&eacute;rcito Divino, &eacute; perseguido pela Uni&atilde;o&nbsp;das Damas pela Supress&atilde;o&nbsp;do&nbsp;V&iacute;cio Carnal e&nbsp;importunado pessoalmente por valent&otilde;es&nbsp;de&nbsp;bordel, e&nbsp;sempre vai se&nbsp;aprofundando em&nbsp;enigmas que p&otilde;em&nbsp;sua pobre cabe&ccedil;a&nbsp;nem um&nbsp;pouco imaginativa em&nbsp;parafuso, e&nbsp;que levam apenas a&nbsp;outros quebra-cabe&ccedil;as.&nbsp;Suas investiga&ccedil;&otilde;es&nbsp;o&nbsp;levam at&eacute; Wetwick, uma estranha vizinhan&ccedil;a&nbsp;de&nbsp;Londres onde todos parecem ter alguma liga&ccedil;&atilde;o&nbsp;com um&nbsp;certo Saint Monkfish (ficaria algo como Santo Mongepeixe em&nbsp;portugu&ecirc;s,&nbsp;s&oacute; pra manter o&nbsp;jogo de&nbsp;palavras); e&nbsp;que na&nbsp;qual tamb&eacute;m,&nbsp;os&nbsp;habitantes apresentam uma perturbadora semelhan&ccedil;a&nbsp;com que seriam h&iacute;bridos de&nbsp;humano e&nbsp;peixe (Refer&ecirc;ncia ao&nbsp;conto A&nbsp;Sombra em&nbsp;Innsmouth do&nbsp;H.P. Lovecratf talvez? Hehe).</span></span></span></p>
<p class="western" style="left;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/10/innsmouth_by_super_sheep.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-31" src="http://steampunksp.site50.net/wp-content/uploads/2008/10/innsmouth_by_super_sheep-212x300.jpg" alt="" width="324" height="458" /></a></p>
</p>
<p>
<p class="western" style="left;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">Outro dos novos clientes de&nbsp;George &eacute; um&nbsp;impaciente homem de&nbsp;&oacute;culos de&nbsp;lentes azuis, que fala de&nbsp;uma maneira muito peculiar, ao&nbsp;menos para George, como um&nbsp;Ingl&ecirc;s&nbsp;Vitoriano, mas o&nbsp;leitor pode reconhecer como sendo o&nbsp;modo contempor&acirc;neo de&nbsp;falar. Ao&nbsp;contr&aacute;rio do&nbsp;que possa parecer, o&nbsp;estranho n&atilde;o&nbsp;&eacute; um&nbsp;viajante do&nbsp;tempo, mas um&nbsp;Ingl&ecirc;s&nbsp;Vitoriano que possui um&nbsp;aparelho espec&iacute;fico, uma esp&eacute;cie de&nbsp;aparelho de&nbsp;televis&atilde;o,&nbsp;que o&nbsp;permite visualizar o&nbsp;que &eacute;, para ele, o&nbsp;futuro (ele aprendeu as&nbsp;g&iacute;rias do&nbsp;s&eacute;culo vinte atrav&eacute;s&nbsp;de&nbsp;leitura labial).</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">Conforme a&nbsp;hist&oacute;ria avan&ccedil;a,&nbsp;George descobre eventualmente que seu pai foi mais habilidoso e&nbsp;genial do&nbsp;que ele jamais soubera; tendo dado in&iacute;cio a&nbsp;experimentos envolvendo a&nbsp;constru&ccedil;&atilde;o&nbsp;de&nbsp;humanos mec&acirc;nicos, chegando at&eacute; a&nbsp;produzir um&nbsp;automato, o&nbsp;Paganinicon, que &eacute; nada menos, do&nbsp;que uma c&oacute;pia exata do&nbsp;pr&oacute;prio George (mas que possui uma destreza ao&nbsp;violino compar&aacute;vel com o&nbsp;pr&oacute;prio Paganini, e&nbsp;tamb&eacute;m&nbsp;ainda mais superiores habilidades sexuais). Inevitavelmente, uma mulher rapta George por engano, pensando ter capturado seu g&ecirc;meo autom&aacute;tico. A&nbsp;natureza do&nbsp;trabalho de&nbsp;seu pai come&ccedil;a&nbsp;a&nbsp;ficar clara para o&nbsp;respeit&aacute;vel relojoeiro (respeit&aacute;vel, ainda que, n&atilde;o&nbsp;muito proficiente em&nbsp;seu trabalho), principalmente porque nenhum dos velhos clientes de&nbsp;seu pai acreditam nos protestos de&nbsp;inoc&ecirc;ncia e&nbsp;inabilidade dele.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">Entre coincid&ecirc;ncias bem constru&iacute;das, aparelhos capazes de&nbsp;partir a&nbsp;Terra no&nbsp;meio, e&nbsp;flertes com a&nbsp;mitologia de&nbsp;Lovecraft, Infernal Devices: A&nbsp;Mad Victorian Fantasy, &eacute; um&nbsp;livro excepcional para quem aprecia o&nbsp;g&ecirc;nero. E&nbsp;quem tiver a&nbsp;oportunidade de&nbsp;l&ecirc;-lo, leia assim que ela surgir. Digo isso n&atilde;o&nbsp;apenas pelos motivos &oacute;bvios, mas por que este &eacute; um&nbsp;livro extremamente dif&iacute;cil de&nbsp;se&nbsp;encontrar, e&nbsp;n&atilde;o&nbsp;tenho nem certeza que existe uma vers&atilde;o&nbsp;em&nbsp;portugu&ecirc;s&nbsp;(eu acho muito prov&aacute;vel que n&atilde;o&nbsp;exista, mas coisas mais estranhas j&aacute; aconteceram, ent&atilde;o&hellip;), ainda assim, mesmo que tenha de&nbsp;import&aacute;-lo, ser&aacute; uma &oacute;tima aquisi&ccedil;&atilde;o,&nbsp;pois n&atilde;o&nbsp;&eacute; sempre que colocamos as&nbsp;m&atilde;os&nbsp;em&nbsp;um livro do&nbsp;sujeito que inventou o&nbsp;termo steampunk. Al&eacute;m&nbsp;de&nbsp;proporcionar uma boa leitura e&nbsp;divertimento, &eacute; claro.</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: large;">Por Karl</span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;">(desesperadamente procurando um&nbsp;<nobr>E-book</nobr> de&nbsp;Infernal Devices)</span></span></span></p>
<p style="center;">
<p style="center;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2008/10/n6771.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-35 alignleft" style="left;" src="http://steampunksp.site50.net/wp-content/uploads/2008/10/n6771-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a></p>
<p style="center;"></p>
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