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	<title>Conselho SteamPunk ~ Loja São Paulo &#187; Steampunk</title>
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	<description>Joguem mais carvão para a caldeira!</description>
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		<title>Seminário Science&#8217;n&#039;Fiction &#8211; A ciência na ficção científica</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 23:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Seminário Science&#8217;n'Fiction, a ser realizado no dia 30 de outubro, das 9h às 18h, na Sala Aloysio Biondi, e que está sendo promovido pelo Grupo de Pesquisa Tecnologia, Comunicação e Cultura de Rede (Teccred), da Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, tem como objetivo a discussão sobre as diversas relações e formas de expressão entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Seminário Science&#8217;n'Fiction, a ser realizado no dia 30 de outubro, das 9h às 18h, na Sala Aloysio Biondi, e que está sendo promovido pelo Grupo de Pesquisa  Tecnologia, Comunicação e Cultura de Rede (Teccred), da Pós-Graduação da  Faculdade Cásper Líbero, tem como objetivo a discussão sobre as  diversas relações e formas de expressão entre o gênero literário Ficção  Científica e a Ciência e a Tecnologia.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/cropped-banner.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1392" title="cropped-banner" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/cropped-banner.jpg" alt="" width="940" height="198" /></a></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Pela primeira vez, a Faculdade Cásper Líbero está promovendo um  evento sobre ficção científica, com foco nas relações entre o gênero e a  ciência/tecnologia.</p>
<p>O <a href="http://teccred.net/" target="_blank">Grupo de Pesquisa: Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede</a> oferece um espaço de debate e reflexão a respeito das tecnologias e das  narrativas da ficção científica em um seminário que reunirá físicos,  engenheiros, comunicólogos, professores, estudantes entre outros.</p>
<p>Confira a programação do evento:</p>
<div>
<p><strong>8h30<br />
Abertura</strong></p>
<p><strong>Lidia Zuin</strong><br />
Estudante  de jornalismo, monitora do site de jornalismo da Faculdade Cásper  Líbero e autora da iniciação científica ‘Wired Protocol 7: um estudo  sobre Serial Experiments Lain e a alucinação consensual do ciberespaço’.<br />
E não, ela não é solteira, eu sabia que você ia perguntar isso.</p>
<p><strong>Walter Lima<br />
</strong>Docente  do Programa de Pós-graduação da Cásper Libero, coordenador do grupo de  Pesquisa Teccred, Pós-doutor em Tecnologia e Comunicação e membro do  Núcleo de Pesquisa em Ciências Cognitiva da USP.</p>
<p><strong>9h<br />
Mesa I &#8211; Ficção Científica e Tecnologia<br />
</strong><em>Como  cientistas e pesquisadores tomam ou podem tomar a literatura de ficção  científica como inspiração para suas investigações e criações.</em></p>
<p><strong>João Zuffo<br />
</strong>&#8220;Ciência e Ficção Científica&#8221;<br />
Prognósticos  sobre a evolução da Ciência e Tecnologia para os próximos decênios  pouco os diferencia da ficção científica, pois, tudo o que se pode  imaginar, desde que não rompa com as leis básicas da física, pode  atualmente ser feito.&#8221;</p>
<p>Professor da Escola Politécnica,  fundador do Laboratório de Sistemas Integráveis da EPUSP e presidente da  LSI-TEC. Autor de 25 livros, dentre eles estão “Flagrantes da Vida no  Futuro”- Editora Saraiva, um livro de ficção científica compromissado  com a imensa evolução científica-tecnológica e às possíveis  conseqüências econômico-sociais advinda dessa evolução, e a coleção &#8220;A  Sociedade e a Economia no Novo Milênio&#8221;, tema de uma série de livros,  abordando as transformações em que a sociedade está mergulhada em função  do desenvolvimento das tecnologias da informação: Volume 1: A  Tecnologia e a Infossociedade. São Paulo, Manole, 2002; Volume 2:  Macroeconomia e Empregos. São Paulo, Manole, 2002 e Volume 3: A  Infoecomonia. São Paulo, Manole, 2003.</p>
<p><strong>João Kogler<br />
</strong>&#8220;Ficção científica, mito e perplexidade&#8221;<br />
<em>Discute aspectos de como a ficção científica nos toca, surpreende e nos levam do deleite à reflexão e desta à inspiração.</em></p>
<p>Formado em Engenharia Elétrica (IMT) e  Física (USP) , possui mestrado na área de Eng. Biomédica (Poli-USP)  e  doutorado nas áreas de Visão Computacional e Processamento de Imagens  (SCR &#8211; Princeton e USP). Foi cientista visitante do INRIA  Sophia-Antipolis (França). Foi empresário e diretor técnico da UBIQSYS,  alliance da National Instruments, Texas. Foi professor em diversas  instituições de ensino superior. Atualmente desenvolve atividades de  pesquisa na área de visão e cognição robótica . Trabalha atualmente no  Departamento de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP.</p>
<p><strong>11h15<br />
Mesa II &#8211; Pós-humanos, cibercultura e robótica<br />
</strong><em>Os  arquétipos da ficção científica que se baseiam e se desenrolam no mundo  real. O que já existe e o que está em desenvolvimento.</em></p>
<p><strong>Jack Castro Holmer<br />
</strong>Mestre  em Comunicação e Linguagens pela UTP- foi Professor da Faculdade de  Artes do Paraná e atualmente é professor da Faculdade Internacional de  Curitiba de e da universidade Tuiuti do Paraná e Artista Plástico.</p>
<p><strong>Fabius Leineweber<br />
</strong>Engenheiro  quimico pela Unicamp (2002), pós-graduando em  biotecnologia/bioinformatica pela USP. Programador experiente em  diversas linguagens, publicou recentemente (2008) <em>Computer-Mediated COmmunincation in Biology&#8221; &#8211; Journal of American Semiotics</em>.</p>
<p><strong>Luis Carlos Petry<br />
</strong>Possui  graduação em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos  (1986) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia  Universidade Católica de São Paulo (2003). Atualmente é professor doutor  &#8211; assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.  Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Novas tecnologias,  atuando principalmente nos seguintes temas: hipermídia, topofilosofia,  novas tecnologias, hermenêutica e comunicação.</p>
<p><strong>13h15 -</strong> <strong>Almoço</strong></p>
<p><strong>14h30<br />
Mesa III &#8211; O Cyberpunk é agora?<br />
</strong><em>Um debate sobre a vertente da ficção científica e suas correlações com a atualidade.</em></p>
<p><strong>Adriana Amaral<br />
</strong>Jornalista,  mestre e doutora em Comunicação Social pela PUCRS com Estágio de  Doutorado em Sociologia da comunicação pelo Boston College, EUA.  Atualmente é professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em  Ciências da Comunicação da UNISINOS e autora de Visões Perigosas. Uma  arque-genealogia do cyberpunk.</p>
<p><strong>Fábio Fernandes<br />
</strong>Jornalista,  tradutor e escritor. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.  Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias  Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP, é autor dos livros <em>A Construção do Imaginário Cyber: William Gibson</em>, <em>Criador da Cibercultura</em> (2006), <em>Os Dias da Peste </em>(2009) e <em>Os Anos de Silício</em> (no prelo).</p>
<p><strong>Rodolfo Rorato Londero<br />
</strong>Doutorando  em Estudos Literários pela Universidade Federal de Santa Maria, Mestre  em Estudos Literários e Bacharel em Comunicação Social &#8211; Habilitação em  Jornalismo, ambos pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Tem  experiência nas áreas de Comunicação e Letras, atuando principalmente  nos seguintes temas: teorias da publicidade, cyberpunk e pós-modernismo.</p>
<p><strong>16h45<br />
Mesa IV &#8211; Movimentos culturais sci-fi<br />
</strong><em>Como  a ficção científica une pessoas e promove movimentos culturais pela  cidade de São Paulo. Apresentação de fãs de Steampunk e Star Wars  vestidos a caráter.</em></p>
<p><strong>Carlos Felippe<br />
</strong>Artista  plástico, editor do site da Loja São Paulo do Conselho Steampunk,  colunista do site OutraCoisa.com.br, um dos membros-fundadores do  Conselho Steampunk e tal, e coisa &#8230;.  é esse sou eu,  é esse é meu nome.  Se você não sabia, quer dizer que você não costuma ler esse site.</p>
<p><strong>Cauê Nicolai<br />
</strong>Estudante  a prazo de filosofia; desenvolvedor, programador e gestor web na maior  parte do tempo. Mas é quando se dedica à música eletrônica/industrial <em>underground</em> que está sua paixão: foi moderador da lista de discussão Rejekto  durante quatro anos; é músico de suporte nos shows do projeto de <em>Electro-Industrial</em> kFactor e do projeto de <em>EBM/Industrial</em> Tatari Gami; membro do Atari Game, duo que produz música com sonoridade  que remete à decada de 1980, além de ser organizador e DJ da festa PÓS e  do CyberCarnival, que estreiará em 2011. Seu projeto atualmente é  construir um cenário mais favorável aos gêneros eletrônicos e  industriais <em>underground</em> através de festas, festivais e divulgação dos lançamentos pelas redes sociais.</p>
<p><strong>Marcelo ‘Chewie’ Forchin<br />
</strong>Representante do grupo paulista de Star Wars, Conselho Jedi.</p>
<p><strong>Henrique Kipper<br />
</strong>Frequentador  da cena Gótica paulistana desde o começo de 1990. Organiza eventos  Góticos e Darkwave mensais e páginas informativas sobre a subcultura  Gótica desde 2004. Também é cartunista, ilustrador e quadrinhista  desde  1988, e professor de Inglês e Português.</p>
<p><strong>18h<br />
Encerramento</strong></p>
<p><strong> </strong>Acompanhe o twitter e o blog do Seminário: <a title="http://twitter.com/sciencenfiction" href="http://twitter.com/sciencenfiction">http://twitter.com/sciencenfiction</a> e <a title="http://sciencenfiction.wordpress.com/" href="http://sciencenfiction.wordpress.com/">http://sciencenfiction.wordpress.com</a><br />
<strong><br />
E faça sua inscrição!<br />
</strong></p>
<p><strong>Inscrições:</strong> Envie seu nome e instituição que representa para  <a href="mailto:eventos@casperlibero.edu.br">eventos@casperlibero.edu.br</a> e aguarde o e-mail confirmando sua participação.</p>
<p>O  Seminário também será transmitido ao vivo pela internet. Se você tiver  interesse em assisti-lo via web, envie para o mesmo e-mail acima seu  nome e instituição que representa, comunique seu interesse e aguarde o e-mail indicando o link.<br />
Os interessados em participar do Seminário, e que não são do corpo  docente e discente da  Cásper Líbero, devem enviar nome, rg, telefone e  instituição que pertence para retorno da confirmação da inscrição via  e-mail.</p>
<p style="text-align: right;">
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1391" title="1287096748" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/12870967481.jpg" alt="" width="600" height="300" /></p>
<p><em><strong> Por Karl</strong></em><br />
<em>(Que dispensa o abraço do robô)</em></p>
</div>
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		<title>O Deus Máquina de John Murray Spear</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 22:17:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi antes da Guerra Civíl acontecer. Um tempo de inovações tecnológicas, mas a luz elétrica ainda estava distante. A seringa hipodérmica já havia sido inventada mas a anestesia ainda não existia. A escravidão ainda estava dentro da lei. Havia a Guerra da Crimeia. Nessa época Sir Richard Burton, disfarçado como mercador árabe, fez sua famosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong><br />
</strong></em></span></span></span></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><span style="font-size: small;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Infinite_Clockworks_by_Ratys.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1363" title="Infinite_Clockworks_by_Ratys" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Infinite_Clockworks_by_Ratys.jpg" alt="" width="551" height="411" /></a><br />
Foi antes da Guerra Civíl acontecer.<br />
Um tempo de inovações tecnológicas, mas a luz elétrica ainda estava distante.<br />
A seringa hipodérmica já havia sido inventada mas a anestesia ainda não existia.<br />
A escravidão ainda estava dentro da lei.<br />
Havia a Guerra da Crimeia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Nessa época Sir Richard Burton, disfarçado como mercador árabe, fez sua famosa visita a Meca e Medina, Filippo Pacini descobre a bactéria causadora da Cólera, Oscar Wilde nasce; e a pedido de um grupo de cervejeiros o célebre Louis Pasteur começa a estudar técnicas de fermentação.<br />
Havia muito vapor naquela época, havia carvão, trens, e havia John Murray Spear.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: small;">John Murray Spear foi um ministro universalista, advogado dos direitos femininos, ativista contra pena de morte e um abolicionista proeminente. Por volta de 1852, ele começou a transmitir mensagens espirituais as pessoas, também passou a realizar sessões de “cura magnética” por imposição das mãos.  Apesar dessas coisas Spear não conseguiu muita fama no movimento espiritualista da época. E no que se refere a notoriedade, ele era apenas mais um </span><span style="font-size: small;"><em>médium</em></span><span style="font-size: small;"> de temperatura </span><span style="font-size: small;"><em>média </em></span><span style="font-size: small;"> no que se refere a notoriedade&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span><span style="font-size: small;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_818_5.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1359" title="fortean_times_818_5" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_818_5-237x300.jpg" alt="" width="232" height="300" /></a>Nascido em boston, em 1804, e batizado em homenagem ao fundador do ramo americano da igreja Universalista, John Murray Spear foi descrito como um homem “gentil, bondoso, e ingênuo” mas possuidor de uma mente peculiar. Quando seu pai morreu, a família foi deixada na pobreza, o jovem John Murray Spear passou por diversos empregos, até entrar em contato com as idéias universalistas de que todas as almas seriam salvas, e que incentivava a visão de toda a criação como sendo um único movimento que avançava em direção ao grande desfecho de bençãos universais e amor universal. Tornou ministro da igreja Universalista aos 24 anos, e em 1830 já era casado e possuía a própria igreja em Barnstable, Massachusetts.<br />
Os pontos de vista reformistas de Spear sobre temperança, escravidão, e direitos das mulheres o tornaram impopular com sua congregação, e em 1840 ele já havia perdido a sua igreja em Barnstable e sido expulso de outras em New Bedford e Weymouth. Por conta de seus trabalhos para melhorar condições penitenciárias e abolir a pena de morte, Spear acabou recebendo o apelido de </span><span style="font-size: small;"><em>“O amigo dos prisioneiros”</em></span><span style="font-size: small;">. Após um discurso anti-escravista em Portland Maine, Spear foi espancado por uma turba insatisfeita, e após meses de invalidez em cima de uma cama, ele começou apoiar operações da </span><span style="font-size: small;"><em>“Underground Railroad”</em></span><span style="font-size: small;">, ajudando escravos fugidos a alcançarem o Canadá.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/foxsisters5.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1361" title="foxsisters5" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/foxsisters5-221x300.jpg" alt="" width="255" height="347" /></a>Enquanto Spear fazia dava continuidade a seus trabalhos coisas estranhas aconteciam no mundo, mais precisamente em uma casa de Hydesville, na área rural de Nova York, onde vivia a família Fox. A família se mudara para uma casa que tinha a fama de ser assombrada, e o que começou com pequenos barulhos inexplicáveis durante a noite, em pouco tempo já havia se desenvolvido em um completo fenômeno conhecido por &#8216;poltergeist&#8217;.<br />
Durante meses e meses, a família foi incomodada por barulhos, mesas e estantes que se moviam sozinhas, janelas se abrindo e batidas noturnas sem explicação, até que em março, uma das três filhas do Sr. Fox, começou a se comunicar com o causador dos barulhos. Kate Fox desafiou quem estivesse fazendo os barulhos a emitir um som a cada vez que ela estalasse os dedos. E assim ocorreu. Depois ela pediu para que batesse o número correspondente a idade de cada menina. E assim ocorreu. Os vizinhos foram chamados para testemunhar aquilo, e nos dias seguintes um tipo de código foi desenvolvido para a comunicação. O “espirito”, a que as meninas inicialmente chamavam </span><span style="font-size: small;"><em>“Sr. Pé Fendido”</em></span><span style="font-size: small;"> se revelou como sendo o fantasma de um comerciante chamado Charles B. Rosma, que teria sido assassinado cinco anos antes, e enterrado no porão da casa. Vizinhos foram chamados para cavar o porão, e alguns pedaços de ossos foram encontrados, mas somente em 1904 um esqueleto foi encontrado em uma parede do porão. No mesmo dia em que Kate Fox começou suas conversas com o espirito, Andrew Jackson Davis, que viria a ser conhecido como “O vidente de Poughkeepsie” teve uma revelação:<br />
</span><span style="font-size: small;"><em>&#8220;</em></span><span style="font-size: small;"><em>Esta madrugada, um sopro quente passou pela minha face e ouvi uma voz, suave e forte, que me disse: &#8216;Irmão, um bom trabalho foi começado. Olha!, surgiu uma demonstração vivente.</em></span><span style="font-size: small;"><em>&#8220;</em></span><span style="font-size: small;"><br />
A era do espiritualismo começava.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/ben_franklin.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1367" title="ben_franklin" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/ben_franklin-230x300.jpg" alt="" width="272" height="354" /></a>As irmãs Fox começaram a fazer demonstrações mediúnicas publicas, e em um espaço de cinco anos, o espiritualismo era comum e podia ser encontrado em todo lugar. O assunto era discutido em festas e jantares, e sessões era realizadas igualmente por amadores e por profissionais. Devido a sua falta de hierarquia, promessas de possibilidades ilimitadas, e pela maneira como desafiava os pontos de vista comuns, muitos reformistas foram atraídos para o espiritualismo, entre eles estava John Murray Spear, que em 1851 deixou a igreja e se tornou um espiritualista. Spear desenvolveu poderes de transe mediúnico, e com a ajuda dos espíritos de Emanuel Swedenborg, Benjamin Franklin, e Oliver Dennett (que cuidara dele quando fora atacado por uma turba raivosa), ele passou a viajar de cidade em cidade realizando curas por imposição de mãos ou psicografando receitas. Demonstrações publicas onde, em transe, espiritos falavam, através dele, sobre inúmeros assuntos, como saúde, política, e até mesmo uma tese sobre geologia, assunto sobre o qual Spear afirmava ser totalmente ignorante, eram realizadas, e entre os projetos recebidos através dos espíritos, estava um experimento em que Spear, se sujeitando a troça de seus contemporâneos, procurava promover a influência e controle de espíritos com a ajuda de baterias de zinco e cobre, dispostas sobre uma pessoa como uma armadura.</span></p>
<p>Apesar de tudo isso, Spear ainda não passava de um ilustre desconhecido quando comparado a Andrew Jackson Davis ou as irmãs Fox, mas isso mudaria após uma jornada espiritual até Rochester, Nova York, onde finalmente, a missão de John Murray Spear foi revelada.</p>
<p><span style="font-size: small;"><br />
<em>Em algum ponto de 1853, Spear deixou de ser apenas mais uma nota de rodapé dos anais do espiritualismo, e foi elevado da mediocridade para domínios magnificamente incomuns&#8230; isso sem mencionar exóticos, excêntricos e com um quê de assombrosos&#8230;</em></span></p>
<p><span style="font-size: small;"> <a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/clockworks-iii.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1368" title="clockworks-iii" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/clockworks-iii.jpg" alt="" width="196" height="456" /></a>No ano de 1853, John Murray Spear teria sido contatado por espíritos com uma “aparente orientação mecanizada”, incluindo entre eles, o fantasma de Benjamin Franklin: a <em>“Associação dos Eletrificantes” </em>que interessados em dar a humanidade nova tecnologia, comandaram-no para que percorresse o mundo e construísse um aparelho que elevaria a ele, e a raça humana a um novo patamar.<br />
Auto declarando-se o médium escolhido, ou “agente geral na Terra”, dos espíritos de John Murray, Thomas Jefferson, Benjamin Rush, Benjamin Franklin e outros distintos falecidos, que juntos haviam formado um <em>“Congresso dos Espíritos”,</em> Spear atestou que o “Congresso” iria transmitir planos para refazer sociedade; mensagens de Jefferson contra a escravidão, de Rush sobre inovações medicinais e de saúde, instruções para a fundação de utópicas sociedades espiritualistas; tudo isso através dele próprio.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Os espíritos científicos, e de <em>“orientação mecanizada”,</em> lhe prestariam assistência em avanços tecnológicos, incluindo não só melhorias em máquinas de costura, mas também maquinas elétricas pensantes, naves elétricas, aparelhos de moto-perpétuo, e até projetos para redes telepáticas intercontinentais.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mas a primeira e mais importante tarefa de Spear, seria a construção do Novo Motor, o ultimo, e maior presente celestial para os homens, um benefício universal que traria </span><span style="font-size: small;"><em>“nova vida a todas as coisas, animadas e inanimadas”. </em></span><span style="font-size: small;"><br />
</span><span style="font-size: small;"><em>“O Salvador físico da humanidade”</em></span><span style="font-size: small;"> foi como Spear descreveu o Motor. Sobre seu misterioso funcionamento, ele alegou ser movido pelo “</span><span style="font-size: small;"><em>poder da reserva magnética da natureza, e portanto, seria independente de fontes artificiais de energia como era o corpo humano”.</em><br />
Lentamente, Spear atraiu um culto de seguidores,que faziam exatamente isso, seguiam atrás dele e do Novo Motor, que idolatravam como um deus, por todo nordeste dos Estados Unidos. Eventualmente, Spear e essa pequena turba de fiéis chegou a pequena cidade de Lynn, Massachussetts; uma cidade pobre e sem empregos, que um dia foi conhecida por sua produção de sapatos, e que também possuía uma história cheia de feitiçaria, combustão espontânea, monstros marinhos e inúmeras revoltas. No alto de High Rock, uma colina que se elevava 52 metros sobre a cidade de Lynn assentou-se em um um galpão, onde Spear e seus vários seguidores gastariam uma pequena fortuna em cobre, zinco e magnetos enquanto trabalhavam para trazer ao mundo o </span><span style="font-size: small;"><em>“Novo Poder Motivador”</em></span><span style="font-size: small;">, ou, como alguns chamavam:</span><span style="font-size: small;"><em>“O Deus Máquina”</em></span><span style="font-size: small;">.</span><span style="font-size: small;"> <a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_819_5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1360" title="fortean_times_819_5" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_819_5.jpg" alt="" width="547" height="338" /></a>No grupo que auxiliava Spear e os Eletrificantes estavam o editor do jornal espiritualista Nova Era, Reverendo S.C. Hewitt, o editor do Espiritualista da Nova Inglaterra, Alonzo E. Newton, e uma mulher identificada apenas como </span><span style="font-size: small;"><em>“a nova Maria”</em></span><span style="font-size: small;">.<br />
Para trazer vida ao Novo Messias, quatro etapas foram realizadas, começando com Spear transmitindo os planos dos Eletrificantes, enquanto se encontrava em um </span><span style="font-size: small;"><em>“estado de elevação”</em></span><span style="font-size: small;">. A construção do corpo deveria durar nove meses, e durante esse tempo, Spear receberia duzentas revelações que informariam os detalhes da construção do Novo Motor, pedaço por pedaço. A total falta de conhecimentos científicos de Spear era considerada uma vantagem, pois isso o tornava menos inclinado a fazer alterações pessoais nos planos transmitidos pelos Eletrificantes, levado por lógica ou interpretações divergentes.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Salvo alguns desenhos feitos a partir de descrições, não temos até hoje a minima ideia de como </span><span style="font-size: small;"><em>“O Salvador físico da humanidade”</em></span><span style="font-size: small;"> de John Murray Spear se parecia realmente. É claro que isso não diminui o fato que tanto Spear, quanto sua traquitana mecânico-espiritual  realmente existiram, tendo sido até documentados pelo eminente Lewis Spencer em sua Enciclopédia de Ocultismo.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> <a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_817_12.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1358" title="fortean_times_817_12" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fortean_times_817_12.jpg" alt="" width="286" height="430" /></a>O Deus máquina supostamente era um construto impressionante. Ele repousava sobre uma mesa de madeira, do centro da mesa se erguiam duas formas metálicas, conectadas no topo por um eixo de aço móvel. O eixo suportava um braço de aço de onde, das extremidades, ficavam suspensas duas grandes esferas de aço com magnetos em seu interior. Sob as esferas aparecia uma curiosa formação, um tipo de plataforma oval, formada de uma peculiar combinação de metais e imãs.</span><span style="font-size: small;"> Diretamente sobre isso, eram suspensas várias placas de zinco e cobre, arranjadas alternadamente, isso afirmava-se, servia para corresponder ao cérebro como uma reserva elétrica. Elas eram suportadas com condutores metálicos, ou atratores, que se elevavam para atingir um estrato superior da atmosfera de onde conseguiriam a energia diretamente.<br />
Em combinação com estas partes principais eram ajustadas varias barras metálicas, placas, arames, magnetos, substancias insulantes, e peculiares compostos químicos. Em certos pontos da circunferência destas estruturas, e conectadas com o centro, pequenas esferas de aço ocultando magnetos eram suspensas. Uma conexão metálica com a terra, tanto positiva quanto negativa, correspondendo com os dois membros inferiores, esquerdo e direito, do corpo, também foram construídos.<br />
Em adição aos <em>“membros inferiores”</em>, o motor era equipado com um arranjo para <em>“inalação e respiração.”</em> Um grande roda volante dava ao motor uma aparência mais profissional. Isso entretanto, era apenas um modelo de trabalho; a versão final seria muito maior e custaria 10 vezes mais.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">O corpo de metal foi carregado com uma maquina elétrica o que resultou em um <em>“movimento vibratório levemente pulsante” </em>observado nas estruturas ao redor da mesa”.<br />
Seguinte a este tratamento, o aparelho foi exposto a indivíduos de ambos os sexos, cuidadosamente selecionados, que eram trazidos em sua presença um de cada vez, em ordem de elevar o nível de vibrações.</span> Depois disso, Spear se fechou em um construto de metal e gradualmente entrava em contato com a máquina. Durante este tempo Spear permanecia em um pesado transe, que de acordo com um clarividente que presenciou o acontecimento, produzia uma linha de luz, como um cordão umbilical, que ligava Spear e a máquina.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fw_016Bicycle.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1362" title="fw_016Bicycle" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fw_016Bicycle.jpg" alt="" width="583" height="358" /></a></p>
<p><span style="font-size: small;">Ao fim dos nove meses, a moça identificada como </span><span style="font-size: small;"><em>“Nova Maria”</em></span><span style="font-size: small;">, que já apresentava sintomas de uma gravidez, recebeu uma visão do Novo Motor, e em 29 de Junho de 1854, subiu a High Rock para a etapa final, e enquanto estava na presença do construto, sofreu </span><span style="font-size: small;">“dores do parto”</span><span style="font-size: small;"><em> </em></span><span style="font-size: small;">por mais de duas horas. Depois da moça ter terminado suas “contrações” ela se levantou do chão e tocou a máquina. O que ocorreu depois não é claro, mas sabe-se que algo aconteceu&#8230; de acordo com o testemunho dos presentes pulsações eram aparentes no Motor. Spear afirmou que durante vários segundos a máquina se moveu sozinha.<br />
O jornal Nova Era clamava “A COISA SE MOVE” em sua primeira página. </span><span style="font-size: small;"><em>“O tempo da retribuição chegou por fim, e logo a carreira da humanidade irá para o alto e avante – uma nobreza poderosa e uma carreira divina.”</em></span><span style="font-size: small;"> Spear proclamou a chegada do </span><span style="font-size: small;"><em>“Novo Poder Motivacional, o Salvador Físico, Ultimo Presente Celeste ao Homem, Nova Criação, Grande Revelação Espiritual da Era, Pedra Filosofal, Arte das Artes, Ciência das Ciências, o Novo Messias”.</em><br />
Os movimentos da máquina permaneceram ínfimos, mesmo com a Nova Maria dando atenção materna ao construto, mas isso foi atribuído ao infante elétrico ser um recém nascido.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> <a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/P01101.png"><img class="alignright size-full wp-image-1365" title="P01101" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/P01101.png" alt="" width="260" height="372" /></a>O célebre Andrew Jackson Davis escreveu uma longa crítica ao projeto, e embora louve Spear como um homem <em>“fazendo o bem com todo o seu coração, sem dúvida nenhuma, puro”</em> e como um destemido defensor das causas desfavorecidas, ele sugeriu que Spear talvez tenha confundido suas próprias vontades ocultas com diretrizes de espíritos, ou então que tenha sido usado por entidades irresponsáveis para que realizasse o projeto. Davis afirmou que acreditava que toda a complicada construção da máquina, que sem dúvida era uma excelente obra de construção e perícia humana, era prova de que inteligências superiores estavam envolvidas em sua criação, pois Spear era <em>“intelectualmente desqualificado para o desenvolvimento de ciência absoluta”.</em><br />
Após a crítica de Davis, os Eletrificantes sugeriram que uma mudança de local traria a máquina um ambiente mais propício para que se desenvolvesse, então o Novo Messias foi movido para um galpão na cidade de Randolph, onde segundo eles, haveria a vantagem de uma posição elétrica favorável. </span></p>
<p><span style="font-size: small;">A história poderia ter terminado de outra maneira; talvez com o desaparecimento de Spear, levando o Motor para algum lugar do deserto, alguma Ascensão para um tipo de nirvana da engenharia, ou ter se perdido apenas para ser reencontrado, para nossa fascinação e deleite, no celeiro de alguma fazenda isolada. Mas, tristemente, a vida real é com muita frequência recheada de clichês, e é bem provável que os ultrajados cidadãos de Randolph que invadiram o galpão e destruíram o Motor em pedaços, estivessem carregando tochas, rastelos e foices. </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jackson-frankenstein-mob.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1364" title="jackson-frankenstein-mob" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jackson-frankenstein-mob.jpg" alt="" width="658" height="438" /></a><br />
Como o Novo Motor se parecia realmente? Um Jesus mecanizado? Um messias a vapor? Um salvador movido a corda? Um Deus locomotiva? E por que a reação conservadora da população? O mais provável é que nunca saberemos. Spear não era um conservador, segundo ele, sua missão era a de transformar a humanidade, ele acreditava que a tecnologia era a força mais poderosa daquela era, e que poderia ser usada para servir causas mais elevadas espiritualmente quando a humanidade estivesse pronta. O palpite é aqui, é que ainda não estava.</span></p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/415919579_ff441b2200.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1366" title="415919579_ff441b2200" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/10/415919579_ff441b2200.jpg" alt="" width="553" height="368" /></a><br />
Mesmo assim, quem sabe?<br />
Talvez, alguém, algum dia, descobrirá um estranho pedaço de maquinaria pneumática, uma mistura desajeitada de vidro e cobre, uma coleção de engrenagens e pêndulos em um velho celeiro, sobre a boca fechada de um poço seco, em uma prateleira empoeirada em algum galpão abandonado&#8230; e para sua surpresa e choque, notará certos… movimentos…</p>
<p><span style="font-size: small;">Não, isso não está totalmente certo.<br />
Não movimentos, e sim<em> pulsações </em>…<br />
E então, talvez <em>O Novo Motor</em> de John Murray Spear irá tiquetaquear, ranger, e viver novamente…</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Por Karl</strong></em></span><br />
<em>(que tem uma maquina tiquetaqueante no porão)</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Mistério de Jack Calcanhar de Mola</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 14:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
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		<category><![CDATA[Calcanhar de Molas]]></category>
		<category><![CDATA[Lendas Urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[Spring Heeled Jack]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem, ou o quê foi  Spring Heeled Jack ? Em suas descrições ele aparentava ser um cavalheiro alto, magro, usando um casaco negro e capa. De feições aquilinas, queixo pontudo e com orelhas grandes e afiladas. Um homem de aspecto demoníaco capaz de pular de cinco a dez metros de altura na vertical. Um homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western">
<p>Quem, ou <em>o quê</em> foi  <em><strong> </strong></em><span style="font-size: large;"><em><strong>Spring Heeled Jack ?</strong></em></span></p>
<p>Em suas descrições ele aparentava ser um cavalheiro alto, magro, usando um casaco negro e capa. De feições aquilinas, queixo pontudo e com orelhas grandes e afiladas. Um homem de aspecto demoníaco capaz de pular de cinco a dez metros de altura na vertical. Um homem de olhos vermelhos brilhantes como faroletes e capaz de vomitar chamas brancas e azuis. Um homem a prova de balas e que usava garras metálicas em seus dedos. Um demônio travesso a solta pelos telhados. Um psicopata  em posse de tecnologia a frente de seu tempo.<br />
O terror de Londres.</p>
<p class="western"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/CSatEPoCI_001_024.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1287" title="CSatEPoCI_#001_024" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/CSatEPoCI_001_024.jpg" alt="" width="658" height="343" /></a></p>
<p class="western">
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-size: large;"><em><strong>O Terror de Londres</strong></em></span></p>
<p>Lendas urbanas existem desde que as primeiras cidades surgiram, e casos estranhos ou inexplicáveis há muito mais tempo que isso, mas a história de Spring Heeled Jack tem um diferencial. Foi a primeira a ser oficialmente registrada como um fenômeno real, e mais do que isso, uma ameaça a segurança publica. Muitas teorias já foram formadas sobre quem teria sido Jack; sua aparência peculiar, e sua habilidade de dar saltos extraordinários lhe renderam uma popularidade tamanha que de ameaça publica, ele passou a ser o assunto de diversas obras de ficção</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring13.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1292" title="spring13" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring13.jpg" alt="" width="186" height="287" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/index.28.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1288" title="index.28" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/index.28.gif" alt="" width="199" height="286" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring15.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1293" title="spring15" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring15.gif" alt="" width="173" height="287" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring12.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1291" title="spring12" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring12.gif" alt="" width="186" height="287" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring11.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1290" title="spring11" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring11.gif" alt="" width="168" height="290" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring321.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1303" title="spring32" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring321-216x300.jpg" alt="" width="211" height="292" /></a></p>
<p>O primeiro avistamento ocorreu em Setembro de 1837, quando um respeitável homem de negócios voltava para casa tarde da noite, ao fazer uso de um atalho, o cavalheiro em questão presenciou o mais notável feito de uma figura sombria que surgiu em seu caminho. Um estranho misterioso cruzou seu caminho após ter saltado os portões do pequeno cemitério que ladeava o atalho. Um salto apenas, sobre um portão de no minimo três metros de altura. O estranho foi descrito como tendo o nariz, queixo e orelhas grandes e pontudos, e olhos que brilhavam como lanternas.<br />
Pouco tempo depois foi dito que a mesma figura cruzou o caminho de um grupo de pessoas, três mulheres e um homem. Assustados, todos correram, menos uma mulher chamada Polly Adams, que tendo ficado para trás, foi alcançada pelo estranho que rasgou sua blusa e arranhou sua barriga, o choque fez Adams desmaiar, e ela foi mais tarde encontrada por um policial em patrulha.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring43.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1297" title="spring43" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring43.gif" alt="" width="502" height="549" /></a></p>
<p class="western">Um mês mais tarde, uma garota que atendia pelo nome de Mary Stevens, se dirigia a seu trabalho em Lavender Hill, após uma visita aos pais que moravam em Battersea. Segundo consta em sua declaração, quando já se encontrava em Clapham Commom (na passagem com o <em>tranquilizante</em> nome de Cut Throat Lane), uma estranha figura saltou sobre ela vindo de um beco escuro. Após imobilizá-la, segurando seus braços com uma das mãos, o estranho beijou se rosto e a apalpou com uma mão “fria e mole com a de um cadáver”. Em pânico, a garota gritou, o que fez seu atacante fugir rapidamente. Os gritos atraíram vários residentes do local que se puseram a buscar o agressor, mas ninguém foi encontrado</p>
<p>No dia seguinte o estranho foi avistado em um local próximo a casa de Mary Stevens. Ele saltou em frente a uma carruagem que passava, fazendo com que o condutor perdesse o controle dos cavalos e colidisse o carro, se machucando seriamente na colisão. Testemunhas afirma ter visto o estranho fugir pulando um muro de mais de dois metros sem o minimo esforço, enquanto ria uma gargalhada estridente. Pouco depois do incidente da carruagem, outra mulher foi atacada perto de Clapham Curch. Neste incidente foram deixadas evidências físicas do assaltante. Os investigadores descobriram duas pegadas com 7 ou 8 centímetros de profundidade. A profundidade das pegadas sugeriram aos investigadores que o atacante usava algum tipo de mecanismo de molas em seus calçados, como os que haviam sido testados pelos alemães durante a guerra (embora tais aparatos tivesse resultado em falhas em 85% dos testes, pois o impacto causava fraturas nas pernas e quadris).</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring41.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1296" title="spring41" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring41.gif" alt="" width="441" height="570" /></a></p>
<p>Mas isso foi o suficiente para os boatos, já abundantes, correrem, e logo a imprensa e o publico deram ao misterioso maníaco o apelido<em> Spring-heeled Jack</em> (Jack calcanhar de mola).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong> Ameaça a segurança publica </strong></span></span><span style="font-size: medium;"><em><strong>(Jack be nimble, Jack be quick&#8230;)</strong></em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><em><strong><br />
</strong></em></span></p>
<p><em><strong><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring16.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1308" title="spring16" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring16.gif" alt="" width="300" height="222" /></a></strong></em><span style="font-size: medium;"><strong> </strong></span>Alguns meses depois, em  9 Janeiro de 1838, o Prefeito de Londres, Sir John Cowan declarou Spring Heeled Jack uma ameaça publica. Em uma sessão publica conduzida na Mansion House, o Prefeito revelou uma reclamação que recebera de um residente de Peckham, e que mantivera em segredo até obter novas informações. A carta relatava diversos ataques em vilas perto de Londres, todos feitos por algum indivíduo, ou mais de um, disfarçado de assombração, urso, ou diabo. Tal indivíduo, ou indivíduos teria invadido jardins assustando os moradores das residências, e já tendo causado desmaios em sete diferentes moças; duas das quais que teriam ficado com graves sequelas nervosas, e provavelmente se tornando fardos para suas respectivas famílias. Eu uma das casas, ele teria tocado o sino de uma residência, e quando a servente da casa abriu a porta, o choque do susto foi tamanho que a moça teria perdido os sentidos e entrado em choque, do qual até o momento não saíra.</p>
<p>Embora o prefeito tenha permanecido cético, membros da audiência confirmaram que garotas de “<em>Kensigton, Hammersmith e Ealing já haviam contado sobre este espectro ou demônio”</em>. O assunto foi reportado no <em>The Times </em>daquele dia, e em outros jornais Ingleses no dia seguinte. E um dia depois (11 de Janeiro), a mesa do prefeito se mostrava repleta de cartas de diversos locais de Londres, reclamando de “truques perversos” que estavam sendo pregados. A grande quantidade de cartas sugere que a história já havia se espalhado por todo o subúrbio de Londres. Um dos correspondentes afirmou que diversas jovens em Hammersmith haviam sido assustadas ao ponto de terem ataques, e algumas teriam sido <em>“seriamente feridas pelos que pareciam ser  as garras que o descrente usava em suas mãos”</em>. Outro clamava que várias pessoas em Brixton, Camberwell, Stockwell e Vauxhall teriam morrido de medo, ou tido ataques; e outro ainda dizia que o misterioso assaltante teria sido avistado repetidamente em Blackheath e em Lewisham.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring45.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1298" title="spring45" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring45.gif" alt="" width="460" height="577" /></a></p>
<p>Um relato do <em>The Brighton Gazette</em> foi publicado no <em>The Times</em> de 14 de Abril de 1838 contava como um jardineiro em Rosehill, Sussex, fora aterrorizado por um desconhecido vestido de urso. E embora o incidente não lembrasse muito os outros, o <em>The Times</em> afirmou que <em>“Spring Heeled Jack aparentemente achou o caminho da costa de Sussex”</em>. O incidente ocorrera no dia 13, e o jardineiro fora perseguido por uma criatura usando uma pele de urso, e que saltou o muro logo depois.</p>
<p>O Prefeito achava que “grandes exageros” havia sido feitos, e que era impossível  <em>“que uma assombração realizasse os feitos de um demônio sobre a terra”</em>, mas por outro lado, pessoas de sua confiança haviam lhe informado de uma servente em Forest Hill que teria sido assustada ao ponto de ter ataques, por uma figura usando uma pele de urso. Confiante de que a pessoa, ou pessoas, envolvidas nesta “pantomima perversa” seriam capturadas e punidas, a policia foi instruída a manter vigilância e recompensas foram oferecidas.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring37.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1295" title="spring37" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring37.gif" alt="" width="392" height="571" /></a></p>
<p>Grupos de busca oficiais e voluntários foram formados para caçar o indivíduo responsável pelos ataques. E apesar das vítimas normalmente não saírem com ferimentos mais graves que arranhões dos ataques de Jack, pelo menos um assassinato foi atribuído a ele uma vez.<br />
Foi durante esta época que o grande Duque de Wellington, já com 70 anos na época, se juntou a busca, e, de acordo com os boatos, ficou frente a frente com Spring Heeled Jack mais de uma vez. Mas os grupos nunca conseguiram encontrar Spring Heeled Jack, e nos meses seguintes, os ataques se intensificaram.</p>
<p class="western"><span style="font-size: large;"><em><strong>Os casos de Scales &amp; Alsop</strong></em></span></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p class="western"><strong> <span style="font-weight: normal;">Talvez os incidentes mais conhecidos envolvendo Spring Heeled Jack foram os ataques a duas adolescentes, Lucy Scales e Jane Alsop, em Fevereiro de 1838, ambos com apenas alguns dias de distância entre si. Os casos  foram amplamente coberto pelos jornais da época, incluindo o <em>The Times</em>.</span></strong></p>
<p class="western"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring17.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1312" title="spring17" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring17.jpg" alt="" width="337" height="517" /></a>As 8:30 PM, Lucy Scales, com 18 anos de idade, e sua irmã mais nova Margaret, retornavam para casa após visitar seu irmão, um açougueiro que morava em uma área respeitável de Limehouse. A senhorita Scales afirmou em seu depoimento que ela e a irmã, estavam passando por Green Dragon Alley quando viram uma pessoa parada perto da passagem. Assim que se passou perto da pessoa, que usava uma longa capa negra, Scales que andava a frente de sua irmã, foi surpreendida quando o estranho cuspiu uma chama azul em seu rosto, cegando-a. O choque foi tamanho que Scales imediatamente foi ao chão, acometida por violentas convulsões que continuaram por horas. Após o ataque, foi dito que a pessoa fugiu, saltando para o telhado de uma casa.</p>
<p>O irmão de Lucy, teria escutado os gritos de suas irmãs, que há pouco havia deixado sua casa, e correu para ajudá-las, as encontrando em Green Dragon Alley. Lucy foi levada para casa e lá, Margaret contou o que havia ocorrido. Ela descreveu o atacante como alguém alto, magro, e que aparentava ser um cavalheiro. Usava um longa capa, e carregava uma pequena lanterna como as usadas pela policia. O indivíduo não falara nada ou tentara tocá-las, ao invés disso, fugiu rapidamente. A polícia investigou, e interrogou várias pessoas tentando encontrar o autor do ataque, mas tudo foi infrutífero.<br />
A lenda crescia, e com ela a audácia de Jack.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring51.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1300" title="spring51" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring51.gif" alt="" width="365" height="474" /></a>Jane Alsop, também de 18 anos, morava em Bearhind Lane, no distrito de Bow, e estava em casa quando lhe bateram a porta. Do lado de fora estava um homem usando uma capa negra que afirmou ser um policial (uma capa negra fazia parte do uniforme policial da época). O homem pedia alguma fonte de luz, afirmando que haviam encurralado Spring Heeled Jack. Jane, que vivia com seu pai e duas irmãs, correu para buscar uma lanterna para o homem. No momento em que entregava uma vela acesa ao homem, o mesmo retirou sua capa, e <em>“apresentou a mais hedionda e assustadora aparência”</em>, vomitando chamas brancas e azuis de sua boca, enquanto seus olhos brilhavam vermelhos como dois faroletes vermelhos. Alsop declarou que o homem usava uma espécie de elmo, ou capacete em sua cabeça, e que suas roupas eram bem ajustadas, lembrando um macacão de lona branca por baixo do casaco, onde parecia haver uma estrutura de tiras de metal a guisa de costelas. Ela tentou correr de volta para casa, mas o estranho a segurou pelos cabelos e rasgou seu vestido com suas garras, (que Alsop afirmou serem <em>“certamente de alguma substância metálica”</em>) que ele usava nas mãos. A jovem gritou por ajuda, e conseguiu soltar-se dele e correr em direção a casa, onde uma de suas irmãs a puxou para dentro, não sem que antes o estranho a tivesse alcançado nos degraus e a arranhado nos braços e pescoço. O atacante continuou batendo na porta por algum tempo antes de fugir. Testemunhas disseram que Spring Heeled Jack deixou seu casaco ao fugir, e uma outra pessoa foi vista logo depois pegando o casaco e o levando dali, o que levou a policia a acreditar que Jack teria um cúmplice.</p>
<p>Um certo Thomas Millbank chegou a ser preso sob suspeita, quando, pouco tempo após o ataque a Jane Alsop, ele  teria se vangloriado no bar Morgan&#8217;a Arms de que ele era Jack, e de que tinha assustado Jane Alsop, mas logo as afirmações foram desmentidas e Millbank foi liberado por ser incapaz de provar como ele havia feito todos os ataques e prodígios realizados por Spring Heeled Jack.</p>
<p><span style="font-size: large;"><em><strong>Saltando para a fama (e para a infâmia)</strong></em></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Após estes incidentes, Spring Heeled Jack se tornou uma das personagens mais populares da época, mesmo com o medo que inspirava. Seus feitos eram relatados nos jornais, e ele se tornou protagonista de diversos folhetins e Penny Dreadfuls, bem como peças e espetáculos dos teatros populares que abundavam. Em muitos teatros de fantoches, o diabo da história de Punch &amp; Judy foi renomeado Spring Heeled Jack.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Spring-Heeled-Jack.jpg"></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Spring-Heeled-Jack.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1301" title="Spring-Heeled-Jack" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Spring-Heeled-Jack.jpg" alt="" width="545" height="525" /></a></p>
<p>Mas mesmo com sua fama crescendo, os avistamentos de Spring Heeled Jack se tornaram menos frequentes, parando por um curto período antes de voltarem em 1843 quando uma nova onda de ataques começou. Em Norrthamptonshire, ele foi descrito como <em>“a própria imagem do diabo, com chifres e olhos chamejantes”</em>, e em East Anglia os ataques aos coches mensageiros se tornaram comuns.</p>
<p>No inicio de 1870, Spring Heeled Jack continuou a ser avistado em diversos locais. Em Novembro de 1872, o jornal <em>News of the World</em> reportou que Peckham estava em um <em>“estado de comoção devido a uma misteriosa figura de aparência alarmante” </em>afirmando que ele não era outro que não Spring Heeled Jack, que já havia aterrorizado a geração anterior. Histórias similares foram publicadas no <em>The Illustrated Police News</em>. Em Abril e Maio de 1873 ele voltou a aparecer diversas vezes em Sheffield.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Aldershot_Barracks-1866.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1324" title="Aldershot_Barracks-1866" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Aldershot_Barracks-1866.jpg" alt="" width="269" height="136" /></a>Essas noticias continuaram frequentes, em Caistor, Newfolk, diveras pessoas avistaram Spring Heeled Jack viajando através da cidade pulando de telhado em telhado, e relatos similares ocorreram em Londres. Em Agosto de 1877, um dos relatos mais notáveis sobre Spring Heeled Jack veio de um grupo de soldados em Aldershot. Um certo soldado Hohn Regan estava de sentinela quando escutou o barulho de alguém arrastando algo metálico  na estrada. O soldado foi investigar, e não achando nada, voltou ao seu posto. Regan escutou o barulho novamente, e foi investigar, desta vez avistou uma figura na estrada, mas que saltou e desapareceu na escuridão, ao voltar, Regan surpreendeu-se a o ver Spring Heeled Jack ao seu lado, cuspindo chamas azuis, Jack começou a estapear o rosto do soldado com <em>“mãos frias de cadáver” </em>enquanto gargalhava. Outro guarda disparou um tiro contra Jack, mas sem que houvesse qualquer efeito. Jack então saltou uma incrível distância noite a dentro, rindo, enquanto os outros soldados atiravam nele.</p>
<p class="western" lang="pt-BR"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring21.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1341" title="spring21" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring21.gif" alt="" width="172" height="244" /></a>Em suas memórias “Forty Years On” Lord Ernest Hamilton relata as aparições de Spring Heeled Jack. Ele conta que seu regimento havia se mudado para Aldershot, e que aparições similares ocorreram quando estavam em Colchester no inverno anterior. Hamilton afirma que achava que as aparições fossem brincadeiras feitas por um de seus companheiros, um certo Tenente Alfrey, até que presenciou Spring Heeled Jack saltando mais de nove metros e cuspindo chamas azuis de sua boca no rosto do sentinela. O sentinela descreveu seu atacante como um homem alto e magro usando um capacete e uma roupa de lona branca, e que tiros pareciam não surtir efeito contra ele.</p>
<p class="western"><strong> <span style="font-weight: normal;">Um mês depois, em Lincolnshire, Spring Heeled Jack foi visto saltando de casa em casa. Assim como ocorreu em Aldershot, os residentes atiraram nele, desta vez com rifles, sem que isso tivesse efeito algum. As testemunhas atestaram que os tiros que atingiam Spring Heeled Jack faziam um barulho como se estivessem atingindo um objeto metálico</span></strong></p>
<p class="western"><strong><span style="font-weight: normal;"><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring39.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1323" title="spring39" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring39.gif" alt="" width="565" height="330" /></a><br />
</span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-weight: normal;">Em Janeiro de 1879 Spring Heeled Jack atacou mais carruagens que atravessavam pontes em Birmingham e Liverpool, vestido de negro e com olhos luminosos cor de laranja, Jack saltou sobre os cavalos, soltando as parelhas das carruagens.</span></strong></p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/springheel_jack.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1326" title="springheel_jack" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/springheel_jack.jpg" alt="" width="330" height="340" /></a>Pelo fim do século XIX, os avistamentos de Spring Heeled Jack se moviam para o oeste da Inglaterra. Em 1888, em Everton, norte de Liverpool, ele teria aparecido pulando do telhado da igreja de São Francisco, na rua Salisbury. Obervadores disseram que ele saltou da beirada do telhado direto para o chão. Pensando se tratar de um suicida, os transeuntes se apressaram para o ponto onde ele teria caído, apenas para achar um homem de pé, os aguardando. O homem usava uma roupa branca sob um casaco negro e um capacete. Ele caminhou em direção a multidão e saltou para o ar, ganhando os telhados das casas em um único pulo, e indo em direção a William Henry Street, onde continuou sendo avistado até 1904.<br />
Um dos últimos avistamentos ocorreu em 1920, na Estação Central de Londres, onde um homem vestido de branco foi visto saltando de telhado em telhado até desaparecer nas ruas.</p>
<p><span style="font-size: large;"><em><strong>“We don&#8217;t know Jack&#8230;”</strong></em></span></p>
<p>Ninguém nunca conseguiu capturar ou identificar Spring Heeled Jack; combinando isso com suas extraordinárias habilidades, e o longo período de tempo pelo qual agiu, vários tipos de teorias sobre sua identidade surgiram. E enquanto muitos pesquisadores procuram uma explicação mais racional para os eventos, outros preferem se focar nos detalhes mais fantásticos da história e propor uma especulação mais ampla. Outros ainda ignoram todos os registros e classificam o caso como histeria em massa derivada de mitos como o do homem que é perseguido pelo diabo nos telhados das casas, e com contribuições de fatores sociológicos.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1289" title="spring5" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/spring5.jpg" alt="" width="319" height="487" /></a>Explicações paranormais também são abundantes, como a de que ele seria um alienígena com aparência semi-humana, agilidade super-humana (derivada da vida em um mundo de alta gravidade), e características como olhos vermelhos retro-reflectivos e halito de fósforo; ou então de que seria um demônio, invocado acidentalmente, ou deliberadamente por ocultistas, e que se manifestava apenas para criar caos.<br />
Spring Heeled Jack aparentava ser humano, e poderia ser visto como um criminoso comum, mas devido as habilidades extraordinárias que exibia (seus saltos, que quebrariam as pernas e quadril se um humano os tentasse replicar), e ao fato de nunca ter sido pego pelas autoridades, ele pode ser classificado como um dos chamados “atacantes fantasmas”, como o “Gaseador louco de Mattoon” por exemplo.</p>
<p>A possibilidade de Spring Heeled Jack ter sido uma pessoa também existe, e se encaixa nas explicações mais “racionais” embora certos pontos sejam controversos. Essa alternativa também explicaria por que ele nunca foi capturado, por seria ligado a nobreza.<br />
Um dia após o ataque a Jane Alsop, outro incidente ocorreu em Turner Street. Mais uma vez, Spring Heeled Jack bateu em uma porta, e quando foi atendido pediu para falar com o senhor da casa, o Sr. Ashworth. O valete ia chamar seu mestre quando o visitante saiu das sombras em que se encontrava do lado de fora, e o garoto percebeu quem era o estranho que possuía olhos alaranjados brilhando e garras metálicas nas mãos. Spring Heeled Jack então empurrou o garoto e saltou sobre a casa, seguindo pelos telhados de Commercial Road. O jovem valete pode identificar mais uma evidência, pois percebeu que sob a capa, Spring Heeled Jack tinha algo que lembrava uma letra &#8216;W&#8217; dourada sobre o peito, como um brasão.</p>
<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Marquess_of_Waterford.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1320" title="Marquess_of_Waterford" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Marquess_of_Waterford.jpg" alt="" width="263" height="344" /></a>Isso levou a policia a suspeitar de Henry de La Poer Beresford , o Marquês de Waterford. O Marquês era um nobre Irlandês, conhecido pelo seu temperamento, e senso de humor peculiar e muitas vezes cruel. Apelidado de “O Marquês maluco” , Waterford aparecia frequentemente nos jornais por conta de suas brigas, bebedeiras, peças brutais e vandalismo, e é sabido que estava em Londres quando os primeiros ataques ocorreram. Entretanto, os ataques continuaram por muito tempo após a morte do Marquês em 1859.<br />
Em 1880 o reverendo E. Cobham Brewer atestou que o Marquês <em>“costumava se divertir saltando em viajantes incautos, para assustá-los, e de tempos em  tempos outros seguiam seu tolo exemplo e faziam o mesmo”</em> essa ideia parece ser aceita entre muitas pessoas, que acreditam que Spring Heeled Jack não seria uma criatura sobrenatural, e sim uma pessoa, ou mais pessoas, dotadas de um senso de humor macabro. O papel do Marquês de Waterford nesta questão tem sido aceito por vários pesquisadores, que sugerem que uma experiência humilhante envolvendo uma mulher e um oficial de policia podem ter dado a ele a ideia de criar o personagem como uma maneira de “acerto de contas” com a policia e mulheres em geral. Especula-se que o Marquês teria desenvolvido uma especie de aparato para botas com molas no calcanhar que o permitiam saltar; e os contatos do Marquês, que era sabido ter amigos especializados em mecânica aplicada, teriam permitido a construção de tais aparelhos, tal qual um suporte que impedisse que fraturasse o quadril ao praticar os saltos. Também é possível que o Marquês tenha praticado técnicas de pirofagia para incrementar as características sobrenaturais do personagem. Mas se isso é a verdade, ou apenas uma remota possibilidade, é impossível saber.</p>
<p><span style="font-size: large;"><em><strong>“They are still talking Jack&#8230;”</strong></em></span></p>
<p>A lenda criada ao redor de Spring Heeled Jack influenciou diversos aspectos da vida vitoriana, inclusive na cultura popular, pois assim que o primeiro incidente se tornou publico, Jack se tornou um personagem ficcional de sucesso, sendo usado como protagonista de diversos penny dreadfuls de 1840 até 1904, em muitos dos quais era retratado com um ex membro da nobreza que assumia a identidade de Spring Heeled Jack em ordem de reclamar sua fortuna e resolver injustiças. Uma antecipação de diversas características que se tornariam populares nas histórias de super-heróis.<br />
Durante décadas e décadas, seu nome foi usado como uma espécie de bicho-papão para as crianças londrinas, e como personagem de peças ou filmes. E isso continua até hoje, como por exemplo nos livros <em>“Spring Heel&#8217;d Jack”</em> de Max Holt, e <em>“Spring-Heeled Jack”</em> de Philip Pullman, <em>&#8220;The Strange Affair of Spring Heeled Jack&#8221;</em>, de Mark Hodder, ou nas graphic novels <em>“Springheeled Jack”</em> de David Hitchcock,  e   “<em>Captain Swing and the Electrical Pirates of Cindery Island”</em>, de Warren Ellis.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/n24457.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1329" title="n24457" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/n24457.jpg" alt="" width="239" height="362" /></a><a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/20090121-sprheelj_fc.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1334" title="20090121-sprheelj_fc" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/20090121-sprheelj_fc.jpg" alt="" width="235" height="362" /></a></p>
<p>As aparições de Spring Heeled Jack, embora não tão frequentes, também continuaram ao decorrer dos anos, em diversos locais. Uma figura que foi apelidade <em>Pérák, o Homem Mola de Praga</em> foi visto na Checoslováquia de 1939 até 1945, se tornando uma espécie de herói folclorico.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/strangeaffair.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1327" title="strangeaffair" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/strangeaffair.jpg" alt="" width="245" height="369" /></a> E em Junho de 1953, uma figura que batia com a descrição de Jack foi vista sobre uma árvore no jardim de um prédio em Houston, Texas. Os moradores que o avistaram descreveram-no como um homem “<em>usando uma capa negra, calças justas brancas e botas”</em>. Em South Herefordshire, fronteira do Pais de Gales, um caixeiro viajante chamado Marshall afirmou ter visto Spring Heeled Jack em 1986. Ele usava o que o caixeiro descreveu como uma <em>“roupa negra de esquí” </em>e tinha um queixo pontudo e comprido.</p>
<p>Desde que saltou das sombras em 1837, Spring Heeled Jack permaneceu um mistério, sua identidade, seus propósito, nada disso foi descoberto, e é provável que nunca seja. Mas talvez seja melhor assim. Pode ser que se o caso tivesse sido resolvido, e a verdadeira natureza de Jack tivesse sido revelada, não estaríamos falando dele aqui hoje.</p>
<p>Mas é claro, eu posso estar errado.</p>
<p>O que quer Jack tenha sido, uma criatura sobrenatural pronta para pular de um beco escuro a qualquer momento, ou um louco com aparatos tecnológicos e olhos brilhando como faroletes, a risada de Spring Heeled Jack continua ecoando na imaginação das pessoas da mesma maneira que ecoou na mente de suas vítimas no passado.<br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/CSatEPoCI_001_008.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1286" title="CSatEPoCI_#001_008" src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/CSatEPoCI_001_008.jpg" alt="" width="748" height="385" /></a></p>
<blockquote class="western" style="margin-left: 0cm; margin-right: 2cm; text-align: right;"><p><span style="font-size: medium;"><em><strong> Por Karl</strong></em></span><br />
<em>(que está com preguiça de traduzir o Penny Dreadful do Terror de Londres )</em></p></blockquote>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">?</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Steampunk na Virada Cultura SP</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2010/05/13/steampunk-na-virada-cultura-sp/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 00:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coletânea Steampunk]]></category>
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		<description><![CDATA[Senhoras, senhores, autômatos, alienígenas naturalizados e seres de dimensões adjacentes, o  Conselho Steampunk mais uma vez tem a honra de convidá-los para um evento no qual tomaremos parte, a Virada Cultural. Contamos com a vossa presença! 18h00 &#8211; Animação do Palco Cosplay (A equipe do fórum Cosplay Brasil realizará a cobertura do evento em tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: left;"><strong><br />
Senhoras, senhores, autômatos, alienígenas naturalizados e seres de dimensões adjacentes, o  Conselho Steampunk mais uma vez tem a honra de convidá-los para um evento no qual tomaremos parte, a Virada Cultural.</strong></h2>
<h3 style="text-align: right;"><span style="color: #993300;"><em><strong>Contamos com a vossa presença!</strong></em></span></h3>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone" src="http://steambook.com.br/files/2010/05/virada-cultural-sao-paulo-people-poster-grande.jpg" alt="" width="659" height="487" /></p>
<p><span style="color: #993300;"><br />
18h00</span> &#8211; Animação do Palco Cosplay (A equipe do <a href="http://www.cosplaybr.com.br/forum/">fórum Cosplay Brasil </a>realizará a cobertura do evento em tempo real para a internet. Eles serão responsáveis pela animação do palco, convidando o público fantasiado a integrar a Virada).</p>
<p><span style="color: #993300;">19h30</span> &#8211; Chegada da Parada Cosplay</p>
<p><span style="color: #993300;">21h00</span> &#8211; Chegada da Parada Estelar</p>
<p><span style="color: #993300;">23h00</span> &#8211; Chegada da Parada Mágica e Medieval</p>
<p><span style="color: #993300;">01h00</span> &#8211; Chegada da Parada dos Monstros</p>
<p><span style="color: #993300;">09:00</span> &#8211; Abertura do estande do Conselho Steampunk. Itens e livros expostos e a venda.</p>
<p><span style="color: #993300;">10:00</span> as <span style="color: #993300;">11:00</span> &#8211; Debate no palco sobre Historia Alternativa e Steampunk.</p>
<p><span style="color: #993300;">11:00</span> (e as <span style="color: #993300;">15:00</span>) &#8211; Apresentação cosplay no palco (provavelmente pessoas caracterizadas no  estilo steampunk estarão, mas não garantimos, tem de estar lá pra  ver=]). Nesta hora o estande será fechado (por que dormir é preciso)</p>
<p><span style="color: #993300;">11:30</span> as <span style="color: #993300;">14:00</span> &#8211; Autógrafos com os autores presentes no estande. Confirmadas até agora presenças de<a href="http://www.verbeat.org/blogs/posestranho/"> Fábio Fernandes </a>(autor do romance <a href="http://tarjaeditorial.com.br/tarja/?p=36">Os Dias da Peste</a>), <a href="http://steampedia.com.br/gianpaolo-celli/">Gianpaolo Celli</a> (editor e organizador da Coletânea Steampunk &#8211; <a href="http://tarjaeditorial.com.br/tarja/?p=39">Histórias de um passado extraordinário</a>, da <a href="http://tarjaeditorial.com.br/tarja/">Tarja Editorial</a>) e José Roberto Vieira (autor do romance steampunk<a href="http://sp.steampunk.com.br/2010/02/18/o-baronato-de-shoah-e-entrevista-com-o-autor/"> Baronato de Shoah </a>que será lançado pela <a href="http://editoradraco.com/">Editora Draco</a>) &#8211; Que também estarão presentes no debate.</p>
<p><span style="color: #993300;">14:30 </span>- Mesa de RPG.</p>
<p><span style="color: #993300;">22h30</span> &#8211; Maratona Sci-Fi na Virada (Exibição de filmes de ficção científica antigos (como Soylent Green) e atuais (como Jornada nas Estrelas) no telão do espaço nerd, inclusive com Making Offs e filmes realizados por fãs, como Batman Vs. Predador. Consulte a programação no local).</p>
<p><span style="color: #993300;">0h00</span> &#8211; Desfile de Fantasias (O palco e a Praça Roosevelt será frequentado durante todo o período da Virada por participantes fantasiados em motivos inspirados em animês e mangás, além de séries e filmes da cultura pop, entre outros).</p>
<p><span style="color: #993300;">18h00</span> &#8211; Mesas de Rpg e Jogos de Tabuleiro</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://steamcon.com.br/wp-content/uploads/2010/05/virada-cultural-sao-paulo-poster-original.png" alt="" width="574" height="810" /></p>
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		<title>Hansel &amp; Gretel</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/10/19/hansel-gretel/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 23:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hansel &#38; Gretel “Dois irmãos gêmeos albinos, com um passado trágico, de onde saíram mutilados vítimas de atos canibais de uma velha antropófaga, e em busca do pai na industrial metrópole de Echtra. Em suas desventuras, Hansel e Gretel se deparam com uma garotinha acusada por um homicídio culposo; a deslumbrante apresentadora de um Circo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="CENTER"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>H</strong></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>ansel &amp; </strong></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>G</strong></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>retel </strong></em></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="CENTER">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="color: #000000;">“</span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: x-large;"><em><span style="font-weight: normal;">D</span></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="font-weight: normal;">ois irmãos gêmeos albinos, com um passado trágico, de onde saíram mutilados vítimas de atos canibais de uma velha antropófaga, e em busca do pai na industrial metrópole de Echtra.<br />
Em suas desventuras, Hansel e Gretel se deparam com uma garotinha acusada por um homicídio culposo; a deslumbrante apresentadora de um Circo de Horrores; uma dançarina de cabaré mal-humorada; um Mercenário arqueiro e um felino humanóide disposto a protegê-los a qualquer custo. Paralelamente ocorre a trama de uma jovem perturbada e um nefilin disposto a matá-los por propósitos mais complexos do que se aparenta.”</span></em></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2; text-align: center;" align="LEFT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em></em></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/XlZVfxmvb3bNkhFWFh_v3w?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Stzvz1SUkRI/AAAAAAAAEoM/ViY6UjZi_Nc/s288/HanselGretel.JPG" alt="" width="452" height="631" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">D</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">esenvolvido pelo roteirista de quadrinhos, games e animações, romancista, e visitador de cemitérios Douglas MCT , e ilustrado pelo fantástico desenhista  Ulisses Perez, do Tori Tori Studio</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">(</span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><em><span style="font-weight: normal;">o Tori Tori Studio é</span></em></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="font-weight: normal;"> um estúdio de artes que trabalha com a produção de mangás e quadrinhos em geral, ilustrações e roteiros, artes gráficas, colorização e edição. Ele está situado no topo de uma árvore que fica numa reserva florestal, galho nº5, no ninho da esquerda</span></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">)</span></span></span></span></span></span><span style="color: #999999;"><span style="font-family: Trebuchet MS,Trebuchet;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">.</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">, </span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Hansel &amp; Gretel</strong></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;"> é um mangá </span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">nacional</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="font-weight: normal;"> </span></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">, que remete tanto a conhecidos contos de fadas</span></span></span></span></span><span style="color: #545454;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;"> (</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">vocês sabem qual é</span></span></span></span></span><span style="color: #545454;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">)</span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">, quanto a elementos de terror, de fantasia, e do </span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="font-weight: normal;">STEAMPUNK</span></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">, e que </span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">será publicado pela NewPOP, uma das maiores editoras de mangás do Brasil em 2010.<br />
</span></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;">“</span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><span style="font-weight: normal;">Hansel &amp; Gretel é uma trama original que brinca de forma perversa com o conceito de alguns contos universais e os distorce para narrar uma nova história, plenamente diferente, com novos elementos.”</span></em></span></span></span></p>
<p class="western" style="font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="RIGHT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>~Douglas  MCT</em></span></span></span></p>
<p class="western" style="font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="RIGHT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em></em></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/AzKupYf7zWhmB1CCqUQnPg?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Stzvzn0Y3wI/AAAAAAAAEoI/KPgKpRvaawg/s800/H%26G_superposter-light.jpg" alt="" width="588" height="409" /></a></p>
<p class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="RIGHT">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">Douglas MCT e Ulisses Perez estiveram presentes na 16° Fest Comix, que foi realizada nos dias 16, 17 e 18 no Centro de Eventos São Luís, munidos com sketches originais. Também o correu uma Exposição de Artes originais e inéditas do mangá, bem como uma surpresa relacionada ao mangá [que eu não sei qual foi por que não pude ir... aliás, esse artigo era para ter sido publicado ANTES da Fest Comix, mas por incompetência minha e certos contratempos, não foi possível...  minhas sinceras desculpas ao Douglas e ao Ulisses por essa mancada minha...]</span></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2; text-align: left;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2; text-align: left;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">E enquanto o Mangá não saí</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">, apreciem essas duas páginas</span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;"> do mangá que foram liberadas só para provocar vocês.</span></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2; text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/czV-aeJJ2YDlV3NTB3Figg?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Stzvz6AQCDI/AAAAAAAAEoQ/AhsJ8rquayo/s800/Page-H%26G-19.jpg" alt="" width="516" height="773" /></a><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/9iBjxSYtdqpnklzIn4Vyww?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Stzvz-YzWyI/AAAAAAAAEoU/ZYe2V803YOA/s800/Page-H%26G-29.jpg" alt="" width="520" height="723" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">Artigo de Romeu Martins sobre o Mangá</span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;"><br />
</span></span></span></span></span><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://terrorcon.blogspot.com/2009/06/manga-steampunk-hansel-gretel.html"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">http://terrorcon.blogspot.com/2009/06/manga-steampunk-hansel-gretel.html</span></span></span></span></a></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="font-size: medium;">Entrevista de Douglas MCT para o fantastik.com.br</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="LEFT"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://fantastik.com.br/douglas-mct-fala-de-hansel-e-gretel-manga/"><span style="font-size: small;">http://fantastik.com.br/douglas-mct-fala-de-hansel-e-gretel-manga/</span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">E para se manter informado sobre o mangá, visite </span><span style="font-size: small;"><br />
</span><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://hanselgretelmanga.blogspot.com/"><span style="font-size: small;">http://hanselgretelmanga.blogspot.com/</span></a></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.5cm; widows: 2; orphans: 2;" align="RIGHT"><span style="font-size: large;"><em><strong>Por Karl</strong></em></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/JX_YkHIpc8PIGACr7CJmLg?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Stzv0MUDUkI/AAAAAAAAEoY/nraKH_h0qTQ/s800/P%C3%B4ster1_b.jpg" alt="" width="565" height="414" /></a></p>
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		<title>O Azul, o Cinza e o Morcego</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/07/13/o-azul-o-cinza-e-o-morcego/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 02:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romeu Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Elseworlds]]></category>
		<category><![CDATA[Graphic Novels]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>

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		<description><![CDATA[O Azul, o Cinza e o Morcego “Em 1861, os Estados Unidos da América mergulharam em uma sangrenta guerra civil que fez mais de seiscentos mil mortos. Naquele ano, os estados sulistas – retrógrados e escravagistas – rebelaram-se contra a União e iniciaram uma empreitada para se separar do resto do país. Abrahan Lincoln, presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cidadephantastica.blogspot.com/2009/07/conselheiro-honorario.html"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>O Azul, o Cinza e o Morcego</strong></em></span></span></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong></strong></em></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/itM6pheIQGJYgyHpGhrQMw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Slvo1Nm2B8I/AAAAAAAAEa8/uvx8sKDqi2g/s800/btbtgatb_large.jpg" alt="" width="442" height="673" /></a></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Em 1861, os Estados Unidos da América mergulharam em uma sangrenta guerra civil que fez mais de seiscentos mil mortos.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Naquele ano, os estados sulistas – retrógrados e escravagistas – rebelaram-se contra a União e iniciaram uma empreitada para se separar do resto do país.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Abrahan Lincoln, presidente dos EUA na época, se opôs duramente aos rebeldes e liderou os aliados nortistas – democratas e industrializados – na luta para manter a nação coesa.</em></span></span><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Esse conflito, que duraria quatro violentos anos, tornou-se mundialmente conhecido como A Guerra da Secessão.</em>”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>ssa foi a introdução de uma das famosas edições especiais de luxo que a Editora Abril dedicou ao Batman em 1993, mais um exemplar da série Túnel do Tempo, tradução local para os Elsewolrds da DC Comics. Em formato americano, com a figura do Homem-Morcego carregando um chicote nas mãos, pistolas na cintura, montado em um cavalo negro contra um fundo branco, a revista levou o nome de <em>A Guerra da Secessão</em>, uma adaptação do original, publicado nos EUA no ano anterior, <em>The Blue, the Grey and The Bat</em>, título que fazia referência às cores dos uniformes dos soldados envolvidos naquele conflito – azul para os nortistas da União, cinza para os confederados do Sul.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O ano em questão é 1863, um período delicado da Guerra Civil. Os primeiros quadrinhos abrem com cenas da cidade de Washington, obras inacabadas do que um dia viria a ser o Capitólio e um preocupado e amargurado presidente Abrahan Lincoln na sede do poder executivo, a Casa Branca. O texto faz uma análise pessimista da situação para o Norte, dando conta de que são os homens do Sul que contam com os melhores oficiais naquele momento. A vantagem da União reside no número de soldados e na riqueza de suas terras. Mas uma descoberta feita por um garimpeiro de má fama, chamado Henry T. P. Comstock, no território de Nevada, pode pôr fim ao equilíbrio de forças: um depósito de ouro e prata de dimensões e qualidade que mal podem ser imaginadas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Apesar de nominalmente o controle da região estar com o Norte, aquele terreno representa uma encruzilhada de forças. Cercado por tribos de índios hostis, por mexicanos que pretendem recuperar terras perdidas para o vizinho duas décadas atrás, por mercenários atrás de riqueza fácil, além de agentes da Confederação separatistas infiltrados entre esses grupos, aquela fortuna em minério pode significar o futuro de um país. A vitória ou a derrota de um projeto de nação simbolizado pelos sonhos abolicionistas de Lincoln, um presidente que não conta com nenhuma companhia de infantaria para mandar àquela terra sem lei e tomar posse de fato das tais minas.</span></span></p>
<p style="text-align: center;">“<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Esta é a história de como Abrahan Lincoln enviou um Homem-Morcego para assegurar a maior fonte de riqueza encontrada por esta geração para as forças da União e de como, no auge do mais agudo conflito da história dos Estados Unidos, um novo estado se ergue do nada</em>.”</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O Homem-Morcego em questão é, como não poderia deixar de ser, o Tenente-Coronel Bruce Wayne, da Décima-Terceira cavalaria de Massachusetts. Ao contrário da maioria de suas contrapartes na versão oficial ou nos Batmen de mundos paralelos como este, O protagonista de <em>The</em> <em>Blue, the Grey and The Bat</em> aparentemente não tem uma história trágica, como o assassinato dos pais a servir como gatilho para sua obsessão. O oficial nortista apenas diz que escolheu se fantasiar para manter a identidade em sigilo, como foi determinado por seu presidente. A escolha do seu avatar animal se deu simplesmente porque um morcego voou por sua janela na noite em que o mensageiro de Lincoln o procurou para convocá-lo para a missão: ir a Nevada, encontrar-se com um misterioso homem identificado apenas por uma inicial, “A gente H”, e recuperar os milhões em ouro e prata, destinados aos esforços de guerra, que desapareceram.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Mesmo que sem a carga dramática que caracteriza o personagem, este Batman tem algumas outras semelhanças com o original. Sua identidade pública é a de um janota, falastrão, mulherengo e um tanto desastrado, servido por um criado de nome Alfred, que o ajuda a pegar uma carruagem em St. Joseph que deve levá-lo até Virginia City. Wayne segue viagem acompanhado da jovem, linda e loira Margaret Barensaver e de sua tutora, velha e rabugenta Mary Louise Pilchard. A oportunidade para ele exercitar seus dotes de conquistador são interrompidas por uma presença que assusta a matrona: do lado de fora cavalga um garoto índio, com pinturas de guerra em volta dos olhos, rifle na mão e conduzindo dois cavalos velozes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Trata-se da versão Elseworld da vez de Robin, o garoto-prodígio, transmutado em um similar de Tonto, o ajudante do Cavaleiro Solitário. Uma brincadeira com a incial que o identifica se perdeu com a tradução. Ele seria o Agent R, de Red Bird, mas que poderia ser confundido com nome do alter ego original. Como a tradução optou por um literal Pássaro Vermelho no lugar de tentarem algum nome com R no início, ele virou Agente P no Brasil. Este Robin tem o passado trágico que faltou a seu parceiro, mestiço de branco com indígena, o garoto diz não tirar a pintura de guerra enquanto não encontrar e se vingar do homem que o transformou em órfão. Quando tinha sete anos, um soldado matou seu pai e arrancou o escalpo loiro de sua mãe na sua frente. Ele só se salvou porque a irmã do pai enfiou um pano na boca e o manteve escondido em um cobertor, enquanto Pássaro Vermelho assistia ao morticínio.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">No meio de um ataque de ladrões de diligências, liderados por Robert Arnold “Bloody Bob” Armstrong – um bandido que se veste com o uniforme dos separatistas –, a Dupla Dinâmica do Oeste se reúne. E não apenas Batman e Robin, vemos ainda a contraparte do Batmóvel: o garanhão negro da capa, com arreios, sela e outros paramentos com emblema de morcego, Agente A, ou Apocalypse. Montado na versão em negativo de Silver, e agora portando o capuz de Batman, Wayne salva as donzelas em perigo dando mostras de sua pontaria inacreditável que, num clichê do pulp comportado, o permite acertar as pistolas dos adversários, desarmando-os sem derramamento de sangue. Se o Cavaleiro das Trevas oficial não porta armas de fogo, este até maneja os revólveres que carrega no coldre duplo da cintura, mas mantém o código de ética que o impede de matar e garante que o gibi seja vendido livremente para menores. Pelo menos na maioria das vezes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Finalmente em Virginia, novamente com sua identidade militar de Tenente-Coronel da União, Bruce Wayne começa a fazer seus contatos. A primeira parada é no jornal local <em>Territorial Enterprise</em>, onde ele encontra o repórter, gráfico, entregador e piloto de vassoura em meio período, Sam L. Clemens. Sim, ele mesmo, figurinha fácil nas obras steampunk focadas no Oeste americano, o escritor que se tornou célebre com o pseudônimo Mark Twain. Em poucos quadros e balões, o jornalista e ainda futuro ficcionista desmotiva Wayne de sua intenção de alistar um regimento entre os cowboys da cidade. “Está numa missão estúpida, ainda não sabe? Não há um homem ou família por aqui interessado em enfiar o nariz nessa escaramuça do Leste”, ele comenta antes de dar o exemplo de sua própria biografia. “Eu fui soldado confederado por duas semanas antes de perceber que não era minha luta. As pessoas não vêm a Nevada por ouro ou aventura, soldado&#8230; elas vêm pela prata.”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Mesmo com este aviso, o oficial resolve tentar a sorte no saloon da cidade e convocar homens para o exército da União. Como previu Mark Twain, a proposta não só é mal recebida, como ainda serve de pretesto para uma clássica briga de bar. A confusão aumenta ainda mais quando surgem no local as companheiras de viagem de Bruce Wayne, que encabeçando uma tropa de mulheres portando cartazes com dizeres do tipo “Seus filhos sabem onde está o pai deles?” e “Abaixo o rum do demônio” se proclamam o Conselho Feminino de Temperança de Virginia City. Em meio ao caos generalizado, socos, gritos e vidros quebrados, Wayne faz contato com o Agente H, pessoa da confiança de Lincoln: James Butler Hickok, o famoso Wild Bill.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">É Hickok quem leva o bem intencionado mas inexperiente Wayne, de quem ele conhece a identidade mascarada, ao encontro de sua verdadeira milícia. Escondidos em um estábulos esperavam homens que, ao contrário dos cowboys locais, tinham interesse real no sucesso da missão dos agentes de Abrahan Lincoln. Nas palavras de Wild Bill: “Eles trabalham nas minas de prata. Cozinham ou fazem faxina na cidade. Cuidam de ranchos. Escravos foragidos, todos eles.” Aqui, outro trocadilho que fica melhor no original, o exército de homens negros é chamado pelo Agente H e pelo Agente R de Dark Knights, uma alusão a um dos apelidos mais famosos de Batman. Cavaleiros das Trevas é a tradução que ficou consagrada no país desde a famosa minissérie de Frank Miller (aliás, que pode ser considerada a primeira e mais célebre aventura Elseworld do personagem, o retratando em um futuro possível, aos 50 anos), mas perde um tanto na referência a cor da pele escura, dark, daqueles homens.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Com seus parceiros arregimentados, contando com a cobertura jornalística favorável do <em>Territorial Enterprise</em> Batman pode dar início a sua cruzada, atacando os ladrões, piratas, mercenários, traficantes de escravos e confederados, com o objetivo de revelar a conspiração que rouba os minérios de Nevada e ameaçam os interesses da União. Como não poderia deixar de ser, e tal como previsto naquela primeira conversa entre Wayne e Lincoln, reviravoltas do roteiro e a ação das diversas forças antagônicas naquele território semisselvagem levam o protagonista mascarado a realizar feitos espetaculares. Flechas indígenas, tiroteios em vagões de trem, disparo de um canhão, carroças explodindo, exércitos se enfrentando na paisagem panorâmica do Oeste americano. Tudo na melhor tradição das histórias de heróis do faroeste, como o já citado Cavaleiro Solitário – há até uma citação explícita, quando em um momento de despedida, Wild Bill solta um velho jargão das aventuras daquele personagem ao perguntar “Quem é esse mascarado?”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O que fica ao fim da história criada em parceria por Elliot S. Maggin e Alan Weiss, com arte-final de José Luis Garcia-Lopez, é a certeza de que a criação de Bob Kane, com suas características atemporais, é um dos personagens mais maleáveis para experimentos da série Elseworlds. Batman casa tão bem no seu cenário comum da Gotham City nossa contemporânea quanto em ambientações próprias do West Steampunk, como a vista em <em>The Blue, the Grey and The Bat</em>. O maior problema da aventura são suas poucas páginas. O potencial seria para um álbum maior que o de 68 páginas que chegou às bancas, ou mesmo para uma minissérie em dois ou três capítulos. Como tantas outras versões alternativas do Cruzado de Capa, este seu gêmeo cowboy poderia ter rendido mais, indo além do cenário da Guerra da Secessão.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Por <a href="http://terrorcon.blogspot.com/2009/07/steampunk-o-convite.html">Romeu Martins</a></strong></em></span></span></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos – Parte II" rel="bookmark" href="../2008/10/25/steampunk-nos-quadrinhos-%e2%80%93-parte-ii/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte II</a></h2>
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<span class="sfforumlink"><a href="http://sp.steampunk.com.br/forum/alfarrabios/o-azul-o-cinza-e-o-morcego"><img src="http://sp.steampunk.com.br/wp-content/plugins/simple-forum/styles/icons/default/bloglink.png" alt="" /> Join the forum discussion on this post</a> - (1) Posts</span>]]></content:encoded>
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		<title>O grande Alan Moore fala sobre Steampunk</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 18:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O grande Alan Moore fala sobre Steampunk Sobre a obra “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, que ajudou a popularizar a estética steampunk talvez mais do que qualquer outro livro, e como o livro surgiu. Por incrível que pareça, ele não cresceu de uma estética steampunk – ele talvez cresceu até se tornar uma. Eu li [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-large;"><em><strong>O grande Alan Moore fala sobre Steampunk</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Sobre a obra “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, que ajudou a popularizar a estética steampunk talvez mais do que qualquer outro livro, e como o livro surgiu.</strong></em></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;">P</span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">or incrível que pareça, ele não cresceu de uma estética steampunk – ele talvez cresceu até se tornar uma. Eu li alguns interessantes exponentes do gênero steampunk, pessoas como Tim Powers, K.W. Jetter, e alguns dos mais novos – Eu não sei se </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>The Diamond Age </em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">de Neil Stephenson se qualificaria, ou se é um nanopunk -, </span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Eu sempre estive interessado e aprecio várias destas histórias. Mas quanto a </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Liga dos Cavalheiros Extraordinário</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">s e de onde veio, ela saiu de </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Garotas Perdidas</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">. </span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/FcVUo4NCN0P0m4h_GQtLzQ?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qAPM7dvI/AAAAAAAADi4/O_4Ae64hJPA/s400/n28758.jpg" alt="" width="286" height="400" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Estavamos nos divertindo tanto, eu e Melinda Gebbie, fazendo pornografia com três personagens literários clássicos, que subitamente veio a mim “hey, você poderia fazer isso com um livro de aventuras” Você tem o homem invisível, e você tem o Sr. Hyde, e você tem o Capitão Nemo, e eventualmente, após muita escolha, chegando a Mina Murray [de Dracula] como personagem feminina principal. Então nos sentamos para fazer o livro, e começamos com essa simples, até simplista, idéia de um tipo de Liga da Justiça da Inglaterra Vitoriana. Mas quando Kevin [O'Neill] começou a se aproximar com a arte – e começou a fazer coisas como projetar uma versão mais fiel e exótica do nautilus – ele começou a sentir como se essa história fosse apresentada em um mundo onde várias fantasias e ficções vitorianas realmente aconteceram. Isso levou a colorir o tipo de arquitetura que Kevin mostrou, o tipo de tecnologia, em termos de automóveis e outros veículos do período.<br />
Eu acho que foi provavelmente na metade da primeira edição quando eu me toquei que havia feito o Sr. Hyde de Stevenson assassinar Nana de Emile Zola na Rua Morgue de Edgar Alan Poe, que eu percebi que havia uma possibilidade fantástica para fazer deste livro algo sem precedentes; se fizéssemos cada personagem do livro um personagem tomado de uma ficção pré-existente, então o livro se tornaria esse amalgama insano de quase todo mundo ficcional que existiu.</span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/qoK4s8d6NsoEETdpCDKrtA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p_pU9aPI/AAAAAAAADi0/Sz2w0IxBPNY/s400/LOEG%20-%20Black%20Dossier%20j01_02.jpg" alt="" width="566" height="329" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Com o segundo volume nos ocorreu que poderíamos expandir isso apresentando esse almanaque de lugares fictícios, no que tentamos unir e amarrar todos os lugares nesse mundo imaginário. No volume seguinte de A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários (o ultimo do odiado eixo DC/Wildstorm), O Dossiê Negro, nos fornecemos uma linha do tempo, vindo de antes da origem na humanidade até os dias atuais, nos damos uma linha temporal para todo esse planeta fictício. A maior parte disto vem na forma da da vida de Orlando, uma personagem imortal que vem de Tebas do século XII antes de Cristo. Isso ajuda a construir esse incrível mundo, extremamente tridimensional, em que cada história fantástica e não fantástica que você já leu, provavelmente co-existem. </span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/KaCx3Tu4whpI8eo9a1Jx-Q?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p-7T2u_I/AAAAAAAADiw/wMxDBwmQzIw/s800/LOEG%20-%20Black%20Dossier%20i02.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">E isso não é uma idéia nova; desde a história de Jasão e os Argonautas, pessoas pensam “o que aconteceria se meus heróis de ficção favoritos se reunissem?” Certamente no século XIX  isso foi proeminente, com Jules Verne escrevendo a sequência da Narrativa de A. Gordon Pym, de Edgar Alan Poe. Temos um enorme numero de crossovers; tudo o</span></span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/LDr_t6SXUMzd1U2nDRLibg?feat=embedwebsite"><img class="alignright" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qBsWq9NI/AAAAAAAADjA/JAqAQDkELs8/s288/Cover.jpg" alt="" width="261" height="367" /></a><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">que fizemos com A Liga é levar ao seu extremo, onde tudo é potencialmente combinado </span></span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">com outra coisa nas páginas de A Liga. E é daí que a idéia veio e no que ela se tornou. Os primeiros dois volumes são provavelmente os que os entusiastas do steampunk  irão responder mais, porque no Dossiê Negro, e no volume seguinte em que eu e Kevin estamos trabalhando, nós nos movemos da era Vitoriana. O Dossiê Negro, apesar de ter material que começa na aurora dos tempos e vem até os dias atuais, as seções narrativas são em sua maioria ambientadas em 1958, o que achamos ser um tempo tão peculiar e distante quanto a era Vitoriana quando nós pensamos sobre o assunto. O Volume 3, por outro lado, é composto de três partes: três capítulos de 72 páginas situados cada um em diferentes épocas. A primeira parte é situada em 1910, e tem vários eventos que revolvem ao redor da opera, temos Mack the Knife, e Pirate Jenny (da Opera de três vinténs, de Bertold Bretch) aparecendo, junto com alguns outros personagens pós-Vitorianos e Eduardianos. No terceiro capítulo tudo ocorre em 1958, e no terceiro nos dias atuais. Não quisemos fazer de tudo um fetiche da era Vitoriana. Podemos ter outra histórias ambientadas na era Vitoriana, e certamente teremos algumas ambientadas no passado, antes da era Vitoriana. Embora seja um período incrivelmente rico para se embrenhar, eu acho que depois de Do Inferno, A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, e Garotas Perdidas, que eu suponho ser mais Eduardiano, eu senti que corria o risco, por mais que eu ame esses períodos, de ser tachado como algum maluco pelas eras Vitoriana e Eduardiana. Na verdade eu sou igualmente interessado por quase todo período histórico, todos tem algo a oferecer.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/2tXT8feBke013eJubDbzEA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qDVTGw1I/AAAAAAAADjE/zabFUj-GQJo/s400/Digitalizar0150.JPG" alt="" width="573" height="523" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em><strong>Pensamentos sobre steampunk como estética e sobre seu potencial como cultura.</strong></em></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-style: normal;">B</span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">em, eu acho que steampunk, se não estou equivocado, é um tipo de manifestação </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>ethos</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> que tem se tornando mais predominante na cultura contemporânea. Me parece que a essa altura do século 21 nós estamos mais conscientes de nós mesmo – mais conscientes de nosso passado – do que a cultura jamais foi antes. Por causa da internet, por causa dos tremendos arquivos que reunimos, a cultura do passado nos está disponível. E conforme a olhamos, podemos ver que é um fabuloso deposito de idéias que poderiam ter sido lindas – e que poderiam ter ainda uma imensa quantidade de vida ainda dentro delas – e que foram descartadas pelo rígido avanço da cultura e nossa insistência em coisas novas todos os dias. Creio que nós estamos agora em uma posição onde podemos olhar para trás, para esses maravilhosos e gloriosos restos de nossas culturas prévias – nossos prévios estados da mente – e podemos usar elementos dessa arca do tesouro para criar coisas apropriadas ao nosso futuro.</span></span></span></span></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/sPcRSLVUo4C0wYVSK1ilWg?feat=embedwebsite"><img class="alignleft" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_p9uaCz9I/AAAAAAAADis/1lRoAcuQI9g/s400/DSC00488-765957.JPG" alt="" width="323" height="364" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Creio que em muitos aspectos é essa a definição de “decadência” como foi dada pelo escritor decadentista Théophile Gautier que disse que o escritor decadentista deveria se sentir livre de pegar emprestado o mais belo e suntuoso das lendas antigas, e, ao mesmo tempo deveria se apropriar do vocabulário das mais recentes peças de escrita, trazendo assim, o passado, o futuro e o presente para um tipo glorioso de ensopado. E na minha opinião, em seu melhor, é isso que o steampunk tenta fazer. Ele pega esses elementos abandonados; que provavelmente não tem nada de errado neles, e que eram perfeitamente funcionais, mas foram simplesmente deixados de lado; de nossa cultura do passado, e reunindo-os de uma forma nova, para assim criar idéias que ajudarão a nos levar ao futuro. O que quero dizer é que é isso que o steampunk está fazendo, de forma consciente ou não.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"> <span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Acho que a arte, a tecnologia, a mídia, estão todas mudando a forma básica que vemos o tempo. Acho que até recentemente nós víamos o progresso dos tempos como um tipo de correia, onde eramos arrastados do passado para o futuro; não há nada que possamos fazer quanto a isso, e a paisagem de nosso passado – uma vez que a correia é deixada para trás – se vai para sempre. Mas isso não é verdade: todas as idéias do passado ainda estão inteiramente ao nosso alcance. E eu penso que algumas pessoas, como, talvez, os escritores steampunk, se tornaram cientes que é possível incorporar o passado como um meio de avançar para o futuro. Isso não é nostalgia. Isso nos enjoaria rapidamente. É essencial haver um aspecto mais progressivo, que olhe além do modo que utilizamos esses brilhantes fragmentos de uma cultura passada. Vendo da minha perspectiva, seja eu conscientemente steampunk ou não, eu creio que é provavelmente esse o ponto.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.43cm;" align="justify">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><strong>Por Karl</strong></span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><em>[Tradução e adaptação]<br />
</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em>Conteúdo originalmente publicado na edição numero 3 da Steampunk Magazine, disponível para download gratuito em:<br />
</em></span></span></span></span><span style="font-size: x-small;"><a href="http://www.steampunkmagazine.com/">http://www.steampunkmagazine.com/</a></span><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
e em breve disponível em sua versão em português, traduzida pela equipe do Conselho Steampunk.</em></span></span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="right"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><em></em></span></span></span></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/I_mF8XjnBwW_meBS_3V50A?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Si_qBBLlxeI/AAAAAAAADi8/BnRlLVUpwFQ/s800/0002.jpg" alt="" width="498" height="800" /></a><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"> </span></span></span></span></span></p>
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		<title>La Femme</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 18:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Sexo frágil? Certo&#8230; acredito&#8230; Embora uma considerável parte das damas do mundo vitoriano se contentassem em ser esposas, mães e aristocratas, tais limitações não existem em meio ao universo steampunk. Exploradoras, engenheiras, mercenárias, cientistas [loucas ou só irritadiças], anarquistas, piratas, jornalistas, detetives, ladras, tudo isso é possível em uma ambientação contemporânea, assim como em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: large;"><strong>O Sexo frágil? Certo&#8230; acredito&#8230;</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/upi5bMpZDoHMKl4gINi31Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZufvMZsI/AAAAAAAADWk/-6yQm-ATp8M/s400/steampunk_thumbelina_by_hakubaikou.jpg" alt="" width="495" height="478" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>mbora uma considerável parte das damas do mundo vitoriano se contentassem em ser esposas, mães e aristocratas, tais limitações não existem em meio ao universo steampunk.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/yaI2bS6LIyweXFfr_P5o-Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9Zsfaj2iI/AAAAAAAADWM/DGvy06MbTi8/s400/2b6b4a79b512a50ad5b440f30ed350ee.jpg" alt="" width="447" height="605" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Exploradoras, engenheiras, mercenárias, cientistas [loucas ou só irritadiças], anarquistas, piratas, jornalistas, detetives, ladras, tudo isso é possível em uma ambientação contemporânea, assim como em uma Vitoriana, Neo-Vitoriana, ou qualquer outra alternativa. Mas se você acha que a independência feminina no gênero steampunk não tem nenhuma raiz plantada na época da rainha Victoria você se engana. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/q0soLnm_FdzJT-lNBJr7JA?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZpZrT58I/AAAAAAAADV8/nVAaKCK_CmM/s800/Ready_for_Action_by_PReilly.jpg" alt="" width="587" height="552" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O papel da mulher na sociedade Vitoriana era bem diferente dos estereótipos que imaginamos hoje. Havia certamente uma pressão social aplicada para a mulher agir da forma que hoje vemos como “tipicamente Vitoriana”. Mas existiram muitas mulheres que não estavam confinadas a falsa moralidade das altas sociedades e que não apenas agiam independentemente, mas propagavam seus modos de vida que eram tão <em>não-convencionais </em>para a época. Muitas dessas mulheres, de exploradoras à repórteres internacionais, eram não apenas não-repudiadas pela alta sociedade Vitoriana, mas eram, de fato aceitas nas mais exclusivas cerimônias, festas e formalidades; eram idealizadas por muitas jovens, vistas com admiração por mães e filhas, e tinham seus modos e estilo copiados pelas ditas “respeitáveis” damas da alta sociedade.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Essa alta sociedade frequentemente, não apenas não condenava essas mulheres, mas celebrava seus modos audaciosos e não convencionais.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Isso foi refletido na literatura Vitoriana e em uma surpreendente quantidade de ficções de aventura e mistério na qual heroínas, amantes, ou adversárias das protagonistas das histórias eram significantemente mais independentes e menos subservientes do que leitores modernos imaginariam de uma heroína ficcional da Era Vitoriana.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/eDHZI-ZFOg5Yx9t282Zr8w?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZtgUJxnI/AAAAAAAADWc/LVyHgbTiwIA/s400/Irene_Adler_by_Sally_Avernier.jpg" alt="" width="476" height="495" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">O exemplo óbvio é Irene Adler, que memoravelmente tapeou nosso querido Sherlock Holmes em “<em>O Escândalo na Bohemia</em>”. Entretanto ela não foi a primeira heroína bem sucedida, &#8220;L____”, a primeira de pelo menos duas duzias de mulheres detetives profissionais na literatura Vitoriana, apareceu em 1837, quatro anos antes de Edgar Alan Poe apresentar Dupin ao mundo em “<em>Os assassinatos na Rua Morgue</em>”; a primeira novela britânica a apresentar uma detetive, <em>Revelations of a Lady Detective</em> de William S. Hayward, apareceu em 1861, vinte e seis anos antes da estréia de Sherlock Holmes.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">A literatura vitoriana teve exploradoras e caçadoras de aventuras como Laura de Guéran apresentada por Adolphe Belot em 1879 na novela <em>A Parisian Sultana</em>. Anarquistas como a formidável Zalma de Pahlen, criação de T. Mullett Ellis no romance de 1895, <em>Zalma</em>. E até gênios do crime como a infernal Madame Sara, de <em>The Sorceress of the Strand</em>, de L. T. Meade em 1903.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">E mesmo fora da literatura os exemplos são infindáveis passando de Anne Bonny e Mary Read, a Calamity Jane e Annie Oakley, passando por Ada Lovelace, Marie Curie, e Amelia Earhart.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="left"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/TCH74o31bRdJAmkItLlSnw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9Zs5k3kNI/AAAAAAAADWU/9Z-Cb2TIoBI/s400/girl_robotweb.jpg" alt="" width="474" height="499" /></a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;">Se você acha que como em tempos idos, as mulheres do meio steampunk estão todas sentadas fazendo seus bordados e esperando que o “mestre da casa” volte da cidade, é melhor você pensar novamente. Com suas espadas, pistolas e engenhos diferenciais em punho, as mulheres do mundo steampunk estão tão, ou mais prontas para o que vier em sua direção do que qualquer distinto cavalheiro, afinal&#8230; Catarina a Grande provou que dominação mundial não é apenas um sonho para os garotos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="font-size: medium;">Por Kar</span>l</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;" align="right"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/p_5hHUPBAX9mQn2AYo78Ig?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/Se9ZqNg2AWI/AAAAAAAADWE/N8YPVa2VAg8/s400/gallery_02_500h.jpg" alt="" width="411" height="626" /></a></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk em dose dupla!" href="../2011/08/01/steampunk-em-dose-dupla/"> Steampunk em dose dupla!</a></h2>
<h4><em><br />
</em></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>Steampunk nos Quadrinhos &#8211; Transformers: Corações de Aço</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 21:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[IDW Publishings]]></category>
		<category><![CDATA[John Henry]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Verne]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Twain]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>
		<category><![CDATA[Transformers]]></category>

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		<description><![CDATA[Transformers: Hearts of Steel Terra pré-histórica, início da Era Glacial. Os Autobots e os Decepticons travam sua guerra em nosso planeta usando dinossauros e insetos gigantes como altmodes. Logo a baixa temperatura e falta de energia força ambos os lados a recuarem e procuraram abrigos, cavernas onde se põem em um estado dormente, conservando energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>Transformers: Hearts of Steel</strong></em></span></span></p>
<p align="center">
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYKIVaxZI/AAAAAAAADJU/Eu_UrWSGx1M/s800/aaacvra.jpg" alt="" width="338" height="512" /><br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">T</span></span>erra pré-histórica, início da Era Glacial. Os Autobots e os Decepticons  travam sua guerra em nosso planeta usando dinossauros e insetos gigantes como altmodes. Logo a baixa temperatura e falta de energia força ambos os lados a recuarem e procuraram abrigos, cavernas onde se põem em um estado dormente, conservando energia e esperando que as condições externas se alterem.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Milhões de anos transcorrem. A Era de Gelo que forçara os Transformers ao seu estado de animação suspensa termina, e uma nova espécie gradualmente tomam conta da superfície do planeta.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Em algum ponto durante a revolução industrial, o ruído das marretas dos trabalhadores da ferrovia despertam um conhecido Autobot amarelo. Aventurando-se fora da caverna, ele se depara com a nova forma de vida dominante, os humanos. É século XIX, e um dos trabalhadores é ninguém menos que o mítico John Henry, que com suas marretas e cravos, ajuda a estabelecer os trilhos para a nova maravilha moderna, a ferrovia; os Autobots ficaram adormecidos por um <em>longo</em> período&#8230; </span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYXsDoStI/AAAAAAAADKU/JbQyDt2Hm8s/s800/blz11.jpg" alt="" width="583" height="285" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Enquanto isso, na baía de São Francisco, a bordo do navio à vapor Enterprise, Mark Twain e Júlio Verne se preparam para testemunhar uma “exibição espetacular”. O S.S. Vicuna, um proto-submarino, emerge das aguas do rio, tripulado por seu próprio inventor, Tobias Muldoon, que de pé sobre ele, exalta suas virtudes&#8230; até o momento em que o mesmo afunda sob ele, atingindo o fundo da baía. E é no fundo da baía onde vemos, dentro de um domo de vidro submerso, o Decepticon Viajante (Skywarp), despertando de seu estado de animação suspensa.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Muldoon está financeiramente arruinado; Verne inspirado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYTmNU8KI/AAAAAAAADJ8/7XXmqSZnujM/s800/blz14.jpg" alt="" width="560" height="321" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Durante a noite, enquanto John Henry e seus homens descansam e fazem uma refeição, ele atesta sua aversão pelas maquinas que estão roubando os empregos dos trabalhadores, e jura que irá para o túmulo batendo seu martelo. Mais dois Autobots despertaram, e observam isso; Ratchet e Prowl; e para eles, o melhor plano é voltar a dormir e esperar mais um século antes de entrar em contato com os humanos, mas seu amigo amarelo discorda, e ao invés disso se aproxima do campo para inspecionar uma das locomotivas. Henry e Cletus, outro membro de seu grupo, vão investigar os sons que ouviram, e se deparam com uma misteriosa locomotiva amarela. É pequena e não tem cabine de condutor, e concluindo ser alguma inovação vinda do leste, John Henry imediatamente desenvolve uma aversão ao aparato.</span><br />
<img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYU1rsfhI/AAAAAAAADKE/og6tuEeqP4U/s800/blz19.jpg" alt="" width="560" height="414" /><br />
<span style="font-size: medium;">Na mesma noite, Muldoon se vê na difícil situação de reportar seu fracasso ao seu principal investidor, Stanford Merriwether, que coincidentemente é pai do interesse romântico do jovem inventor. Sem perspectiva do que fazer, Muldoon vagueia pelas docas, resmungando sobre o quão baixas são suas esperanças de alcançar sucesso financeiro ou amoroso, e enquanto se queixa para a noite, uma voz vinda de algum lugar questiona se ele realmente quer desistir tão fácil; e antes que ele possa responder o encouraçado ao seu lado se transforma, e Shockwave informa Muldoon que ele o auxiliará a moldar o novo futuro da Terra.</span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYgtUc0yI/AAAAAAAADKs/jmY8ND4cAGA/s800/transformers-evolutions-hos-02a.jpg" alt="" width="450" height="593" /><br />
<span style="font-size: medium;">Ao inspecionar a pequena locomotiva amarela mais uma vez, John Henry declara como o aço nunca substituirá o músculo. Ao escutar isso, a locomotiva se transforma, e Bumblebee dirige-se a John Henry, assegurando que não está ali para substituir a humanidade, mas apenas para ajudar. Percebendo que Bumblebee é um ser vivo e não um aparelho, e um ser vivo com uma tarefa a cumprir. Henry responde que respeita qualquer um que só está atrás de um dia honesto de trabalho.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYQ0BZaUI/AAAAAAAADJs/n0Fgyto7_gY/s800/TF%20Evolutions%20%232%2010.jpg" alt="" width="560" height="419" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">Despertos, os Decepticons deram início a planos de dominação mundial. Starscream, comandando enquanto Megatron está adormecido e planeja destruí-lo enquanto está indefeso. E enquanto Shockwave se aproxima do inventor fracassado para que ele os auxilie com a tecnologia do período, os Decepticons Kickback, Bombshell e Shrapnel (aqui não Insecticons mas usando a forma aternativa de trens de batalha) assaltam linhas ferroviarias para levantar fundos para os serviços de Muldoon. John Henry descobre sobre os assaltos e informa Bumblebee que passa a informação para os outros Autobots despertos.</span><br />
<img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYWfACltI/AAAAAAAADKM/xoXMxIce2WM/s800/TF%20Evolutions%20%232%2020.jpg" alt="" width="470" height="560" /><br />
<span style="font-size: small;">&#8220;- Logo, com seu auxílio, a Terra será como nosso mundo natal <em>Cybertron</em> – uma <em>tecnocracia </em>governada pela eficiência, lógica, matemática e ciência.”</span></p>
<p>“<span style="font-size: small;">- E lucro. Não devemos ignorar os benefícios do<em> lucro</em>”.</span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-size: small;"><strong>Starscream</strong> e <strong>Jacob Lee Bonaventure</strong></span></dd>
</dl>
<p><span style="font-size: medium;">Ao descobrir as verdadeiras intenções de Starscream, Muldoon consegue o auxílio do escritor Mark Twain, após este ser atacado pelo Decepticon Ravage. Muldoon, Twain e Merriwether então se dirigem a Nova York para tentar impedir os Decepticons (agora com o apoio do empresário Jacob Lee Bonaventure) de roubarem um gerador elétrico experimental que Starscream planeja usar para destruir Megratron. E é claro, que no caminho se encontram com o grupo de John Henry. Logo, humanos  e Autobots partem para frustrar os planos de Starscream.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYSeUcn2I/AAAAAAAADJ0/cw9xjYS27eE/s800/blzk08.jpg" alt="" width="560" height="299" /><br />
<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;">&#8220;Se ver Leões da Montanha mecânicos é um sinal de demência, então todos nós estamos condenados senhor”</span></span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Mark 	Twain</strong> após ser atacado por Ravage.</span></span></dd>
</dl>
<p><span style="font-size: medium;"><em>Transformers: Hearts of Stee</em>l é uma minissérie em quadrinhos publicada pela IDW Publishing em 2006. Roteirizada por Chuck Dixon, e com arte de Guido Guidi  (que também desenvolveu o design das novas aparências dos Transformers enquanto no Século XIX); é a primeira (e até o momento única) história da série <em>The Transformers: Evolutions</em>, cuja linha segue de perto a idéia da série <em>Túnel do Tempo</em> (Elseworlds) da DC Comics; a premissa de Evolutions é cada série criar uma nova continuidade em diferentes eras em que os Transformers existirão. Possibilitando que os Transformers existam em locais e pontos no tempo que não seriam possíveis devido a linha temporal oficial da IDW.<em> Hearts of Steel</em> situa-se em uma continuidade alternativa da Geração I, onde o primeiro contato dos Transformers com a humanidade ocorre no fim do século XIX ao invés do século XX.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYQQY-_gI/AAAAAAAADJk/54OmMifXIrY/s800/HeartsofSteel_Megatron.jpg" alt="" width="560" height="392" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Uma reedição da história foi lançada mais tarde. A edição incluía capas diferentes e amostras de artes conceituais extras, feitas pelo artista Guido Guidi. Um fato curioso, é o fato de que essa galeria inclui designs não utilizados para Optimus Prime e Megatron, embora nenhum deles apareça em Hearts of Steel. Prime é mostrado como se transformando em uma locomotiva, enquanto Megatron tem dois diferentes desenhos, mostrando que se transformaria ou em um canhão, ou um rifle gigante.</span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Modos Alternativos</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong></strong></span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/9w3zQu20LaGJAJwMiUOjCw?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYjgh_n8I/AAAAAAAADK0/kUoe6RpUucI/s800/acvrba.jpg" alt="" width="560" height="423" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">E</span></span>m adição aos seus Altmodes de feras pré-históricas, os Transformers adotam mais tarde, disfarces apropriados para a Era em que despertaram, adotando também seu nível tecnológico. Como foi mencionado, Bumblebee se torna uma locomotiva batedora de cravos de trilho, e usa carvão como combustível. Os Decepticons mostram uma grande variedade, embora muitos deles se tornem carros de trem. Shockwave se torna um encouraçado de guerra, Starscream se transforma em um biplano primitivo. Os Insecticons se combinam em um só trem de batalha. Scourge tem um grande balão inflável que o permite se tornar um dirigível.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/im4j-CYGjbGBmY2mGfw6-g?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYPWelyfI/AAAAAAAADJc/ccqSf15ueMg/s800/blzf10.jpg" alt="" width="363" height="560" /></a></p>
<p>“<span style="font-size: small;">[Máquinas] alimentadas pela pressão contida de <em>água</em> aquecida. Simples, mas&#8230; <em>eficaz</em>&#8220;</span></p>
<dl>
<dd style="margin-bottom: 0.5cm;">—<span style="font-size: small;"><strong>Prowl</strong></span></dd>
</dl>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: large;"><strong>Linha Temporal e Continuidade</strong></span><br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">N</span></span>ão é exatamente possível estabelecer com exatidão absoluta quando a história se passa. A Guerra Civíl não é mencionada diretamente, então a data mais provável seria pouco depois de 1865. Mark Twain viveu em São Francisco de 1864 até 1866, e na época da história ele parece lá viver. Entretanto, na edição 4, ele menciona ter uma filha, o que colocaria a história em algum lugar entre 1872 (quando nasceu Susy Clemens) e 1874 (quando nasce Clara Clemens). A data arbitrária escolhida em descrições situa a história proximo a 1867.</span><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/JnWJ1yM27FyEVwkqF-c9kQ?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYZ-JCyOI/AAAAAAAADKc/GGYiS5eRx9c/s800/blkz18.jpg" alt="" width="560" height="380" /></a></p>
<p>“<span style="font-size: medium;">Hearts of Steel” contradiz em certos pontos o universo G1 dos desenhos e quadrinhos, por exemplo, na existência de Scourge, que nunca existiu na continuidade das animações até depois de 2005, tendo sido formado dos restos de Thundercracker, assim como os Insecticons, que de acordo com a série animada, foram mantidos separados dos outros Decepticons na nave de Megatron. Mas apesar desses fatos, não significa que a narrativa está deslocada na continuidade da Geração 1;  a G1 da IDW é separada da G1 dos desenhos e quadrinhos Marvel, e não apresenta Scourge como um Thundercracker reformado (E certamente não apresentaria, já que nas publicações da IDW, Galvatron e Megatron são entidades separadas e Unicron não é mencionado).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/0cy9AnU027OXyEQvQL2TNg?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYFpmkFII/AAAAAAAADJI/W_xfZr8_K4s/s800/blz13.jpg" alt="" width="366" height="560" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;">Outra inconsistencia está no fato de que em “Hearts of Steel” fica implícito que a grande guerra entre Autobots e Decepticons não foi travada em Cybertron, mas na Terra. Outro detalhe é que a ARCA, a espaçonave em que os Autobots deixaram Cybertron e chegaram à Terra na continuidade G1, está completamente ausente na história, parecendo não existir em “Hearts of Steel”.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">De acordo com o roteirista Chuck Dixon, ele deliberadamente escreveu a história de uma maneira em que possa ser considerada parte da continuidade da Geração 1 dos Transformers. E como apenas alguns dos Transformers despertaram da hibernação durante a história.e todos retornaram ao sono no fim, ela pode ser considerada um “conto perdido” que simplesmente nunca foi mencionado em narração alguma.</span></p>
<h2 style="text-align: right;"><span style="font-size: large;"><strong>Por Karl</strong></span></h2>
<p align="right"><em>&#8220;Bumblebee was an engine forged from Pittsburgh iron<br />
Had a furnace for a heart and a bellyful of coal<br />
And he&#8217;d win or he&#8217;d die tryin&#8217;<br />
Lawd Lawd<br />
He&#8217;d win or he&#8217;d die tryin&#8217;&#8221;</em><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/rMtKzRNKBxAMx6yZr_kQ6Q?feat=embedwebsite"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SaRYfu36NwI/AAAAAAAADKk/11zzZVsjJIs/s800/blkz23.jpg" alt="" width="449" height="661" /></a></p>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos – Parte II" rel="bookmark" href="../2008/10/25/steampunk-nos-quadrinhos-%e2%80%93-parte-ii/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte II</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos - Transformers: Corações de Aço" rel="bookmark" href="../2009/02/24/steampunk-nos-quadrinhos-transformers-coracoes-de-aco/">Steampunk nos Quadrinhos – Parte I<br />
</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to Steampunk nos Quadrinhos - The Five Fists of Science" rel="bookmark" href="../2008/11/17/steampunk-nos-quadrinhos-the-five-fists-of-science/">Steampunk nos Quadrinhos &#8211; The Five Fists of Science</a></h2>
<h2><a title="Permanent Link to O Azul, o Cinza e o Morcego" rel="bookmark" href="../2009/07/13/o-azul-o-cinza-e-o-morcego/">O Azul, o Cinza e o Morcego</a></h2>
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		<item>
		<title>Steampunk nos Quadrinhos &#8211; The Amazing Screw-On Head</title>
		<link>http://sp.steampunk.com.br/2009/01/12/steampunk-nos-quadrinhos-the-amazing-screw-on-head/</link>
		<comments>http://sp.steampunk.com.br/2009/01/12/steampunk-nos-quadrinhos-the-amazing-screw-on-head/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 06:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinematografia animada]]></category>
		<category><![CDATA[Romances Gráficos]]></category>
		<category><![CDATA[Graphic Novels]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Mignola]]></category>
		<category><![CDATA[Sci-Fi Channel]]></category>
		<category><![CDATA[Steampunk]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbís]]></category>

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		<description><![CDATA[The Amazing Screw-On Head OK, creio que a esta altura posso afirmar que somos todos fãs de idéias malucas por aqui, portanto começando uma cabeça parafusável ambulante, passando por cães empalhados que farejam o mal, ciência insólita, romances entre zumbís e vampiros, universos paralelos dentro de nabos, demônios vindos de universos paralelos dentro de nabos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: xx-large;"><em><strong>The Amazing Screw-On Head</strong></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoRvZ3pcI/AAAAAAAACkc/sayv0Tu4eb4/s800/ng-Screw-On_Head_c01.jpg" alt="" width="517" height="800" /><br />
</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: ChopinScript;"><span style="font-size: xx-large;">O</span></span><span style="font-size: medium;">K, creio que a esta altura posso afirmar que somos todos fãs de idéias malucas por aqui, portanto começando uma cabeça parafusável ambulante, passando por cães empalhados que farejam o mal, ciência insólita, romances entre zumbís e vampiros, universos paralelos dentro de nabos, demônios vindos de universos paralelos dentro de nabos, velhotas horríveis e um macaco armado, esse especial em quadrinhos tem de tudo que poderíamos querer para uma revista.; diálogos afiados e espirituosos, enredo simples, mas energético como os dos velhos quadrinhos de aventura, e tudo isso reunido em uma narrativa perfeitamente funcional.</span></p>
<p style="text-align: left;">“<span style="font-size: medium;">The Amazing Screw-On Head” (O espetacular Cabeça-Parafusável) é o título de um especial roteirizado e desenhado por Mike Mignola e publicado pela Dark Horse em 2002.</span><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPyBubyI/AAAAAAAACj0/QnmOT0OT6rI/s800/Screw%20On%20Head%202.JPG" alt="" width="636" height="330" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Segundo Mignola, a idéia para o personagem veio dos bonecos de super heróis, particularmente os do Batman, que pareciam ser todos exatamente iguais, variando somente na pintura das roupas e cabeça. Partindo daí, Mignola imaginou um autômato com uma cabeça que se encaixasse em corpos diferentes dependendo da ocasião.  Embora o tom e o tema do especial seja similar com outro trabalho mais conhecido de Mignola, <span style="font-family: 'Times New Roman'; "><em><span>Hellboy</span></em><span><span>, The Amazing Screw-On Head é uma comédia de humor negro. Em 2006, o Sci-Fi Channel produziu um episódio piloto em animação, baseado na história quadrinhos.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOGsgqUI/AAAAAAAACjE/Z4ws0G9zSQk/s800/amazing_screwon_head2.jpg" alt="" width="600" height="312" /><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O espetacular Cabeça-Parafusável é um agente do Presidente Abrahan Lincoln, que ocupa um papel parecido com o do B.P.R.D. em Hellboy (<em>Bureau for Paranormal Research and Defense</em> – Agência de Defesa e Pesquisa Paranormal), resolvendo problemas de natureza sobrenatural. Ele é literalmente, uma cabeça metálica parafusável; suas orígens são confidenciais mas sabe-se que na época da Guerra Civíl Americana já contava mais de cem anos de idade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPAPv6wI/AAAAAAAACjk/Ko-hkobgc0I/s800/screwhead1.jpg" alt="" width="500" height="325" /><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na história o agente Screw-On Head é convocado por Lincoln para encontrar o Imperador Zumbí, um inteligente e articulado ocultista morto-vivo. O imperador e seus capangas, a Madame Vampira e o cientista Dr. Snap, roubaram um velho manuscrito que lhe dá acesso a tumba de Gung, um antigo senhor da guerra que chegou perto de conquistar o mundo há dez mil ano atrás, com o poder sobrenatural obtido de uma “fabulosa jóia do tamanho de um melão”, que, obviamente, o Imperador planeja usar para seu ganho.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">É citado que o Imperador tornou-se um zumbí por conta própria.</span></p>
<p><img class="alignright" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoPdIgmiI/AAAAAAAACjs/yI6zNScn2uo/s800/screwhead2.jpg" alt="" width="325" height="193" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">Citando o agente Screw-On Head:<br />
<em> “ &#8211; É como eu sempre digo, todas as pessoas realmente inteligentes deveriam ser cremadas após a morte&#8230; por razões de segurança pública.”</em></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">Com a ajuda de seu mordomo Mr. Groin (literalmente <em>“Senhor Virilha”,</em> que como qualquer mordomo de super herói, é capaz de fazer praticamente de tudo) e do Sr. Cão (um cachorro empalhado reanimado capaz de farejar o mal em qualquer ponto do planeta), o agente Screw-On Head chega até o imperador Zumbí, mas não antes do vilão e seus comparsas encontrarem o tesouro&#8230; só que ao invés de uma jóia, a tumba guarda um nabo&#8230; um nabo que contem “um pequeno universo paralelo” em seu interior&#8230; e não somente isso. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoQsf9X6I/AAAAAAAACkU/Uf7dL_ssk1c/s800/screwhead7.jpg" alt="" width="500" height="323" /></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A arte é incrível mas era de se esperar tratando-se do Sr. Mignola. Os traços de tinta bem definidos e sérios servem perfeitamente como transporte para o humor da história, e o sépia em que o colorista Dave Stewart banha tudo finaliza a estética de “arquivo secreto” da história.</span><br />
<span style="font-size: medium;">No episódio piloto de 22 minutos produzido pelo Sci-Fi Channel, a principal mudança foi a dos personagens terem um pouco de seu passado desvendado. É revelado que o Imperador Zumbí (dublado por David Hyde Pierce, que deu a voz para o Abe Sapien no primeiro filme do Hellboy) fora o primeiro mordomo do agente Screw-On Head (Paul Giamatti), mas que se virou para o mal, mesmo com os conselho do agente. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Por vingança pela sua primeira derrota ele assassinou sete dos mordomos que o sucederam (Mr. Groin, dublado pelo comediante Patton Oswalt, é o nono mordomo) em diversas maneiras grotescas (o que ele s e refere a certo ponto como um “mesquinho fetiche vingativo para com mordomos”). A amante vampira do Imperador Zumbí, agora nomeada Patience, é bem mais falante; um flashback revela que ela foi um dia a amante mortal de </span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoP7DIYbI/AAAAAAAACj8/VGWrwpBdlqk/s800/the-amazing-screw-on-head-20070212024323138_640w.jpg" alt="" width="370" height="284" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">Screw-On Head, até ter  sido seqüestrada por um servo vampiro do Imperador. Ao invés de apenas o Doutor Snap, os outros servos do Imperador Zumbí são Ricky, um chimpanzé usando uma coroa que tem mira mortal ao usar armas de fogo, uma velha mulher-lobo, e uma canibal idosa que aparentemente toma o lugar do Doutor Snap no papel de cientista de campo. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">O piloto começa com os capangas do Imperador Zumbí roubando manuscrito e seqüestrando o único homem capaz de traduzi-lo. Há um interlúdio extra onde Screw-On Head em seu foguete/projétil de canhão rastreia Patience até Marrakesh onde a tortura para descobrir o paradeiro do Imperador Zumbí, e também uma conclusão em que o Imperador Zumbí afunda no rio Mississipi enquanto seus capangas seqüestram o Sr. Cão impalando-o com a âncora de seu balão de fuga; uma outra cena adicional mostra o Presidente Lincoln após assinar a Lei da Propriedade Rural dando a Screw-On Head permissão para lidar com quaisquer criaturas sobrenaturais que espreitem pela fronteira ocidental.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOsb5aUI/AAAAAAAACjU/lHalrDhclyE/s800/amazingscrewonhead2.jpg" alt="" width="675" height="380" /></p>
<p><span style="font-size: medium;">O enredo pode oscila entre o sombrio e a comédia perversa. Por exemplo quando o curador do museu não revela a informação que o Imperador Zumbí quer, ele simplesmente o fuma (literalmente), adquirindo toda a informação que precisa, por osmose aparentemente. As motivações e características dos protagonistas chegam a ser surpreendentes, como quando o Imperador Zumbí revela não ter ambições típicas dos vilões que querem governar o mundo, mas apenas quer ser o mordomo de alguma grandiosa força do mal.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Um detalhe a se acrescentar, é que nas adaptações</span></p>
<p><img class="alignright" src="http://lh3.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoOcXh2RI/AAAAAAAACjM/T9z4BSEoZOs/s800/amazingscrewonhead1h.jpg" alt="" width="270" height="213" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"> anteriores dos trabalhos de Mike Mignola para animação, eles nunca capturaram o visual dos quadrinhos. No caso dos filmes é compreensível, por tida a mudança de história em quadrinhos para carne e osso (e látex e maquiagem). Entretanto, as animações da série Hellboy, por alguma obrigação contratual bizarra, o estilo dos desenhos teve de ser distanciado do traço dos quadrinhos. Tudo bem, o desenho ainda ficou bom, mas mesmo assim poderia ter sido melhor se esse detalhe fosse diferente. </span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Já com “The Amazing Screw-On Head”, aparentemente não houve qualquer restrição, pois o traço de Mignola foi foi muito bem capturado e reproduzido pela equipe do diretor Chris Prynoskim o que convenhamos, é algo complicado de se fazer. E não apenas isso, mas a animação não se envergonha de mostrar um pouco de sangue, (breve) nudez, e uma ocasional piada de duplo sentido., deixando a entender que é uma animação não necessariamente para crianças.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://lh6.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoO1k-NTI/AAAAAAAACjc/_LKR2F-j9ro/s800/p06.JPG" alt="" width="691" height="287" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: medium;">O episódio foi ao ar em 12 de Julho de 2006 no website do Sci-Fi Channel, junto a uma votação para decidir se seria dada continuidade à série. De acordo com Mike Mignola a série não tem planos de ser continuada no momento (a animação, os quadrinhos são outra história&#8230;). Em 6 de Fevereiro de 2007 o episódio -piloto foi lançado em DVD.</span><br />
<span style="font-size: medium;">O especial The Amazing Screw-On Head ganhou o Prêmio Eisner de melhor publicação de humor de 2003.</span></p>
<p><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium;"><strong>Por Karl</strong></span></p>
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium;">(que descobriu que o feminíno de lobisomem é lobanil)</span></p>
<p><strong><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><br />
</span><img class="aligncenter" src="http://lh4.ggpht.com/_P3iND-VccEI/SWgoQeB2ghI/AAAAAAAACkM/kN9MslupsxI/s800/-Screw-On_Head_p27.jpg" alt="" width="360" height="720" /> </strong></p>
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